Canetas emagrecedoras no SUS: Governo fará projeto-piloto no RS
Fonte: opovo.com.br | Data: 21/06/2026 11:03:40
Resumo
Em entrevista ao jornal O Globo, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou que o Governo Federal deve iniciar um projeto-piloto ainda em 2026 para avaliar o uso de canetas emagrecedoras pelo SUS. Segundo o ministro, o objetivo é verificar se o tratamento pode ser vantajoso financeiramente, além de ajudar a reduzir filas para procedimentos médicos em pacientes com obesidade. O teste acompanhará 250 pacientes do RS considerados “super obesos”, e pode durar até um ano. Não há estimativa de prazo para disponibilização das canetas emagrecedoras na rede pública de saúde.
O Governo Federal fará um “projeto-piloto” para testar o fornecimento de canetas emagrecedoras pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A informação foi dada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em entrevista ao jornal O Globo.
Segundo o ministro, o objetivo é verificar se os medicamentos podem produzir efeitos como a redução na fila de espera de cirurgias bariátricas, priorizando o tratamento de pacientes com obesidade grave. De acordo com Padilha, não há intenção de oferecer as canetas como “milagres estéticos”.
O teste inicial ocorrerá em Porto Alegre (RS) e será conduzido pelo Grupo Hospitalar Conceição, rede de unidades de saúde públicas do estado. Segundo Padilha, os medicamentos serão disponibilizados a 250 pacientes qualificados pelo ministro como “super obesos”, quadro em que o sobrepeso causa complicações cardíacas.
Atualmente, estes pacientes estão na fila de espera por cirurgia bariátrica. Padilha disse que espera verificar se as canetas emagrecedoras podem gerar “efeitos econômicos positivos”, tendo custo menor que outros tratamentos para obesidade. Segundo o ministro, no entanto, estes remédios não devem ser considerados “solução única” para a doença.
O desenvolvimento do protocolo para uso de canetas emagrecedoras como tratamento para obesidade pelo SUS deve começar ainda em 2026. De acordo com Padilha, o teste deve durar “alguns meses, até um ano”.
Por enquanto, não há estimativa de adoção mais ampla dos medicamentos no SUS. O intuito é que o protocolo seja “um primeiro passo” para avaliar a disponibilização, no futuro, de canetas emagrecedoras na rede pública.
Ministério da Saúde busca reduzir preço de canetas emagrecedoras
Na mesma entrevista, Padilha pontuou que o Ministério da Saúde tem buscado alternativas para reduzir o preço destes medicamentos. Atualmente, substâncias como a tirzepatida (Mounjaro) e a semaglutida (Ozempic/Wegovy) são vendidas, em farmácias, por valores que podem ir de R$900 a quase R$4 mil.
Uma das medidas é a produção nacional dos remédios. A patente da semaglutida expirou, no Brasil, em março deste ano. Alguns meses antes, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) havia publicado edital para convocar empresas a produzir o medicamento no País.
Atualmente, um laboratório já foi autorizado a comercializar a substância, enquanto outros 17 seguem em análise. Segundo o ministro, o aumento na concorrência deve reduzir os preços, considerados, por ele, “abusivos”.
No caso da tirzepatida, o laboratório americano Eli Lilly tem exclusividade para venda no Brasil. Projetos de Lei no Senado e na Câmara dos Deputados, porém, buscam quebrar a patente do medicamento para permitir a produção nacional e reduzir o preço do medicamento.
Mais notícias de Saúde
Dúvidas, Críticas e Sugestões?
Fale com a gente
Tags