Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas abre licitação para recuperar usina solar no prédio-sede
Fonte: otempo.com.br | Data: 02/09/2026 21:09:13
O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), órgão vinculado ao Poder Judiciário, oficializou a abertura de um processo licitatório para a contratação de serviços especializados na recuperação de sua usina minigeradora fotovoltaica. A medida foi formalizada por meio do Aviso de Licitação do Pregão 219/2026, publicado no Diário Oficial da União (DOU), e tem como foco a infraestrutura energética instalada no prédio-sede da instituição. A motivação central é o restabelecimento da capacidade plena de geração de energia limpa da unidade, que possui potência instalada de 392 kWp (quilowatts-pico – medida que indica a potência máxima de um painel solar em condições ideais de insolação).
A resolução estabelece que a seleção da empresa responsável seguirá o rito do pregão eletrônico, priorizando a eficiência e a transparência na aplicação dos recursos públicos. Conforme a publicação no Diário Oficial da União, o recebimento das propostas eletrônicas terá início às 8h do dia 2 de setembro de 2026. A fase de disputa de lances, marcada pela abertura das propostas, está agendada para o dia 17 de setembro de 2026, às 11h. Todo o procedimento será conduzido pelo pregoeiro Aldo Anisio Pereira de Franca, conforme as diretrizes estabelecidas no processo administrativo 0016059-72.2025.6.04.0000.
Detalhes técnicos e sustentabilidade
A usina em questão é classificada como uma minigeradora, termo utilizado para sistemas de microgeração e minigeração distribuída que permitem à administração pública reduzir custos com a fatura de energia elétrica. A estrutura de 392 kWp é considerada de médio porte e, quando em pleno funcionamento, é capaz de suprir uma parcela significativa da demanda energética do complexo administrativo do tribunal. A recuperação do sistema é estratégica para garantir a preservação do patrimônio público e a continuidade das políticas de sustentabilidade no Judiciário.
O uso de energia solar fotovoltaica (tecnologia que converte a luz do sol diretamente em eletricidade por meio de células semicondutoras) tem sido uma tendência crescente em órgãos federais. Além da redução direta de gastos orçamentários, a manutenção desses ativos evita a degradação de equipamentos sensíveis, como inversores e módulos solares, que podem sofrer desgastes precoces caso não recebam os reparos necessários. De acordo com o edital, o serviço deve contemplar tanto a substituição de componentes avariados quanto a reconfiguração técnica necessária para a homologação do sistema junto à concessionária de energia local.
Procedimentos do certame
As empresas interessadas em participar da licitação devem observar as exigências de habilitação jurídica, técnica e fiscal previstas no instrumento convocatório. O edital completo, que detalha os requisitos para a prestação do serviço e os critérios de julgamento, está disponível para consulta no portal Comprasnet, do governo federal. O acesso pode ser feito pelo endereço eletrônico oficial da plataforma de compras do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.
A escolha da modalidade pregão, em sua forma eletrônica, obedece à legislação vigente, que preconiza o uso dessa ferramenta para a aquisição de bens e serviços comuns. A disputa ocorre em ambiente virtual, permitindo a participação de empresas de diversas regiões, o que tende a aumentar a competitividade e reduzir o preço final para a administração pública. O critério de julgamento será o de menor preço, respeitadas as especificações de qualidade e segurança exigidas pelo tribunal.
Contextualização administrativa
Esta licitação ocorre em um contexto de planejamento orçamentário voltado para a modernização das instalações da Justiça Eleitoral no Amazonas. A manutenção de infraestruturas de energia renovável alinha-se às metas de desenvolvimento sustentável e de governança impostas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a todos os tribunais do país. Ao investir na recuperação de sua própria usina, o órgão busca assegurar autonomia energética parcial e proteção contra as variações de tarifa do mercado cativo de eletricidade.
O prédio-sede do tribunal concentra o maior volume de atividades administrativas e o processamento de dados essenciais para o funcionamento das zonas eleitorais. Portanto, a estabilidade do fornecimento de energia e a eficiência dos sistemas de apoio são fundamentais para a resiliência operacional da instituição, especialmente em anos de preparação para pleitos eleitorais.
Após a fase de abertura das propostas em 17 de setembro, o processo seguirá para as etapas de análise de documentos, eventuais prazos recursais e, por fim, a adjudicação e homologação do resultado. Somente após essas fases é que o contrato para o início dos trabalhos de recuperação será assinado entre o tribunal e a empresa vencedora.
A reportagem está aberta à manifestação dos envolvidos.
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