Novo pedido de CPI do Master que incluiria mais um banco gera embate entre senadores na CAE
Fonte: valor.globo.com | Data: 09/06/2026 17:29:30
Um novo pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) envolvendo o Banco Master desencadeou uma discussão acirrada entre os senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e Eudocia Caldas (PSDB-AL) na sessão desta terça-feira (9) da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
O episódio ocorreu durante audiência pública com o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza. O banco distrital vive uma crise após fazer negócios com o banco de Daniel Vorcaro, liquidado no ano passado pelo Banco Central (BC) e alvo de investigação da Polícia Federal (PF) por supostas fraudes.
Eudócia pediu a Calheiros — seu adversário na política alagoana — que assinasse um requerimento para uma CPI que envolvesse não somente o Master, mas também o mineiro Bmg.
“Porque tudo começou no Bmg, essa questão de consignado, quando o senhor era presidente do Senado… Tudo começou lá atrás”, disse a senadora. “A gente tem que começar pelo Bmg, que também foi sobre consignados dos aposentados e pensionistas”, completou.
Por trás do confronto estão investimentos do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev) no Banco Master.
Renan apresentou um projeto de lei para garantir a cobertura integral do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para recursos de regimes próprios de Previdência e de entidades de Previdência complementar de estados e municípios que investiram no Master.
A senadora acusou o rival de atuar como “advogado do Master“. “Quando o senhor coloca esse projeto de lei de sua autoria, quando o senhor coloca para o FGC pagar o rombo do Master (…), o senhor não está protegendo os aposentados, o senhor está protegendo Vorcaro”, disse Eudócia.
Renan se defendeu ao dizer que está defendendo os aposentados lesados e que “independentemente de quem for o ladrão”, as vítimas serão ressarcidas. “Eu não sei quem é e nem quero prejulgar, mas seja quem roubou vai ter que devolver porque os aposentados e os pensionistas não podem ser surrupiados”.
Procurado pelo Valor, o Bmg informou que não vai se manifestar sobre o assunto.
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