Passageiro morre após mal súbito em voo da Azul entre Belém e Campinas
Fonte: diariodopara.com.br | Data: 30/08/2026 10:50:58
Veja o resumo da notícia
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- Voo da Azul de Belém para Campinas foi desviado para Brasília após passageiro sofrer mal súbito.
- Empresário Henrique Ferreira de Andrade, de 34 anos, não resistiu apesar das tentativas de socorro.
- Aeronave pousou em Brasília para atendimento, mas o passageiro foi a óbito no local.
- Henrique era casado, pai de duas filhas e morador de Santa Bárbara d’Oeste, em São Paulo.
- Causa da morte ainda não foi detalhada oficialmente, sendo tratada como mal súbito grave.

Um voo da Azul que saiu de Belém com destino a Campinas (SP) precisou ser desviado para Brasília após um passageiro sofrer um grave mal súbito durante a viagem, na sexta-feira (28). O homem foi posteriormente identificado como o empresário Henrique Ferreira de Andrade, de 34 anos, morador de Santa Bárbara d’Oeste, no interior de São Paulo. Ele retornava de uma viagem de trabalho e não resistiu, apesar das tentativas de socorro realizadas ainda dentro da aeronave.
O caso ocorreu no voo AD2705, da Azul, que fazia o trecho entre o Aeroporto Internacional de Belém e o Aeroporto Internacional de Viracopos. O serviço estava programado para decolar da capital paraense às 16h55 e chegar a Campinas às 20h25, em um percurso previsto de aproximadamente três horas e meia. A programação da companhia indicava inicialmente a utilização de um Airbus A320neo.
Durante o trajeto, Henrique passou mal. Conforme relatos obtidos junto a pessoas que estavam no voo, tripulantes iniciaram o atendimento e profissionais da área médica que viajavam como passageiros também se apresentaram para ajudar.
Segundo essas informações, dois tripulantes e pelo menos três profissionais de saúde teriam participado das tentativas de reanimação, que se prolongaram por aproximadamente 40 minutos. Esses detalhes sobre o atendimento foram relatados por pessoas a bordo e ainda não haviam sido detalhados oficialmente pela companhia aérea.
Voo desviado para Brasília
Diante da gravidade da situação, a tripulação decidiu interromper a rota originalmente prevista para Campinas e seguir para Brasília, onde seria possível desembarcar o passageiro e buscar atendimento em solo.
Registros do voo confirmam a alteração: o histórico do AD2705 em 28 de agosto apresenta, além do trecho Belém-Campinas, um segmento Brasília-Campinas, compatível com a parada extraordinária na capital federal.
Apesar de toda a mobilização, Henrique não resistiu.
Depois dos procedimentos necessários em Brasília, os demais passageiros puderam retomar a viagem até Viracopos. Conforme as informações obtidas sobre a ocorrência, a continuação foi realizada mantendo o número AD2705, mas com a utilização de outra aeronave, um Embraer 195.
O desvio transformou uma viagem que deveria durar cerca de três horas e meia em uma longa noite para quem estava a bordo. A rota regular do AD2705 liga Belém a Campinas diariamente e também recebe comercialização em codeshare pela TAP Air Portugal.
Empresário tinha 34 anos e duas filhas
A identidade do passageiro trouxe uma dimensão ainda mais dramática ao episódio. Henrique Ferreira de Andrade tinha 34 anos, era empresário, casado e pai de duas meninas, de 9 e 2 anos. Ele completaria 35 anos no próximo dia 12 de setembro.
Morador de Santa Bárbara d’Oeste, Henrique estava voltando de uma viagem profissional quando passou mal durante o voo. A morte provocou forte repercussão entre familiares, amigos e conhecidos na cidade paulista.
Ele deixa a esposa, Joyce Henrique Andrade, e as duas filhas. Nas redes sociais, Joyce publicou uma mensagem de despedida ao marido e descreveu a dimensão da perda para a família.
O velório de Henrique foi marcado para este domingo (30), entre 12h e 16h, no Velório Berto Lira, em Santa Bárbara d’Oeste.
Causa da morte
Publicações locais de Santa Bárbara d’Oeste informaram que Henrique sofreu um infarto durante o voo, enquanto outra publicação relata mal súbito seguido de parada cardiorrespiratória.
Até o momento, entretanto, não foi localizada divulgação de documento médico ou manifestação oficial das autoridades responsáveis que detalhe a causa clínica definitiva da morte. Por essa razão, o episódio deve ser tratado, de forma mais segura, como um mal súbito que evoluiu para uma emergência grave a bordo.
*Com informações do perfil @aeroradar_
Paraense, natural de Belém (PA), graduado em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Pará (UFPA) desde 1997. Repórter Especial do jornal Diário do Pará, onde atua desde 1995 na cobertura das editorias de Política, Economia e Cidades. Possui desde 2013 a coluna “Justiça em Fatos”, especializada em notícias jurídicas locais e nacionais, publicada no jornal aos domingos.
Paraense, natural de Belém (PA), graduado em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Pará (UFPA) desde 1997. Repórter Especial do jornal Diário do Pará, onde atua desde 1995 na cobertura das editorias de Política, Economia e Cidades. Possui desde 2013 a coluna “Justiça em Fatos”, especializada em notícias jurídicas locais e nacionais, publicada no jornal aos domingos.