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PF investiga líder do governo Lula por supostos vínculos com caso Banco Master na Bahia

Fonte: noticiasdoplanalto.com.br | Data: 19/06/2026 06:36:49

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A Polícia Federal realizou uma operação na última quinta-feira que teve como alvo Jaques Wagner, líder do governo no Senado, levantando suspeitas sobre sua ligação com o escândalo envolvendo o Banco Master e o PT na Bahia.

O senador Wagner é investigado por supostamente favorecer interesses do Banco Master no Congresso em troca de benefícios ilegítimos. Entre as suspeitas estão a influência em projetos do banqueiro Daniel Vorcaro, como uma emenda apelidada de “emenda Master”, que teria trazido vantagens como um apartamento luxuoso avaliado em R$ 2,4 milhões em Salvador e repasses financeiros a uma empresa ligada à sua família. Outra irregularidade apurada envolve o custeio de ingressos para eventos no exterior.

O episódio tem gerado desgaste político e preocupa aliados do governo quanto aos impactos na campanha de reeleição do presidente Lula. Apesar de haver quem defenda a substituição de Wagner na liderança do governo, o senador declarou em entrevista ter o apoio do presidente e indica permanência no cargo.

Enquanto isso, adversários políticos utilizam a operação para criticar Lula e sua base, buscando desvincular o caso do Banco Master das denúncias contra o deputado Flávio Bolsonaro, que teria pedido recursos ao banqueiro para financiar um filme sobre o presidente Jair Bolsonaro.

A investigação também destacou uma relação próxima entre Wagner e Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro. Essa conexão remonta à gestão do ex-governador da Bahia, Rui Costa, aliado de Lula, quando foram feitas privatizações relevantes. A PF apura como essas relações influenciaram políticas relacionadas a crédito consignado e ao Fundo Garantidor de Crédito.

Mensagens interceptadas mostram confiança entre o senador e o empresário. A investigação concentra-se em três frentes: a alteração de uma medida provisória para beneficiar trabalhadores e aposentados com aumento da margem consignável, a tentativa de aprovação de uma emenda constitucional que afetaria o limite do FGC, e a fiscalização da possível compra do Banco Master pelo BRB.