O que faz a Embraer (EMBR3) subir? Mercado vê potencial para mais vendas
Fonte: estadao.com.br | Data: 18/06/2026 15:43:29
As ações da Embraer (EMBJ3) avançaram entre as maiores altas do Ibovespa nesta quinta-feira (18) após a combinação de dois fatores que atingem diretamente a tese de crescimento da companhia: mais competitividade nas exportações e expansão de receitas recorrentes
De um lado, a companhia fechou um contrato com a Força Aérea Brasileira (FAB). De outro, o governo federal avançou na criação de uma garantia da União para financiamentos de pagamentos antecipados de aeronaves, as propostas são vistas pelo mercado como impulsos à competitividade internacional da fabricante.
Por volta das 16h (de Brasília), os papéis haviam arrefecido e avançavam 0,50%, negociados a R$ 79,13, enquanto o Ibovespa operava em leve queda, aos 168.215 pontos.
No radar dos investidores está o avanço do governo federal na criação de uma garantia da União para financiamentos de pagamentos antecipados (PDPs) da fabricante. A medida reduziria riscos para instituições financeiras e facilitaria o acesso ao crédito por parte de clientes da companhia.
O mecanismo é capaz de auxiliar a destravar negociações internacionais ao reduzir uma das principais barreiras para compradores de aeronaves: o financiamento.
Governo tenta remover uma barreira às exportações da Embraer
A proposta em análise prevê uma garantia pública para financiamentos utilizados nos pagamentos antecipados exigidos durante a produção das aeronaves.
O modelo é comum na indústria aeronáutica, onde clientes costumam desembolsar recursos muitos meses antes da entrega dos aviões.
Ao reduzir o risco dessas operações, a expectativa é ampliar o acesso ao crédito e tornar as encomendas da Embraer mais competitivas no mercado internacional.
A companhia atravessa um dos períodos mais favoráveis de sua história recente, sustentada por uma carteira robusta de pedidos e pela expansão das vendas de jatos comerciais, executivos e aeronaves militares.
KC-390 amplia geração de receitas além da venda de aeronaves
Além da possível ajuda governamental, a Embraer anunciou um contrato de longo prazo com a Força Aérea Brasileira (FAB) para suporte à frota de cargueiros KC-390 Millennium.
O acordo abrange aeronaves já entregues e futuras unidades, incluindo manutenção, reparo de componentes, fornecimento de peças, serviços de engenharia, publicações técnicas e suporte para situações emergenciais.
Embora os valores não tenham sido divulgados, o mercado acompanha com atenção contratos desse tipo porque eles ampliam uma fonte de receita menos volátil do que a venda de aeronaves.
À medida que a frota global de KC-390 cresce, aumenta também a demanda por manutenção, peças e suporte operacional ao longo de décadas.
O cargueiro militar já foi selecionado por forças aéreas de países como Portugal, Hungria, Coreia do Sul, Países Baixos, Áustria, República Tcheca, Suécia, Emirados Árabes Unidos, Eslováquia e Lituânia, além do Brasil.
Cada vez mais a Embraer deixa de ser vista apenas como uma fabricante de aeronaves dependente de novos pedidos e passa a ser enxergada também como uma empresa capaz de gerar receitas recorrentes por meio de serviços, suporte e manutenção, enquanto busca ampliar a competitividade de suas exportações.
Com informações da Broadcast.