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ONS minimiza geração no Norte para preservar reservatórios para fim do ano – MegaWhat

Fonte: megawhat.uol.com.br | Data: 27/08/2026 18:06:05

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O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) prevê manter a geração hidrelétrica minimizada em parte do Sistema Interligado Nacional (SIN) em setembro, em meio à elevada oferta de fontes renováveis e à necessidade de administrar os recursos dos reservatórios ao longo do período seco.

A política operativa inclui redução da geração hidráulica no Norte e adequação da produção das usinas nas demais regiões às condições de carga, geração renovável, intercâmbios e armazenamento.

No Norte, o operador pretende manter a geração hidrelétrica minimizada e buscar a recuperação do reservatório de Tucuruí até a curva de referência. A estratégia tem como objetivo preservar recursos para os últimos meses do ano, especialmente outubro e novembro, além de manter folga de potência na usina.

No Nordeste, a geração hidráulica será dimensionada de acordo com a disponibilidade das demais fontes da região e com os limites de intercâmbio. A estratégia ganha relevância em um período de elevada produção renovável. Em 7 de agosto, a geração solar chegou a cerca de 16 GW na região, equivalente a 113% da demanda do Nordeste naquele instante.

No Sudeste/Centro-Oeste, a geração hidrelétrica será dimensionada para controlar o nível dos reservatórios intermediários e atender às necessidades da operação, incluindo os períodos de ponta. Já no Sul, a estratégia considera o controle dos reservatórios diante das condições hidrológicas e da expectativa de precipitações acima da média em setembro.

O ONS também monitora a distribuição da folga de potência entre os subsistemas. Nos períodos de carga reduzida, a folga para redução da geração tem ficado concentrada no Sul, enquanto a capacidade para elevar rapidamente a produção é mantida em outras regiões conforme as necessidades do sistema.

Rampas de carga

A política operativa ocorre em um cenário de mudança no perfil de geração e consumo do SIN. Segundo o ONS, o sistema está preparado para atender essas variações, mas a mudança reforça a necessidade de disponibilidade de potência e flexibilidade das fontes, inclusive das termelétricas.

A preocupação tende a aumentar com a elevação das temperaturas durante o período seco e o consequente crescimento da demanda na ponta. Para a semana entre 29 de agosto e 4 de setembro, o operador já trabalha com a expectativa de despacho térmico adicional para atender ao pico da carga.

Também há possibilidade de acionamento de consumidores inscritos no programa de resposta da demanda por disponibilidade. Questionado sobre a próxima semana, o ONS confirmou que o mecanismo poderá ser utilizado diante da necessidade de recursos adicionais para atendimento à ponta.

A gestão da geração hidráulica ocorre com o SIN chegando ao fim de agosto com 64% da capacidade máxima de armazenamento. O Norte e o Sul estavam com 83%, o Nordeste com 74% e o Sudeste/Centro-Oeste com 59%.

No acumulado do ano hidrológico, entre outubro de 2025 e agosto de 2026, as afluências ficaram abaixo da média histórica em três dos quatro subsistemas. O Sudeste/Centro-Oeste registrou 82% da Média de Longo Termo (MLT), enquanto o Nordeste ficou em 69% e o Norte, em 73%. No Sul, as afluências chegaram a 108% da média.

A carga do SIN, por sua vez, alcançou 82.274 MW médios em agosto, crescimento de 5,7% em relação ao mesmo mês de 2025 e de 2,6% ante julho. As fontes renováveis responderam por 88% do atendimento, sendo 53% de geração hidráulica, 19% eólica e 16% solar.