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Mulher é presa em João Pessoa suspeita de se passar por médica e realizar procedimentos estéticos de risco

Fonte: patosonline.com | Data: 28/08/2026 17:08:08

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A Polícia Civil da Paraíba prendeu, na tarde desta quinta-feira (27), no bairro do Bessa, em João Pessoa, uma mulher de 36 anos investigada por suspeita de se passar por médica e realizar procedimentos estéticos de risco em pacientes. Segundo a investigação, ela atuava em diferentes capitais do Nordeste, incluindo Recife, Fortaleza e Natal.

De acordo com a Polícia Civil, a suspeita se apresentava como especialista em procedimentos estéticos e realizava aplicações nas regiões dos glúteos e dos seios. A investigação aponta que, em alguns casos, pacientes teriam recebido substâncias diferentes das anunciadas, como soro fisiológico e ar, o que poderia provocar complicações graves.

A influenciadora Mirela Veríssimo, uma das pacientes da suspeita, relatou que foi procurada para uma parceria envolvendo um procedimento de harmonização de glúteos em troca de divulgação. Segundo ela, após a aplicação, a região apresentou inchaço e hematomas e, dias depois, o resultado não correspondeu ao esperado.

Outra paciente relatou ter sofrido complicações após o procedimento e afirmou ter desmaiado de dor. Há ainda denúncias de uma mulher que teria recebido silicone de construção nos glúteos e precisou passar por procedimentos cirúrgicos de emergência.

A mulher foi presa em flagrante enquanto, segundo a Polícia Civil, atendia outra paciente no bairro do Bessa. Ela foi autuada, em tese, pelos crimes de exercício ilegal da medicina, estelionato e falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais.

Na delegacia, a suspeita negou ter se apresentado como médica e afirmou que atua na área da estética e é estudante de Biomedicina.

O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) ressaltou que procedimentos estéticos invasivos devem ser realizados por profissionais devidamente habilitados e em condições adequadas de segurança. O órgão alertou que intervenções desse tipo podem causar complicações graves quando realizadas sem a qualificação e os cuidados necessários.

A investigada permaneceu à disposição da Justiça.

Por Patos Online
Com informações do g1 e PCPB