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Jovens são presos suspeitos de aplicar mais de R$ 6 milhões em golpes pela internet

Fonte: portalonorte.com.br | Data: 28/08/2026 18:41:08

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Dois jovens suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada em golpes pela internet foram presos em Araguatins, na região do Bico do Papagaio. Segundo a Polícia Civil, o grupo atua no mercado digital há pelo menos cinco anos e teria movimentado mais de R$ 6 milhões com fraudes eletrônicas.

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As prisões de L.M.B., de 22 anos, e J.B.A.M., de 23, ocorreram na tarde de quarta-feira (26), durante a segunda fase da Operação Falso Império, deflagrada pela 10ª Delegacia de Polícia de Araguatins.

Os dois foram presos preventivamente em diferentes pontos da cidade, por determinação da Justiça. A ação foi realizada em conjunto pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO).

Os investigados são suspeitos dos crimes de estelionato qualificado por fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.

INVESTIGAÇÃO COMEÇOU EM 2024

De acordo com a Polícia Civil, o caso começou a ser investigado após um boletim de ocorrência registrado em Araguatins, em 2024. A partir do inquérito instaurado pela 10ª Delegacia, os investigadores identificaram uma estrutura considerada sofisticada e com atuação em diferentes estados.

As apurações indicam que o grupo estaria envolvido em golpes praticados pela internet há pelo menos cinco anos. O prejuízo estimado e os valores supostamente obtidos pelos criminosos ultrapassam R$ 6 milhões.

As prisões desta segunda fase são desdobramentos da primeira etapa da Operação Falso Império, realizada em 14 de julho de 2026. Na ocasião, um homem apontado como líder da organização foi preso.

VEÍCULOS SÃO APREENDIDOS

Na quinta-feira (27), um dia após as prisões, policiais civis realizaram novas diligências e apreenderam quatro veículos e uma motocicleta em endereços relacionados aos investigados.

Segundo a polícia, existe a suspeita de que os bens tenham sido adquiridos com recursos provenientes dos golpes ou utilizados para ocultar e movimentar dinheiro de origem ilícita.

A apreensão dos veículos também tem como objetivo preservar o patrimônio que poderá ser utilizado para eventual ressarcimento dos prejuízos provocados às vítimas.

INVESTIGAÇÃO CONTINUA

Os investigados respondem a acusações relacionadas a estelionato qualificado mediante fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Conforme a Polícia Civil, as penas previstas para os crimes, somadas, podem ultrapassar 20 anos de prisão.

Após os procedimentos na 3ª Central de Atendimento da Polícia Civil de Araguatins, os dois presos foram encaminhados para a Cadeia Pública do município, onde permanecem à disposição da Justiça.

As investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes da organização, além de novas vítimas e valores que possam ter sido movimentados pelo grupo.

Os suspeitos têm direito à ampla defesa e são considerados inocentes até eventual condenação definitiva.