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A perseverança de um homem que transformou 150 mil garrafas PET em uma ilha artificial de 1.000 m² e vive há anos em

Fonte: xataka.com.br | Data: 26/08/2026 17:36:40

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O artista britânico Richart Sowa, conhecido como Rishi, passou anos construindo uma ilha flutuante com materiais que normalmente terminariam no lixo. Batizada de Joysxee Island, a estrutura foi montada na região de Isla Mujeres, no México, usando cerca de 150 mil garrafas PET, além de madeira, redes reutilizadas, areia e vegetação. A proposta de Richat era transformar plástico descartado em uma base firme o suficiente para sustentar uma ilha sobre a água. Por incrível que pareça, Richart conseguiu o que queria: um santuário sustentável, com casa, áreas verdes e sistemas de energia.

Garrafas PET formaram a base de uma ilha com casa, plantas e energia solar

A construção da Joysxee Island partia de um princípio relativamente simples: usar o ar preso nas garrafas plásticas para criar flutuação. Richart reunia as garrafas em redes e sacos reutilizados, formando uma grande base sobre a qual eram acrescentados outros materiais para criar uma superfície mais firme. Segundo informações ligadas ao projeto, a estrutura podia ter entre 1 e 5 metros de espessura de garrafas reutilizadas. Sobre essa base, madeira, areia e vegetação ajudavam a formar o espaço onde ficava a casa e outras áreas da ilha. A proposta também buscava aproveitar elementos naturais para tornar o espaço mais independente da infraestrutura convencional. Entre os recursos associados ao projeto estavam:

  • painéis solares para geração de energia;
  • hortas e árvores frutíferas;
  • lagoas e áreas com vegetação;
  • estruturas para aproveitamento da energia das ondas;
  • raízes de mangue ajudando a envolver e proteger parte das garrafas.

Mas você deve estar se perguntando: de onde surgiu essa ideia? Antes da Joysxee Island, Richart havia criado a Spiral Island, também no México, no fim dos anos 1990. A primeira estrutura foi um experimento para testar como garrafas plásticas poderiam ser reunidas e usadas como base de uma construção flutuante. Depois dessa experiência, o artista aprimorou a proposta e criou uma nova versão, maior e mais estruturada: a Joysxee Island, que ganhou casa, vegetação e sistemas para tornar possível a permanência sobre a água. 

A construção que transformou lixo em moradia também enfrenta desafios

base com garrafas

O que parece uma ilha comum esconde uma estrutura feita com milhares de garrafas plásticas e anos de trabalho artesanal

A ideia fora da caixinha de Richart logo se espalhou e se destacou pela ambição. Afinal, transformar centenas de milhares de embalagens plásticas descartadas em uma ilha habitável  nunca havia sido feito antes, o que despertou a atenção. Com isso, o projeto passou a ser associado à reciclagem criativa e ao reaproveitamento de resíduos.

Apesar do sucesso, o projeto também precisou lidar com um desafio que nenhuma solução artesanal poderia controlar completamente: a força da natureza.  Uma versão anterior da ilha foi destruída em 2005 pelo furacão Emily, segundo relatos sobre o projeto. Mesmo assim, Richart não desistiu e continuou desenvolvendo novas estruturas para sua ilha. 

A própria Joysxee Island, no entanto, também acabou enfrentando os efeitos do tempo e das condições do mar. Em 2020, uma estrutura flutuante com árvores foi encontrada na região de Isla Blanca e identificada como parte da ilha. Naquele momento, o projeto já aparecia como fechado, enquanto as redes sociais relacionadas à construção não recebiam novas atualizações. O acontecimento evidenciou que, embora a ilha tenha sido um exemplo criativo de reaproveitamento de resíduos e bioconstrução, sua estrutura artesanal também tinha limitações diante das condições naturais. 

Por isso, a Joysxee Island ficou mais marcada como um experimento de sustentabilidade e uma experiência de vida alternativa do que como um modelo pronto para ser reproduzido. A seguir, confira um vídeo mostrando como é a ilha Joysxee Island: