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Renda fixa paga 15,60% ao ano com aplicação de R$ 50

Fonte: arevista.com.br | Data: 27/08/2026 15:30:00

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Os investimentos de renda fixa prefixada continuam oferecendo taxas expressivas no mercado brasileiro. Levantamento apresentado pelo canal Cada Dia Mais Rico encontrou CDBs com remuneração de até 15,60% ao ano, além de LCIs e LCAs com retornos superiores a 13% ao ano.

A taxa mais alta citada foi a de um CDB prefixado do Banco BMG, com vencimento em aproximadamente dois anos, aplicação inicial de R$ 50 e resgate somente na data final. As condições foram consultadas nas plataformas mencionadas pelo canal e podem mudar ou deixar de estar disponíveis a qualquer momento.

O movimento ocorre enquanto a taxa básica de juros permanece em patamar elevado. Em 5 de agosto, o Comitê de Política Monetária reduziu a Selic para 14% ao ano, ampliando a atenção dos investidores sobre títulos que permitem travar os juros atuais por prazos mais longos.

CDB de 15,60% transforma R$ 100 mil em quanto?

Considerando uma aplicação de R$ 100 mil, taxa prefixada de 15,60% ao ano e prazo exato de dois anos, o saldo bruto estimado chegaria a aproximadamente R$ 133.633,60.

O ganho bruto seria de R$ 33.633,60. Caso o prazo permita a alíquota mínima de 15% do Imposto de Renda — aplicável aos investimentos mantidos por mais de 720 dias —, o imposto estimado sobre o rendimento seria de R$ 5.045,04.

Dados da simulação Valor estimado
Investimento inicial R$ 100.000,00
Taxa contratada 15,60% ao ano
Prazo considerado 2 anos
Saldo bruto R$ 133.633,60
Rendimento bruto R$ 33.633,60
IR estimado de 15% R$ 5.045,04
Saldo líquido R$ 128.588,56
Ganho líquido R$ 28.588,56

A simulação considera juros compostos e não inclui eventuais custos operacionais. O valor efetivo pode variar conforme a quantidade exata de dias entre a aplicação e o vencimento, a alíquota de Imposto de Renda aplicável e as condições do título.

Também é importante corrigir uma interpretação comum: descontar diretamente 15% da taxa de 15,60% não fornece com precisão a rentabilidade anual líquida. O Imposto de Renda incide somente sobre o ganho acumulado, e não sobre todo o dinheiro investido.

CDBs prefixados encontrados no levantamento

O vídeo publicado pelo canal Cada Dia Mais Rico reuniu títulos com vencimentos de um a quatro anos. Entre os CDBs apresentados estavam:

Emissor Taxa anual informada Prazo aproximado Aplicação mínima
Banco Sofisa 13,85% 1 ano Não informada no levantamento
Banco Daycoval 13,95% 1 ano R$ 1.000
Banco BMG 14,23% 1 ano R$ 50
BTG Pactual 13,77% 2 anos R$ 1.000
Banco Sofisa 14,40% 2 anos R$ 1
Banco BMG 15,60% 2 anos R$ 50
BTG Pactual 14,09% 3 anos R$ 1.000
Banco Sofisa 14,75% 3 anos R$ 1
Banco BMG 15,00% 3 anos R$ 50
Banco Daycoval 14,50% 4 anos R$ 1.000
Banco Sofisa 14,85% 4 anos R$ 1
Banco BMG 15,10% 4 anos R$ 50

As taxas representam uma fotografia do momento em que as plataformas foram consultadas. Produtos de renda fixa podem ter estoque limitado, e a remuneração oferecida pode mudar várias vezes durante o mesmo dia.

O investidor deve conferir no aplicativo ou na instituição responsável a taxa atual, o vencimento exato, a aplicação mínima, o emissor do papel e a possibilidade de resgate antecipado.

LCIs e LCAs chegam a 13,20% ao ano

O levantamento também apresentou letras de crédito prefixadas. Esses produtos costumam exibir uma taxa nominal menor que a dos CDBs porque os rendimentos de LCI e LCA permanecem isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas.

Entre as opções mencionadas estavam:

Produto e emissor Taxa anual informada Prazo aproximado Aplicação mínima
LCI Banco Inter Até 12,38% 1 ano R$ 50
LCA Banco Daycoval 12,35% 1 ano R$ 5.000
LCI Banco Inter 12,58% 2 anos R$ 50
LCA Banco Daycoval 12,85% 2 anos R$ 5.000
LCI Banco Inter 12,78% 3 anos R$ 50
LCA Banco Daycoval 13,20% 3 anos R$ 5.000

No caso do Banco Inter, a taxa máxima informada pode depender do volume aplicado ou de condições específicas da plataforma. Por isso, o percentual exibido para cada cliente deve ser confirmado antes da contratação.

