Tragédia no Nepal leva quase 200 corpos a sepultamento provisório em floresta
Fonte: estruturalonline.com | Data: 30/08/2026 20:40:34
Necrotérios ficaram lotados após enchentes e deslizamentos que deixaram centenas de mortos e milhares de desaparecidos no país
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| Reprodução |
O Nepal enfrenta uma das maiores crises humanitárias recentes após as fortes enchentes e deslizamentos que atingiram áreas do país. Com os necrotérios sem espaço para receber novas vítimas, autoridades passaram a realizar sepultamentos provisórios de corpos ainda não identificados.
Quase 200 vítimas foram levadas para uma área de floresta em Devghat, no distrito de Chitwan, onde foram abertas valas para acomodar os cadáveres. A medida foi adotada diante da quantidade de corpos recuperados durante as operações de busca e do avanço da decomposição provocado pelas condições climáticas.
A tragédia teve início após uma inundação repentina associada ao colapso de uma geleira na região do Himalaia. A força da água atingiu comunidades, destruiu estradas e pontes e dificultou o acesso das equipes de resgate a diversas áreas.
Corpos são registrados antes do sepultamento
Apesar de os sepultamentos ocorrerem sem a identificação das vítimas, as autoridades afirmam que os procedimentos estão sendo registrados. Amostras de DNA, fotografias e outras informações são coletadas antes que os corpos sejam enterrados.
O objetivo é permitir que as famílias possam identificar posteriormente seus parentes e, se necessário, solicitar a exumação para a realização dos ritos funerários tradicionais.
A situação, no entanto, provoca forte impacto emocional e também questionamentos culturais. No Nepal, grande parte da população segue tradições hindus e costuma realizar cremações, o que fez com que o sepultamento coletivo gerasse críticas entre familiares e autoridades locais.
Número de vítimas continua aumentando
As equipes de emergência continuam procurando desaparecidos enquanto novos corpos são encontrados. Os balanços mais recentes apontam para centenas de mortos no Nepal e no lado chinês do Himalaia, além de mais de 3 mil pessoas ainda desaparecidas.
O trabalho de resgate também enfrenta dificuldades provocadas por estradas bloqueadas, deslizamentos e novas áreas de risco. Hospitais e instalações usadas para armazenar os corpos chegaram ao limite da capacidade, aumentando a pressão sobre as autoridades.
Além da busca por sobreviventes e desaparecidos, equipes especializadas trabalham na identificação das vítimas. Profissionais estrangeiros também foram mobilizados para auxiliar nos exames de DNA e nos procedimentos de perícia.
A dimensão da catástrofe já provoca preocupação com a reconstrução das regiões atingidas. Infraestruturas essenciais, incluindo estradas e instalações de geração de energia, foram afetadas, enquanto milhares de famílias permanecem sem informações sobre parentes desaparecidos.
Da redação Estrutural On-line
