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Ação na PGR vai pedir atuação “célere e contundente” de André Mendonça contra Flávio Bolsonaro no caso Master

Fonte: revistaforum.com.br | Data: 22/06/2026 09:21:35

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CRIMES NA FARIA LIMA

Envolto em novas mentiras sobre a relação com o “irmão” Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro se calou sobre reuniões. Ação visa provocar André Mendonça, que tem sido acusado de blindar seu grupo político como relator do caso Master.

PL launches Andre do Prado’s pre-candidacy for the Federal Senate.
– Flávio Bolsonaro em ato em Guarulhos com Tarcísio de Freitas (Marina Uezima/Brazil Photo Press/ Via AFP)

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  • Deputados Rogério Correia (PT‑MG) e Lindbergh Farias (PT‑RJ) vão protocolar ação na PGR, por Paulo Gonet, pedindo atuação célere de André Mendonça contra Flávio Bolsonaro no caso Master.
  • A iniciativa surge após divulgação de mensagens, áudios e depósitos de milhões de dólares em fundo nos EUA, ligados a encontros recorrentes entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro.
  • André Mendonça, relator do processo no STF, é acusado de proteger o grupo Bolsonaro, o que poderia gerar pedido de suspeição caso negue investigação contra o senador.
  • O pedido ocorre enquanto o ministro já autorizou busca e apreensão contra o senador Jaques Wagner, aumentando a pressão sobre a condução da PF no caso.

Os deputados Rogério Correia (PT-MG), vice líder do PT na Câmara, e Lindbergh Farias (PT-RJ) vão protocolar uma ação junto ao Procurador-Geral da República (PGR) Paulo Gonet pedindo que ele cobre uma atuação “célere e contundente” do ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), sobre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a revelação de que o senador manteve encontros recorrentes com Daniel Vorcaro.

“Há provas como mensagens, áudios e visitas ao banqueiros, além do depósito dos milhões de dólares em um fundo administrado pelo advogado de Eduardo Bolsonaro nos EUA. As provas são fartas e é necessário que aja uma ação contundente e célere de André Mendonça sobre Flávio Bolsonaro, que não vimos até agora”, disse à Fórum o vice líder do PT na Câmara.

Envolto em novas mentiras sobre a relação com o “irmão” Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro se calou sobre as reuniões recorrentes, seguindo a estratégia de tentar abafar sua relação com o banqueiro e mirar em Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, que, por muito menos, foi alvo de uma ação de busca e apreensão da Polícia Federal autorizada por André Mendonça.

A análise dos governistas e de fontes da PF é que está havendo uma blindagem de Mendonça sobre o grupo político de sua origem, ligado ao clã Bolsonaro, na relatoria das ações do Caso Master.

No entanto, há um consenso de que, após a ação contra Wagner, haverá constrangimento se Mendonça for provocado e negar uma ação da PF contra Flávio Bolsonaro, visto que as provass contra o senador são muito mais contundentes e os valores, comprovadamente transferidos pelo banqueiro, bem mais vultosos.

Uma suposta negativa de Mendonça em agir contra Flávio Bolsonaro abriria espaço para um pedido de suspeição do ministro, que foi alçado à Suprema Corte por Jair Bolsonaro após substituir Sergio Moro no comando do “super” Ministério da Justiça.

Homem de confiança do ex-governo Bolsonaro, Mendonça assumiu o posto após Sergio Moro deixar o comando da pasta atirando, acusando Jair de interferência na Polícia Federal justamente para proteger o filho Flávio nas investigações do caso de corrupção das rachadinhas.

Após a briga com o clã, Moro submergiu e acabou reatando com Bolsonaro nas eleições contra Lula em 2022. A reaproximação resultou em uma nova parceria, com o ex-juiz se filiando às hostes do PL para ser candidato ao governo do Paraná com apoio de Flávio Bolsonaro.

Ataque de nervos

Neste domingo, Flávio Bolsonaro defendeu a postura de Mendonça, que vem sendo acusado de blindá-lo nas investigações, em ataque à jornalista Eliane Cantanhede, que cobrou o ministro de avalizar uma ação da Polícia Federal (PF) contra o filho “01” de Jair Bolsonaro em artigo no Estadão.

“Não há absolutamente nada de errado. Pelo seu raciocínio, deveria haver busca e apreensão em cima dos donos Estadão (com o que eu não concordo)”, disparou Flávio, que voltou a mentir dizendo que “possibilidade de crime só há na relação do líder do governo e fiel escudeiro de Lula com o Augusto Lima e o Master, e não no caso do filme”.

No entanto, o senador ignorou as novas denúncias e não se explicou sobre os diversos encontros com Vorcaro, insistindo na mentira de que só manteve contato com o banqueiro em razão do suposto patrocínio ao filme sobre o pai.

Mentiras fazem derreter nas pesquisas

pós Silas Malafaia abandonar Flávio Bolsonaro (PL-SP), dizendo que não passa a mão na cabeça de “corrupto de direita“, foi a vez do bispo Robson Rodovalho, da Igreja Sara Nossa Terra, largar a mão do filho “01” de Jair Bolsonaro (PL) e defender abertamente o nome de Michelle Bolsonaro para substituir o candidato como representante do clã na chapa presidencial.

Rodovalho, que visitou Bolsonaro na prisão e substituiu Malafaia como conselheiro do ex-presidente após rusgas com o pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec), explicou o derretimento de Flávio nas pesquisas após o caso Master pelas mentiras ditas pelo senador sobre a relação com Daniel Vorcaro.

“Acho que foram duas questões. A primeira delas, o vazamento da conversa com o Daniel Vorcaro, e ele ter dito antes que não tinha nenhuma relação com o banqueiro. Está custando muito caro para o Flávio isso. O evangélico pensa: às vezes é melhor votar num candidato que não é cristão do que um que diz ser, mas não mantém a coerência”, afirmou ao ser indagado por Thiago Prado sobre as pesquisas, em entrevista ao jornal O Globo nesta sexta-feira (19).

Rodovalho, que já aclamou Michelle como “grande líder” após visita ao ex-presidente, disse que pior que a revelação da relação íntima com Vorcaro, foram as mentiras ditas pelo senador sobre o caso.

Evangélico é intransigente com mentira. A pior coisa que tem é uma coisa ser dita e a realidade ser outra. Ele deveria ter falado sobre o assunto desde o início”, afirmou, ressaltando que se o dinheiro é privado e para o filme não teria razões para mentir.

O bispo defendeu que Flávio Bolsonaro abra “imediatamente as contas de Dark Horse para tentar estancar a debandada evangélica e tentar reverter o quadro diante das mentiras em série.

“Ele está perdendo a confiança do segmento, as pessoas estão achando que, se mentiu desta vez, pode mentir na próxima. O copo de cristal trincou, e ele vai precisar reconhecer isso. Mostrar arrependimento, pedir desculpas. Não dá para ficar camuflando o assunto, achando que o tempo vai fazer os evangélicos esquecerem porque o Lula tem mais escândalos”, disse.

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