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O Plano Bilionário do SNEL11 para Triplicar de Tamanho e Se Consolidar no Mercado de Energia Limpa

Fonte: forbes.com.br | Data: 17/06/2026 17:19:50

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O Suno Energias Limpas (SNEL11) abriu uma nova emissão de cotas e mira captar R$ 1,84 bilhão junto ao mercado. Se concretizada, a meta da gestora pode triplicar o patrimônio líquido do fundo, atualmente em R$ 890 milhões.

Segundo a Suno Asset, a captação visa angariar capital para financiar a compra de novos projetos fotovoltaicos que virão a integrar a carteira do SNEL11.

A estratégia da gestão visa comprar usinas prontas, já conectadas e com contrato, evitando risco de obra.

O pipeline operacional mapeado pela gestão é da cifra de R$ 2,4 bilhões, com Taxa Interna de Retorno (TIR) projetada de 19,6%.

“Seguimos com uma tese muito clara: transformar rapidamente o capital levantado em ativos operacionais, de qualidade e com retorno ajustado ao risco. Estamos em um momento de consolidação de um setor que reúne hoje milhares de pequenas e médias usinas em operação, com escala, acesso a capital e governança determinando quem consolida o mercado”, afirma Vitor Duarte, diretor de investimentos da Suno Asset.

A 5ª emissão de cotas do SNEL11 colocará 221,3 milhões de novos papéis no mercado, a um preço de R$ 8,32 por cota.

O lote adicional prevê um incremento de 25% – ou seja, mais 55,3 milhões de cotas, representando R$ 460,3 milhões.

A taxa de distribuição será de 3,97% (R$ 0,33/cota) e não há investimento mínimo. A oferta é aberta para investidores em geral, residentes no Brasil.

Em se tratando de direito de preferência, os cotistas do SNEL11 com posição integralizada até o 3º dia útil após o anúncio de início da oferta terão direito de preferência na subscrição.

O fator de proporção é de duas cotas novas para cada cota atualmente detida. Quem exercer o direito de preferência pode ainda manifestar interesse nas sobras não subscritas por outros cotistas — e indicar interesse em um montante adicional além da proporção que lhe caberia.

Conforme o fato relevante divulgado pela gestora de recursos da Suno, a oferta admite distribuição parcial. Caso o montante mínimo seja atingido, mas a oferta do Suno Energias Limpas não for totalmente subscrita, a gestão pode optar por encerrar a captação em qualquer patamar acima do piso.

O contexto da emissão de cota

O setor de geração distribuída desacelerou no ano passado, com queda de cerca de 5% no volume de novas conexões em relação ao ano anterior – na esteira da cobrança progressiva da TUSD Fio B para os projetos sujeitos às regras de transição da Lei nº 14.300/2022 enquadrados principalmente nas modalidades GD II e GD III.

Esses projetos passaram a pagar 45% da componente tarifária, percentual que aumentará gradualmente até o regime definitivo em 2029.

Para o SNEL11, cuja carteira é composta por ativos enquadrados nas regras anteriores, esse cenário tende a ser positivo, pois reduz a atratividade econômica de novos projetos concorrentes e pode favorecer a valorização relativa dos ativos já em operação.

Além disso, dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) indicam que a potência instalada das usinas enquadradas na modalidade de geração distribuída ultrapassou 48 GW até junho de 2026, com mais de 7 milhões de unidades consumidoras se beneficiando do modelo.

Raio-X do FII de energias limpas da Suno

O SNEL11 é um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) gerido pela Suno Asset que compra e arrenda usinas fotovoltaicas de geração distribuída (GD).

Na prática, o FII é dono das usinas, as conecta à rede elétrica local e as aluga para consórcios ou consumidores finais, que pagam pelo crédito de energia gerado.

Os contratos são do tipo Take or Pay ou compensada — ou o inquilino consome, ou paga de qualquer forma.

O fundo existe desde dezembro de 2022 e hoje opera 22 projetos em fase operacional, com capacidade instalada de 87,8 MWp distribuída em 9 estados: MG, RJ, GO, PR, PE, BA, SP, CE e MS.

Suno Energias Limpas em números

  • Número de cotistas – 94,2 mil
  • Patrimônio Líquido – R$ 890 milhões
  • Valor de mercado – R$ 947 milhões
  • Distribuição por cota (segundo o último relatório gerencial) – R$ 0,10
  • Dividend yield anualizado – 14,9%
  • Preço/Valor Patrimonial (P/VP) – 1,06x
  • Caixa e equivalentes – R$ 57,9 milhões (6,3% dos ativos)

Conforme o relatório gerencial mais recente, referente ao mês de abril, a receita total no mês em questão foi de R$ 12,2 milhões, dos quais R$ 11,5 milhões vieram de locação de usinas.

As despesas do período ficaram em R$ 1,18 milhão. O resultado distribuível foi de R$ 11,1 milhões.

Desde a sua listagem, o fundo acumula retorno de 80,72%, contra 46,84% do IPCA+7% e 39,01% do IFIX na mesma janela.

Olhando para carteira e para o operacional, em abril o portfólio consolidado gerou 10.330 MWh, com eficiência de 127,7 MWh/MWp — alta de 0,7% em relação ao mês anterior.

As usinas com maior geração individual foram Paramirim (BA), Mundo Melhor (GO) e SBA — São Bento Abade (MG).

O maior inquilino é a NUV, responsável por 54% da exposição em MWp.

Em termos de distribuidora, a CEMIG (MG) responde por 36,6% da carteira, seguida por Light (RJ) com 17,4% e EQTL (GO) com 15,9%.

O vencimento médio ponderado dos contratos de locação é maio de 2037. A maior fatia dos contratos (38%) vence em 2030, com parcelas relevantes também em 2039 (12%) e 2029 (9%).

Guidance de dividendos

A gestora projeta distribuição de dividendos entre R$ 0,10 e R$ 0,11 por cota para os próximos três meses.

Para além desse horizonte, a evolução dos rendimentos depende do avanço dos ramp-ups, dos próximos reajustes tarifários e da energização dos ativos em aquisição.

BTG Pactual/Reprodução

Cotação do SNEL11

As cotas do SNEL11 recuam 1,56% no pregão desta quarta-feira (17) por volta das 16h15. No acumulado de 12 meses, os papéis avançam 11%.

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