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Alcolumbre tenta desviar Congresso de crise no STF ligada ao Master

Fonte: noticias.r7.com | Data: 03/09/2026 02:19:53

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Davi Alcolumbre tenta afastar a crise do STF do Congresso, evitando comentar a relação entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes.
  • Três novos pedidos de impeachment contra Moraes foram motivados por investigações da Polícia Federal, somando 55 no total.
  • Alcolumbre prega união entre Câmara e Senado e acredita que a crise deve ser resolvida pela própria Corte, sem intervenção do Congresso.
  • Oposição insiste em avaliar a conduta de Moraes, mas há dificuldades para que Alcolumbre avance com os pedidos de impeachment.

Produzido pela Ri7a – a Inteligência Artificial do R7

Alcolumbre tem evitado comentar sobre a situação de Moraes no STF Jefferson Rudy/Agência Senado – Arquivo

O presidente Davi Alcolumbre tenta afastar o impacto da crise no STF (Supremo Tribunal Federal) ligada ao caso Master da pauta oficial do Congresso e evita comentar a proximidade entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.

A relação entre eles foi revelada em investigação da Polícia Federal. Entre os pontos, o material mostra uma mensagem de Vorcaro ao ministro, em que pergunta sobre a possibilidade de deixar o Brasil antes de ser preso. O cenário motivou três novos pedidos de impeachment contra Moraes no Congresso. A lista soma 55.

Apesar da repercussão, Alcolumbre não fechou uma posição oficial e tem sinalizado que a crise deve ser contida pela própria Corte, sem atuação do Congresso. Ele passou a pregar a necessidade de união entre Câmara e Senado no período de crise institucional. Ontem, depois de ser questionado pela oposição sobre o assunto, deu uma indireta sobre o pedido de Flávio Bolsonaro ao banqueiro por dinheiro para encerrar os discursos:

“Eu vou voltar para a pauta aqui, porque senão eu vou ter que responder a muitas agressões que, como presidente do Senado Federal, eu estou recebendo nos últimos dias. E eu acho, apenas um comentário, no momento adequado eu vou falar. Todo mundo esqueceu que pediram R$ 130 milhões para a mesma pessoa para fazer um filme. E agora o culpado só é o ministro Alexandre de Moraes. Mas eu vou fazer um relato de tudo que eu quero falar.”

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Essa posição de distanciamento foi reforçada por ele durante reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta, e deputados que representam partidos na Casa.

Parlamentares se reuniram em um café da manhã nesta quarta-feira (2), um dia após a repercussão das mensagens, mas o encontro não contou com qualquer menção a Moraes, segundo relatos ao R7 Planalto. O encontro se limitou a pedir apoio ao senador Rodrigo Pacheco para ser ministro do TCU, confirmado pela Câmara horas depois.

A postura também foi adotada em uma outra reunião com Motta e parlamentares que participaram da negociação da medida provisória que acaba com a taxa das blusinhas.

Esse encontro ocorreu no dia da divulgação das mensagens. Relatos à coluna reforçam que a reunião tinha um clima de preocupação com o cenário político e futuro dos Poderes, mas o tema também não foi tratado diretamente pelo amapaense.

Além da fala sucinta no plenário, o presidente do Senado reclamou do número de pedidos de impeachment contra todos os ministros da Corte e disse que “não tem que achar nada” sobre a situação de Moraes.

A oposição tem prometido insistir com uma avaliação da conduta do ministro e anunciou que vai cobrar diariamente para que um dos pedidos de que o magistrado deixe a Corte seja pautado. Sob reserva, lideranças admitem dificuldade de que Alcolumbre avance com algum dos pedidos a curto prazo.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.