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ONS prevê alta de 5,9% na carga do SIN em setembro por calor

Fonte: energialimpa.live | Data: 27/08/2026 20:06:25

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O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) projeta um aumento significativo na carga de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN) para setembro e outubro, impulsionado pelas temperaturas elevadas e o fenômeno El Niño.

O setor de energia brasileiro se prepara para um aumento expressivo na demanda nos próximos meses. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) revelou, durante a reunião do Programa Mensal da Operação (PMO) de setembro, projeções que apontam para um crescimento de 5,9% na carga de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN) em setembro, atingindo 85.118 MW médios. Este cenário se estende para outubro, com uma expectativa de alta ainda maior, de 6,65%, chegando a 87.447 MW médios, em comparação com o mesmo período de 2025.

Este cenário de elevação do consumo de energia é um reflexo direto das temperaturas elevadas previstas para o período, intensificadas pelos efeitos do fenômeno El Niño. A tendência de aumento na carga de energia já era monitorada pelo ONS, que havia revisado suas estimativas em PMOs anteriores, consolidando agora a perspectiva de um segundo semestre mais aquecido em termos energéticos.

Aquecimento impulsiona demanda energética

As projeções do ONS para setembro e outubro foram mantidas e incorporam a segunda revisão quadrimestral do Plano da Operação Energética 2026-2030. O comportamento da carga de energia em agosto, que ficou ligeiramente acima do esperado, mas dentro do cenário traçado,

A expectativa de fechamento de agosto é de 82.592 **MW médios**, superando a projeção inicial do **PMO** em 1,2%. Para o ano de 2026, a previsão é que a **carga de energia** do **SIN** cresça 4,37%, mantendo-se em linha com as projeções anteriores e demonstrando a resiliência do **mercado de energia** nacional diante dos desafios climáticos e econômicos.

Destaque para as regiões Norte e Nordeste

As regiões **Norte** e **Nordeste** despontam como as principais impulsionadoras desse crescimento. O **Nordeste** deverá registrar a maior alta percentual, com um avanço de 7,1% em setembro, alcançando 14.398 **MW médios**, e um crescimento de 6,3% em outubro.

O **Norte** também apresenta um cenário de forte expansão, com 6,52% de alta em setembro (9.496 **MW médios**) e 5,94% em outubro. Este desempenho regional é atribuído, em grande parte, à atuação das distribuidoras e à crucial **interligação de Boa Vista** ao **SIN**, concretizada no final de 2025. A participação de consumidores livres, embora presente, é considerada menos significativa neste contexto.

“Observamos que o crescimento em regiões como o **Nordeste** e o **Norte** é um reflexo não apenas das condições climáticas, mas também da expansão de infraestrutura e da dinâmica do **consumo de energia** local, um fator que o **ONS** monitora de perto em nossos estudos,” destacou um representante do **ONS** durante a apresentação, sublinhando a importância da análise regional para o planejamento energético.

Para o acumulado de 2026, a **carga de energia** do **Norte** deve crescer cerca de 6,8%, e a do **Nordeste** projetou uma expansão de 5,6%, evidenciando a vitalidade dessas áreas para o **Sistema Interligado Nacional**.

Cenários para Sudeste/Centro-Oeste e Sul

O **Sudeste/Centro-Oeste**, subsistema de maior representatividade no país, prevê um crescimento de 5,32% em setembro, totalizando 47.403 **MW médios**, e uma alta anual de 7,1% em outubro. Apesar das projeções mensais estarem estáveis, a previsão de crescimento da **carga de energia** para todo o ano de 2026 no **Sudeste/Centro-Oeste** foi revisada para 3,7%, uma ligeira queda em relação à estimativa anterior.

Já a região **Sul** deve registrar um aumento de aproximadamente 6,5% em setembro, alcançando 13.821 **MW médios**, com outubro projetando um crescimento de cerca de 6%. A perspectiva para o **Sul** é mais otimista no acumulado de 2026, com a expectativa de crescimento da **carga de energia** subindo de 2,6% para 3,8%, impulsionada por um desempenho positivo observado nos últimos meses, mesmo em períodos de temperaturas mais amenas.

As projeções do **ONS** reforçam a necessidade de um **planejamento energético** robusto e adaptável. O aumento da **carga de energia**, especialmente diante das **temperaturas elevadas** e do **El Niño**, exige que o **setor de energia** continue investindo em fontes **limpas e sustentáveis**, garantindo a segurança e a confiabilidade do abastecimento para todas as regiões do **Sistema Interligado Nacional**. A contínua vigilância do **ONS** sobre o **mercado de energia** é fundamental para assegurar que a infraestrutura esteja preparada para atender à demanda crescente e às variações climáticas.