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Florianópolis

na foto aparece um motorista dirigindo e uma taxa de despacho da Uber sendo cobrada no aplicativoA taxa de despacho da Uber está sendo testada em cidades da Suécia e SuíçaFoto: Imagem gerada por IA/ND

Ficar conectado ao aplicativo da Uber pode começar a ter um significado diferente para alguns motoristas, sobretudo para aqueles que escolhem a dedo suas corridas. Isso porque a nova taxa de despacho da Uber está em testes na Europa que cobra determinadas ofertas de viagens enviadas ao condutor enquanto ele está online, inclusive quando decide ignorar ou não aceitar a corrida.

Por enquanto, entretanto, essa mudança da taxa de despacho da Uber é apenas um projeto-piloto em cidades selecionadas. O teste ocorre em Malmö, na Suécia, e Basileia, na Suíça, mas com regras diferentes.

Em Malmö, cada oferta principal de viagem recebida gera uma cobrança de 2 coroas suecas (R$ 1,08 na cotação atual). Solicitações exibidas pelo Trip Radar e aquelas recebidas enquanto outra corrida está em andamento ficam fora da tarifa.

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A Uber afirma que não fica com o dinheiro arrecadado na cidade sueca. Ao final da semana, 100% do valor é redistribuído entre os motoristas, conforme a quantidade de viagens concluídas. Assim, quem completa mais corridas recebe uma parcela maior desse montante.

Na Suíça, a taxa de despacho da Uber funciona de maneira diferente

Na Basileia, motoristas selecionados para testar essa taxa de despacho da Uber pagam 0,30 franco suíço (R$ 1,92) por cada oferta exclusiva recebida. A compensação ocorre pela redução da taxa de serviço cobrada nas viagens efetivamente realizadas.

Nas categorias UberX e UberXL, por exemplo, a comissão caiu de 25% para 23%. Já para Black e Comfort, passou de 28% para 26%. O piloto suíço está previsto para funcionar até 6 de setembro deste ano.

Por que a Uber criou a taxa de despacho?

Segundo a empresa, o objetivo da criação dessa taxa de despacho da Uber é fazer com que as solicitações cheguem principalmente aos motoristas realmente disponíveis para aceitar viagens.

Assim, quando uma oferta é ignorada, ela pode ser encaminhada para outro condutor mais distante, aumentando o deslocamento até o passageiro e o tempo de espera.

A própria Uber recomenda que o motorista fique offline quando não estiver disponível. Enquanto estiver desconectado, nenhuma taxa de despacho é aplicada.

Motorista paga mesmo se recusar a corrida?

Nos testes, sim. A cobrança da taxa de despacho da Uber está relacionada ao recebimento das ofertas enquadradas nas regras do programa, e não apenas à aceitação da viagem.

Isso significa que ficar online apenas para analisar várias corridas antes de escolher uma pode produzir um custo para determinados participantes do experimento.

O que diz a legislação brasileira sobre a atuação dos aplicativos?

No Brasil, o transporte privado individual de passageiros por plataformas digitais é respaldado pela Lei Federal nº 12.587/2012 (Política Nacional de Mobilidade Urbana), alterada pela Lei nº 13.640/2018.

As normas estabelecem que os municípios têm competência para regulamentar e fiscalizar o serviço, exigindo das empresas transparência nas condições de prestação de serviço.

Além disso, o Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990) e o Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014) preveem o princípio da transparência algorítmica. Qualquer alteração contratual que implique em cobrança direta de taxas ou desconto de repasses aos parceiros cadastrados precisa ser informada de maneira prévia, clara e ostensiva aos motoristas.

Nova taxa chegará ao Brasil?

Até agora, não existe anúncio oficial de implementação da taxa de despacho da Uber no Brasil. Também não há confirmação da Uber de que o sistema será transformado em uma política global. Portanto, a mudança deve ser tratada como um teste localizado.

Caso seja ampliada futuramente, poderá alterar significativamente a estratégia dos motoristas de aplicativo, tornando ainda mais importante administrar quando permanecer online e quais ofertas de corrida receber.

Bruno Benetti

Bruno Benetti Repórter

Bruno Benetti é repórter esportivo do ND Mais, integrante do Núcleo Nacional, e escreve notícias sobre o mundo dos esportes, cobrindo desde as movimentações da Seleção Brasileira até o cenário internacional do futebol. Além de acompanhar grandes torneios, como a Copa do Mundo, traz novidades sobre bastidores de clubes, desempenhos, adversários do Brasil, curiosidades e tendências do futebol. Está sempre atento às trends e temas que impactam o futebol brasileiro dentro e fora de campo. Formado em Jornalismo em 2014, pela Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina, é multilíngue e domina inglês, espanhol, italiano, alemão e francês.

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