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Dia do Cinema Brasileiro: os filmes nacionais preferidos da redação da Glamour

Fonte: glamour.globo.com | Data: 19/06/2026 08:41:15

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Em um país de histórias tão diversas quanto suas paisagens, o cinema brasileiro tem o poder de nos emocionar, provocar debates e traduzir diferentes aspectos da nossa identidade. Celebrado em 19 de junho, o Dia do Cinema Brasileiro marca a primeira filmagem realizada em território nacional, em 1898, quando imagens da Baía de Guanabara foram registradas a bordo do navio Brésil.

Mais de um século depois, a produção audiovisual brasileira segue acumulando obras memoráveis, capazes de atravessar gerações e conquistar públicos dentro e fora do país.

Para celebrar a data, convidamos a redação da Glamour a responder uma pergunta simples — e nada fácil: qual é o seu filme brasileiro favorito?

Manas — Foto: Divulgação
Manas — Foto: Divulgação

“Desde que assisti a Manas, de Marianna Brennand, sigo profundamente impactada. Inspirado nos casos de exploração sexual infantil na Ilha do Marajó, o filme aborda temas sociais duros e complexos, mas com uma sensibilidade e delicadeza ímpar, sem recorrer a cenas explícitas (o que torna sua narrativa ainda mais poderosa), além de contar com um elenco excepcional. Ao acompanhar a trajetória de Marcielle, uma adolescente em busca de autonomia, a produção também fala sobre resistência e coragem. É um daqueles filmes que permanecem ecoando em nós muito depois dos créditos finais” – Renata Garcia, diretora de conteúdo

Lisbela e o Prisioneiro

Lisbela e o Prisioneiro — Foto: Reprodução
Lisbela e o Prisioneiro — Foto: Reprodução

“A comédia romântica mais linda do cinema brasileiro! Selton Mello brilhante como sempre e a trilha sonora inesquecível” – Barbara Tavares, redatora-chefe

Que Horas Ela Volta?

"Que Horas Ela Volta?" — Foto: Reprodução
“Que Horas Ela Volta?” — Foto: Reprodução

“Esse é um daqueles filmes que ganha novas camadas a cada vez que assisto. Além de retratar com sensibilidade as desigualdades sociais brasileiras, a história se mantém extremamente atual mesmo mais de dez anos após o lançamento. O que mais me marca, porém, é a forma como o filme constrói personagens complexos e humanos, sem cair em caricaturas. A relação entre Val e Jéssica é marcante e potente justamente porque fala sobre maternidade, sonhos e a coragem de questionar lugares que muitas vezes parecem pré-determinados. É uma obra que provoca reflexão, mas também desperta empatia” – Malu Pinheiro, editora de cultura e lifestyle

O Auto da Compadecida

O Auto da Compadecida — Foto: Reprodução
O Auto da Compadecida — Foto: Reprodução

“Quando eu era criança, esse filme era um clássico na minha casa, até hoje sei algumas falas de cor. Mas só depois de adulta entendi a importância de O Auto da Compadecida, tanto para o cinema quanto para a literatura. Aliás, recomendo a leitura do livro de Ariano Suassuna que deu origem ao filme” – Mariana Gonzalez, editora digital

Jogo de Cena

Jogo de Cena — Foto: Reprodução
Jogo de Cena — Foto: Reprodução

“O filme do Eduardo Coutinho parte de um anúncio de jornal convocando mulheres a contarem suas histórias de vida. Em um teatro, essas entrevistadas se misturam a atrizes que interpretam alguns dos relatos. A grande sacada do filme — e o que me fisgou quando o assisti para o vestibular de jornalismo — é esse cruzamento entre vida real e ficção, documentário e drama, costurado pelas vivências e interpretações femininas” – Ana Carolina Pinheiro, editora de moda

Praia do Futuro

Praia do Futuro — Foto: Reprodução
Praia do Futuro — Foto: Reprodução

“Lembro do quanto fiquei impactada da primeira vez que assisti ao filme ‘Praia do Futuro’. É uma história delicada, que trata de escolhas, sobretudo. Um salva-vidas que não consegue ajudar a si mesmo, uma praia cujo nome fala sobre o amanhã e não oferece perspectiva: é na sofisticação do não dito que Karim Ainouz nos leva às principais reflexões aqui” – Isabella Marinelli, editora de beleza

Central do Brasil

Central do Brasil — Foto: Reprodução
Central do Brasil — Foto: Reprodução

“Central do Brasil retrata a descoberta do amor e esperança em meio a uma realidade dura. A transformação de Dora ao longo da jornada é emocionante e a atuação da Fernanda Montenegro é, como sempre, profundamente marcante” – Lori Baroni Bosio, editora de arte

Terra em Transe

Terra em Transe — Foto: Reprodução
Terra em Transe — Foto: Reprodução

“Com ‘uma ideia na cabeça e uma câmera na mão’, Terra em Transe é a representação perfeita no cinema das veias abertas de toda a América Latina. Lançado em 1967, em meio ao governo militar, sua trama política e corajosa continua até hoje atual e uma perfeita alegoria para quem quer entender o Brasil. É estrondoso e essencial— e agora com o streaming Tela Brasil, disponível gratuitamente, junto de outros clássicos obrigatórios de Glauber Rocha” – Manoela Morel, designer

Bacurau

Bacurau — Foto: Divulgação
Bacurau — Foto: Divulgação

“Esse é um filme sobre a resistência de uma comunidade, memória e identidade cultural. A obra celebra as raízes brasileiras e combina diversos gêneros, do suspense à ficção científica, o que tornou muito marcante para mim” – Camila Gomes, repórter digital

Ainda Estou Aqui

Fernanda Torres interpreta Eunice Paiva no filme "Ainda Estou Aqui" — Foto: Alile Dara Onawale/Divulgação
Fernanda Torres interpreta Eunice Paiva no filme “Ainda Estou Aqui” — Foto: Alile Dara Onawale/Divulgação

Ainda Estou Aqui me marcou de uma forma que poucos filmes conseguiram. Saí do cinema em prantos, com a maquiagem toda borrada, tocada pela história e com uma curiosidade enorme de entender além do que eu já sabia sobre o período da ditadura militar no Brasil — sentimento que, inclusive, acabou inspirando o tema do meu TCC. Além da força do roteiro e da direção, a atuação de Fernanda Torres é arrebatadora, conduzindo a narrativa com uma entrega crua, sensível e extremamente potente.” – Maria Mesquita, repórter digital

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