CDB ou LCI e LCA: qual entrega o maior retorno líquido?

A comparação não deve considerar apenas a taxa exibida. O CDB sofre cobrança regressiva de Imposto de Renda sobre o rendimento:

Prazo da aplicação Alíquota de IR
Até 180 dias 22,5%
De 181 a 360 dias 20%
De 361 a 720 dias 17,5%
Acima de 720 dias 15%

LCIs e LCAs são isentas de IR para pessoas físicas. Assim, uma LCA pagando 12,85% ao ano pode superar um CDB com taxa nominal maior, dependendo do prazo e da tributação.

Um CDB de 15,60% ao ano, mantido por mais de 720 dias, ainda tende a entregar um retorno líquido superior ao de uma LCI ou LCA de 12,85% no mesmo período. A comparação definitiva, porém, depende das datas exatas de vencimento e das condições de cada aplicação.

Taxa prefixada fica garantida até o vencimento

Nos títulos prefixados, a rentabilidade é conhecida no momento da contratação. Se o papel for mantido até o vencimento e o emissor cumprir suas obrigações, a taxa contratada não muda, mesmo que a Selic caia posteriormente.

Esse mecanismo pode beneficiar quem trava uma taxa elevada antes de uma sequência de cortes nos juros. Se novas aplicações passarem a pagar menos, o investidor continuará recebendo a remuneração contratada anteriormente.

O efeito também pode funcionar na direção contrária. Caso a inflação ou os juros voltem a subir, novos produtos poderão oferecer taxas maiores, enquanto o dinheiro permanecerá preso no título antigo até o vencimento.

Falta de liquidez é um dos principais riscos

A maior parte dos CDBs, LCIs e LCAs apresentados no levantamento não permite resgate antecipado. Na prática, isso significa que o investidor deverá manter o dinheiro aplicado por dois, três ou quatro anos.

Por esse motivo, títulos sem liquidez diária não são indicados para a reserva de emergência. A aplicação deve ser compatível com uma despesa ou objetivo previsto para uma data próxima ao vencimento.

Antes de investir, é necessário verificar:

  • data exata do vencimento;
  • possibilidade de resgate antecipado;
  • saúde financeira do banco emissor;
  • cobertura do Fundo Garantidor de Créditos;
  • tributação aplicável;
  • inflação esperada para o período;
  • concentração de dinheiro em uma única instituição.

CDB, LCI e LCA contam com cobertura do FGC

CDBs, LCIs e LCAs estão entre os produtos cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos. Segundo as regras do FGC, a proteção ordinária é limitada a R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira ou conglomerado.

O cálculo inclui o principal investido e os rendimentos acumulados até a data de eventual intervenção ou liquidação. Existe ainda um limite global de R$ 1 milhão em garantias pagas durante um período de quatro anos.

A existência da cobertura não elimina todos os riscos. Em caso de liquidação de uma instituição, o investidor pode enfrentar um período de espera até o reconhecimento dos credores e a liberação do pagamento.

Também é necessário observar se diferentes bancos pertencem ao mesmo conglomerado, porque aplicações mantidas em instituições do mesmo grupo são somadas para o limite de R$ 250 mil.

Tesouro Prefixado também exige cuidado com venda antecipada

O levantamento mencionou ainda o Tesouro Prefixado com vencimento em 2032, cuja taxa estaria próxima de 14,55% ao ano no momento da consulta. Diferentemente dos CDBs, o Tesouro Direto não conta com cobertura do FGC, pois os títulos são obrigações do governo federal.

Segundo o Tesouro Direto, a rentabilidade contratada é preservada quando o título é mantido até o vencimento. Na venda antecipada, entretanto, o preço é atualizado pelas condições do mercado.

Isso significa que o investidor pode receber mais ou menos do que o retorno originalmente previsto se precisar vender o papel antes da data final. Quando os juros de mercado sobem, o preço dos títulos prefixados já emitidos tende a cair; quando os juros recuam, o preço tende a subir.

Prefixado pode proteger da queda dos juros, mas não da inflação

A decisão de contratar uma taxa prefixada exige uma avaliação da rentabilidade real, ou seja, do retorno descontada a inflação.

Se um título pagar 15% ao ano e a inflação permanecer em 5%, haverá ganho real relevante. Se a inflação acelerar para perto ou acima da taxa contratada, o poder de compra do rendimento será reduzido.

Por esse motivo, concentrar todo o patrimônio em títulos prefixados aumenta a exposição a mudanças inesperadas no cenário econômico. A combinação de papéis prefixados, pós-fixados e ligados ao IPCA pode reduzir a dependência de uma única trajetória para juros e inflação.

As taxas elevadas tornam os prefixados mais atraentes, mas não transformam o retorno em garantia de melhor investimento. Prazo, liquidez, tributação, risco do emissor e objetivo financeiro continuam sendo determinantes.

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