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Chapecó

Pernilongo comum, pertencente ao gênero Culex, é o transmissor da Febre do Nilo Ocidental.Foto: Shutterstock/NDPernilongo comum, pertencente ao gênero Culex, é o transmissor da Febre do Nilo Ocidental.Foto: Shutterstock/ND

A Prefeitura de Caçador, no Meio-Oeste catarinense, confirmou o registro do primeiro caso de Febre do Nilo Ocidental (FNO) no município. O paciente, um homem de 56 anos, apresentou complicações neurológicas graves e precisou ser hospitalizado. Ele já recebeu alta e segue em processo de recuperação em casa, sob acompanhamento constante das equipes de saúde.

Trata-se do único caso diagnosticado em Caçador até o momento, sem evidências  de transmissão comunitária. A SES (Secretaria de Estado da Saúde) e o município investigam o local exato onde a contaminação ocorreu para mapear a circulação do vírus no Meio-Oeste catarinense.

Como ocorre a contaminação pelo pernilongo?

Ciclo de transmissão da Febre do Nilo Ocidental.Foto: Deidt/SVS/MS.Ciclo de transmissão da Febre do Nilo Ocidental.Foto: Deidt/SVS/MS.

Diferente da dengue, a Febre do Nilo Ocidental é transmitida pela picada do pernilongo comum (Culex).

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  • Sem contágio de pessoa para pessoa: a doença não é transmitida diretamente entre seres humanos e nem por contato direto com aves.
  • Ciclo com aves silvestres: na natureza, o vírus circula entre o mosquito e aves silvestres. O ser humano é considerado um hospedeiro acidental.
  • Nem todo pernilongo transmite: a presença de insetos na cidade não significa infecção generalizada, pois a transmissão só ocorre se o mosquito específico estiver contaminado.

Sintomas de alerta e quando procurar ajuda

A maioria das infecções é assintomática ou causa sintomas leves de gripe (febre, dor de cabeça e dores no corpo).

No entanto, o caso registrado em Caçador acendeu o alerta para a forma neuroinvasiva da doença, que pode evoluir para meningite ou encefalite.

O caso registrado em Caçador acendeu o alerta para a forma neuroinvasiva da doença, que pode evoluir para meningite ou encefalite.Foto: Imagem gerada por IA/ND MaisO caso registrado em Caçador acendeu o alerta para a forma neuroinvasiva da doença, que pode evoluir para meningite ou encefalite.Foto: Imagem gerada por IA/ND Mais

A orientação da Secretaria de Saúde é procurar atendimento médico imediato se houver febre acompanhada de:

  • Confusão mental ou alteração de consciência;
  • Fraqueza muscular acentuada;
  • Outros sinais neurológicos anormais.

Medidas de prevenção e alerta para aves mortas

Com o diagnóstico na cidade, a Prefeitura de Caçador e o Governo de Santa Catarina intensificaram as ações de vigilância e análise de mosquitos na região.

A população deve reforçar o combate aos criadouros:

  • Usar repelente diariamente;
  • Instalar telas em janelas;
  • Usar roupas compridas em áreas com alta presença de insetos;
  • Manter os ambientes limpos;
  • Eliminar focos de água parada.

Transmissão da Febre do Nilo Ocidental ocorre por pernilongo comum infectadoDiferente da dengue, a Febre do Nilo Ocidental é transmitida pela picada do pernilongo comum (Culex).Foto: Getty Images/ND

Canal de denúncias: moradores que encontrarem aves mortas sem causa aparente devem informar imediatamente a Secretaria Municipal de Saúde pelo telefone (49) 99118-5894.

Situação em Santa Catarina e no Brasil

A confirmação em Caçador faz parte de um cenário de alerta monitorado pela SES. Ao todo, Santa Catarina registrou dois casos humanos da Febre do Nilo Ocidental: o do paciente de 56 anos no Meio-Oeste e o de uma idosa de 77 anos, em Imbituba, que evoluiu para óbito — considerado um evento raro pela medicina.

Ambos os pacientes apresentaram graves manifestações neurológicas. As equipes da Vigilância Epidemiológica mantêm investigações contínuas para determinar os locais exatos onde as infecções ocorreram e compreender a circulação do vírus no estado.

Superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Fábio Gaudenzi, explica que SC registrou dois casos humanos da Febre do Nilo Ocidental. Vídeo: Divulgação/SES/ND Mais

“Diante da confirmação dos casos, a SES está intensificando as ações de vigilância epidemiológica, laboratorial, animal e entomológica em toda Santa Catarina”, destacou Fábio Gaudenzi, superintendente de Vigilância em Saúde da SES.

No Brasil, o vírus da Febre do Nilo foi registrado pela primeira vez em 2014. Desde então, a infecção já teve diagnósticos confirmados em 13 estados.

Marci Páz

Marci Páz Editora-chefe

Marci Páz é editora-chefe do ND Mais na redação de Chapecó, cobrindo temas ligados ao desenvolvimento regional, como infraestrutura, turismo e transformações que impactam a região Oeste de Santa Catarina. Natural de Chapecó, é formada pela Unochapecó (Universidade Comunitária da Região de Chapecó) e atua no Jornalismo desde 2006. Com experiência em rádio, jornal e assessoria de imprensa, traz um olhar atualizado sobre o que é relevante em cidades como Chapecó, São Miguel do Oeste, Concórdia, Xanxerê, Joaçaba e mais, com destaque para o cotidiano, segurança e trânsito. Foi reconhecida com menção honrosa no Prêmio Fiesc de Jornalismo, em 2010, e mantém uma conexão direta com as tradições, paisagens e modos de viver que moldam o cenário regional. Possui vasta experiência cobrindo eleições desde 2006, atuando como repórter de rádio e editora-chefe em Chapecó durante pleitos municipais e gerais.

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