Brasil perde posição e cai para 5º maior mercado solar do mundo
Fonte: oglobo.globo.com | Data: 24/06/2026 15:07:19
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GERADO EM: 24/06/2026 – 14:59
Brasil cai para quinto lugar no ranking mundial de energia solar em 2025
O Brasil caiu para o quinto lugar no ranking mundial de mercados solares, após adicionar 14,5 GWp em 2025, 23% menos que no ano anterior. A Índia superou os EUA, e a Austrália lidera em capacidade por habitante. A queda brasileira é atribuída a cortes sem compensação e desafios de conexão. A Absolar sugere modernização tarifária e leilões de armazenamento para melhorar o cenário.
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O Brasil perdeu posição no ranking global e caiu para o quinto maior mercado fotovoltaico do mundo, atrás de China, Índia, Estados Unidos e Alemanha. De acordo com o relatório “Global Market Outlook for Solar Power 2026–2030”, o país adicionou 14,5 gigawatts-pico (GWp) de potência solar em 2025, uma queda de 23% em relação aos 18,9 GWp registrados no ano anterior.
Segundo a Absolar, que participou da elaboração do estudo, os dados consideram a soma das grandes usinas fotovoltaicas e dos sistemas de geração própria solar de pequeno e médio porte instalados em telhados, fachadas de edifícios e pequenos terrenos, com base na potência total adicionada ao longo de 2025.
Outro dado que chama a atenção no relatório é que a Índia ultrapassou os Estados Unidos pela primeira vez. A Austrália continua sendo, de longe, a líder global em capacidade solar instalada por habitante e ampliou ainda mais sua vantagem em 2025. Os Países Baixos aparecem em seguida, já acima da marca de 1,5 kW por habitante, enquanto a Alemanha consolidou a terceira posição após superar com folga o patamar de 1 kW per capita nos últimos dois anos.
Segundo a Absolar, a queda do Brasil do quarto para o quinto lugar entre os maiores mercados da tecnologia está “diretamente relacionada aos cortes de geração renovável sem o devido ressarcimento aos empreendedores afetados e aos obstáculos para conexão dos sistemas de geração própria, sob a alegação de incapacidade das redes e inversão de fluxo de potência. A entidade também aponta um cenário macroeconômico desfavorável, marcado pelo alto custo de capital, pela volatilidade do dólar e pelas elevadas alíquotas de imposto de importação sobre equipamentos fotovoltaicos”.
Para Rodrigo Sauaia, CEO da Absolar, o Brasil precisa avançar com urgência no aprimoramento dos mecanismos de remuneração das baterias, na modernização tarifária e na regulamentação dos sistemas de armazenamento de energia elétrica instalados junto aos consumidores, atrás do medidor, como já ocorre em diversos países.
Ele defende uma agenda coordenada entre o Ministério de Minas e Energia (MME), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), em diálogo permanente com as entidades representativas do setor.
– Essa agenda deve incluir a realização de leilões anuais de armazenamento de energia elétrica, com escala robusta e previsibilidade, a redução imediata da carga tributária sobre baterias, componentes, partes e peças, além do desenvolvimento de mecanismos técnicos e regulatórios para a gestão dos excedentes de energia elétrica que respeitem os investimentos já realizados pela sociedade.
Por outro lado, neste mês, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que acionou, pela primeira vez, o plano para gestão de excedentes de energia do sistema nacional. Segundo explica reportagem de Manoel Ventura, isso ocorrreu por conta da forte produção de energia solar em telhados de residências e empresas e pelo consumo baixo ocasionado pelas temperaturas amenas, pelo fato de ser um domingo, quando há muito menos demanda da indústria e do comércio, e pelo feriado prolongado.
Segundo a reportagem, o ONS acionou as distribuidoras para que reduzissem a geração sob sua área de concessão, uma vez que o operador não possui controle sobre essas fontes. Com isso, serão cortadas usinas de pequeno porte, conectadas diretamente à rede de distribuição e que não são controladas pelo operador. Em geral, Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), usinas a biomassa e usinas eólicas e solares de menor porte.
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