Aerolíneas Argentinas elimina bagagem de mão em voos nacionais
Fonte: turismo.ig.com.br | Data: 11/05/2026 06:43:59

Aerolíneas Argentinas elimina bagagem de mão da tarifa mais básica em voos nacionais
A Aerolíneas Argentinas acaba de anunciar uma mudança importante nas suas tarifas domésticas dentro da Argentina e que acende mais uma vez um alerta para os passageiros. A companhia retirou a bagagem de mão tradicional gratuita da sua tarifa mais básica nos voos nacionais. Na prática, quem comprar a categoria mais barata poderá levar apenas um item pessoal pequeno, como mochila, bolsa ou pasta, desde que caiba embaixo do assento da frente. Já a mala de cabine tradicional, aquela que vai no bagageiro superior do avião, passa agora a ser cobrada separadamente.
Embora a mudança seja válida oficialmente apenas para voos nacionais dentro da Argentina, o passageiro precisa ficar muito atento, principalmente quem faz conexão dentro do país, compra trechos domésticos separados ou até mesmo emite toda a viagem com a própria Aerolíneas Argentinas. Dependendo da tarifa escolhida, aquele trecho pode não incluir mais a bagagem de mão tradicional, e muita gente ainda viaja no automático acreditando que esse item continua incluso no valor da passagem. O problema é justamente esse: muita gente só descobre a nova regra no momento do embarque, quando já não há muito o que fazer além de pagar taxas adicionais.
Lufthansa também segue o mesmo caminho na Europa
E o mais interessante dessa história é que não estamos falando apenas de companhias low cost. Recentemente, a Lufthansa, uma das empresas aéreas mais tradicionais e respeitadas da Europa, também anunciou uma nova tarifa básica sem a bagagem de mão tradicional incluída. O passageiro poderá levar apenas um item pessoal pequeno embaixo do assento e, caso queira utilizar o bagageiro superior da cabine, precisará pagar um valor adicional ou escolher uma tarifa mais cara.
Isso chama atenção justamente porque a Lufthansa sempre foi vista como uma companhia aérea premium, muito distante daquele modelo mais agressivo das empresas low cost europeias. Só que a realidade do mercado mudou, e até as companhias tradicionais começaram a perceber que existe espaço para aumentar receita cobrando separadamente por serviços que antes eram considerados básicos dentro da experiência de voo.
Nova tendência da aviação mundial
Toda vez que eu venho falar sobre retirada de bagagem nas companhias aéreas, eu bato exatamente na mesma tecla há anos: essa é uma tendência muito clara do mercado da aviação. Primeiro, as empresas começaram retirando a bagagem despachada das tarifas mais baratas. Agora, aos poucos, estão começando também a retirar a bagagem de mão tradicional.
E, sinceramente, isso não aconteceu por acaso. As companhias perceberam que os passageiros aprenderam a viajar mais leves. Muita gente passou a fazer viagens internacionais inteiras utilizando apenas mala de cabine para economizar, evitar filas e fugir das taxas de despacho. O mercado percebeu isso rapidamente. Se antes a bagagem despachada era uma fonte de receita extra, agora a bagagem de mão também começou a virar oportunidade de lucro.
O resultado é exatamente o que estamos vendo hoje: passagens aparentemente mais baratas, mas com cada vez menos coisas incluídas no preço final. O passageiro começa pagando pela mala despachada, depois pela mala de mão, depois pela marcação de assento, embarque prioritário e outros serviços adicionais. E a tendência é que isso fique cada vez mais comum, inclusive em companhias tradicionais que antes não trabalhavam com esse tipo de modelo tarifário.
O que fazer a partir de agora?
A principal recomendação é simples: nunca mais comprar passagem aérea no automático. Durante muitos anos, nosso cérebro se acostumou com a ideia de que a bagagem de mão fazia parte naturalmente da passagem aérea. Só que isso está mudando rapidamente, e muita gente ainda não percebeu.
Hoje, antes de finalizar qualquer compra, principalmente em tarifas promocionais ou categorias mais básicas, é fundamental verificar exatamente o que está incluído. Nem sempre aquela passagem mais barata realmente vale a pena. Em muitos casos, quando você adiciona bagagem de mão, marcação de assento e outros itens básicos, o valor final acaba ficando mais caro do que uma tarifa superior que já incluía tudo desde o início.
E vale reforçar um detalhe importante: não são mais apenas as companhias low cost que estão adotando esse modelo. Empresas tradicionais também começaram a seguir exatamente o mesmo caminho. Por isso, daqui para frente, atenção total antes de clicar no botão de compra.