Os consoles estão de volta: por que 2026 é o ano da virada para os gamers brasileiros | Jornada Geek
Fonte: jornadageek.ig.com.br | Data: 19/06/2026 09:31:52
Lembra quando todo mundo dizia que o celular ia engolir o console de uma vez por todas? Pois os números mais recentes contam outra história. A 12ª edição da Pesquisa Game Brasil (PGB 2025), divulgada em março de 2025, mostrou que 82,8% dos brasileiros jogam algum tipo de jogo digital, um salto de 8,9 pontos percentuais em relação ao ano anterior, o maior já registrado pelo levantamento em mais de uma década de pesquisa, com 6.282 pessoas entrevistadas em todo o país. E dentro desse universo gigantesco, quem está ganhando espaço de volta não é o smartphone. É o bom e velho videogame de mesa.
Consoles reconquistam espaço na rotina do jogador brasileiro
O celular continua na frente, sem dúvida. Mas perdeu fôlego: caiu 8 pontos percentuais e hoje representa 40,8% das preferências entre os brasileiros. Os consoles, por outro lado, subiram 3 pontos e chegaram a 24,7%. O computador também cresceu, 5,5 pontos, somando 20,3%.
Por que isso aconteceu? A própria pesquisa aponta uma explicação que parece simples, mas faz todo sentido: a melhora no poder aquisitivo das famílias e a queda no desemprego em 2024 deixaram mais espaço no orçamento para hardware, assinaturas de serviços de jogos e até aquelas microtransações que a gente sempre jura que não vai fazer.
Tem um detalhe que chama atenção nos dados por geração. Entre crianças e adolescentes da Geração Alpha, que representam 53,6% da amostra mais jovem entrevistada, 38,3% preferem jogar em console. É um índice bem acima do registrado entre gerações mais velhas, que ainda vivem no universo do celular. Ou seja: quem está crescendo agora já está nascendo com o controle na mão.
O Brasil já é protagonista no cenário global dos games
Esse movimento brasileiro não é um caso isolado. O Global Games Market Report da Newzoo, divulgado em setembro de 2025, projeta que o segmento de consoles vai crescer a uma taxa anual de 4,7% até 2028, impulsionado por novos ciclos de hardware e pelo lançamento de franquias consagradas.
E o Brasil está bem no meio dessa história. Dados do Ministério da Cultura, publicados em dezembro de 2024 com base em levantamento da Newzoo, colocam o país como o 13º maior mercado de games do mundo e líder absoluto na América Latina, com 74,5% da população, cerca de 160 milhões de pessoas, jogando em alguma plataforma. Não é pouca coisa para um setor que, há não muito tempo, ainda era tratado como nicho por aqui.
Quando a paixão por estatísticas migra para as apostas esportivas
Essa legião de jogadores tem uma característica em comum: está acostumada a lidar com números, desempenho e progressão dentro dos próprios jogos. Não é surpresa, então, que parte desse público também tenha se aproximado do universo das apostas esportivas regulamentadas no Brasil. Desde a sanção da Lei nº 14.790/2023, que organizou o setor no país, as casas de apostas operam sob supervisão da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, com licença específica para cada operadora.
E, assim como muita gente prefere testar um jogo antes de gastar com a versão completa, boa parte dos curiosos prefere começar pequeno também nas apostas. Não é raro ver quem procura uma plataforma de 1 real bet só para entender como funciona o site, os métodos de pagamento e as condições de cada operadora, sem comprometer valores altos. Conhecer o produto primeiro, decidir depois; a lógica não é tão diferente da que qualquer gamer já aplica há anos.
Dos consoles aos eSports: a competição vira espetáculo
Falando em competição, vale lembrar que os eSports cresceram junto com os consoles. Em 2023, segundo a Pesquisa Game Brasil, 82,9% dos jogadores já conheciam o termo “esportes eletrônicos”, alta de 1,7 ponto frente ao ano anterior, e 63,8% dos entrevistados assistiam a campeonatos, enquanto 48,8% praticavam alguma modalidade competitiva.
O CBLOL é um bom exemplo de como isso ganhou corpo por aqui: disputado na Riot Games Arena, em São Paulo, e transmitido ao vivo para milhares de espectadores, ele mostra como a cultura competitiva deixou de ser exclusividade do PC. Simuladores esportivos e jogos de luta em console também já têm seus próprios torneios profissionais, com público fiel acompanhando tudo pelo streaming às vezes mais animado do que num jogo “de verdade”.
O que esperar dos consoles e da cultura gamer daqui para frente
Serviços de assinatura, cloud gaming, crossplay entre plataformas: a linha que separa console, PC e celular só vai ficar mais borrada nos próximos anos. Mesmo assim, os números deixam claro que o console não vai a lugar nenhum. Pelo contrário, ele segue sendo sinônimo de experiência mais imersiva, principalmente para quem já cresceu rodeado de telas, caso da Geração Alpha.
O cenário gamer brasileiro em 2026 não é mais sobre escolher uma plataforma e brigar nos comentários por ela. É sobre um mercado mais maduro, com mais dinheiro circulando, mais variedade de telas e um público que entende cada vez melhor o que está consumindo — seja um lançamento de console, uma partida de eSports ou, para alguns, uma aposta esportiva regulamentada. No fim das contas, isso só confirma o que quem joga já sabe: o Brasil virou protagonista, não mais espectador, dentro do entretenimento digital mundial.
Não deixe de acompanhar todas as notícias diárias sobre filmes, séries e games do Jornada Geek. Aproveite também para curtir a nossa página no facebook, além de nos seguir no twitter, instagram e também no Google News e Google Profile.
Amante de filmes, séries e games, criou o Jornada Geek em 2011. Em 2012 se formou em Jornalismo pela UniAcademia, e a partir de então passou a fazer cursos com foco em uma especialização em SEO. Atualmente é responsável por desenvolver conteúdos diários para o site com focos em textos originais e notícias sobre as produções em andamento.
Considera Sons of Anarchy algo inesquecível ao lado de 24 Horas, Vikings e The Big Bang Theory. Espera ansioso por qualquer filme de herói, conseguindo viver em um mundo em que você possa amar Marvel e DC ao mesmo tempo.