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Ciro Nogueira: pesquisa Quaest mede pf no Caso Master

Fonte: revistaforum.com.br | Data: 13/05/2026 09:38:07

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  • A pesquisa da Quaest analisou os impactos da ação da Polícia Federal contra Ciro Nogueira.
  • A operação da PF está relacionada ao Caso Master, investigação de supostos crimes de corrupção.
  • Ciro Nogueira, ex‑ministro da Casa Civil, foi alvo da investigação federal.
  • O estudo aponta consequências políticas e jurídicas decorrentes da ação da PF.

Ciro Nogueira entrou no centro da nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (13), sobre os reflexos políticos do Caso Master. O levantamento, feito no Brasil entre 8 e 11 de maio de 2026 com 2.004 entrevistados, mostra que 46% veem desgaste generalizado de governo Lula, governo Bolsonaro, STF, Congresso Nacional e Banco Central após o escândalo envolvendo o Banco Master.

O dado aparece na mesma rodada em que a Fórum mostrou que Lula voltou a superar Flávio Bolsonaro após Caso Master, Trump e Desenrola 2.0. A pesquisa também mediu o alcance da ação da Polícia Federal contra Ciro Nogueira, senador pelo PP do Piauí, ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro e um dos principais articuladores do campo bolsonarista.

Ciro Nogueira aparece no centro da pergunta da Quaest

A Genial/Quaest informou aos entrevistados que a Polícia Federal fez uma operação envolvendo Ciro Nogueira por ele supostamente receber uma mesada de R$ 500 mil do dono do Banco Master para ajudá-lo em projetos no Senado. Em seguida, perguntou se o eleitor havia ficado sabendo das investigações do Caso Master envolvendo o senador.

Segundo o levantamento, 46% disseram que já sabiam das investigações envolvendo Ciro Nogueira. Outros 54% afirmaram que ficaram sabendo agora.

A formulação da pergunta colocou Ciro Nogueira no centro do novo recorte político da pesquisa. O questionário também mediu quem, na percepção dos entrevistados, teve a imagem mais afetada negativamente pelo escândalo do Banco Master.

Caso Master provoca desgaste generalizado

Para 46% dos entrevistados, todos os atores citados foram afetados negativamente de forma semelhante: governo Lula, governo Bolsonaro, STF, Congresso Nacional e Banco Central. Em março, esse índice era de 40%.

Entre os que apontaram impacto mais concentrado, 11% disseram que o governo Lula foi o mais afetado. Outros 10% citaram o STF e o Judiciário. O governo anterior de Jair Bolsonaro foi mencionado por 9%.

O Banco Central apareceu com 7% das respostas. O Congresso Nacional foi citado por 2%. Apenas 1% respondeu que ninguém foi afetado negativamente. Outros 14% não souberam ou não responderam.

PF mira suposta atuação no Senado

As investigações mencionadas na pesquisa tratam da suspeita de que Ciro Nogueira teria atuado no Senado para defender interesses do Banco Master. A PF apura se o senador teria recebido vantagens indevidas em troca dessa atuação.

Um dos pontos sob investigação é a relação entre o banco e propostas legislativas de interesse do setor financeiro. O Caso Master ganhou nova dimensão política justamente por envolver, ao mesmo tempo, agentes do sistema financeiro, autoridades públicas, Congresso, Banco Central e disputas eleitorais.

Quaest mostra efeito sistêmico do Caso Master

O principal dado político da rodada é a percepção de que o Caso Master não atingiu apenas um campo partidário. A maior fatia dos entrevistados avalia que o escândalo desgastou simultaneamente governo, oposição, Judiciário, Congresso e Banco Central.

Esse resultado reforça a leitura de que o caso passou a ser percebido como uma crise de confiança institucional. A entrada de Ciro Nogueira no centro da pergunta da Quaest amplia o potencial de impacto eleitoral sobre o bolsonarismo e sobre a campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência em 2026.

Metodologia da pesquisa Quaest

A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre 8 e 11 de maio de 2026. As entrevistas foram domiciliares e presenciais, com questionários estruturados.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-03598/2026.