Presidente da FMS garante realocar 19 ultrassonografistas para atender gestantes
Fonte: cidadeverde.com | Data: 03/09/2026 10:29:35
Fotos: CRM/PI

A presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Leopoldina Cipriano, garantiu durante reunião no CRM (Conselho Regional de Medicina) que vai realocar 19 ultrassonografistas para atender as gestantes em Teresina. As maternidades da capital piauiense estão sem profissional de imagem – radiologistas/ultrassonografistas – no período da noite, colocando em risco a vida de bebês e mulheres grávidas. Devido ao problema, o CIAMCA (Maternidade Wall Ferraz), no bairro Dirceu, está sob indicativo de interdição ética pelo CRM-PI há cerca de 50 dias.
A reunião, que ocorreu ontem (02), no plenário do CRM Piauí, contou com representantes de várias instituições para buscar soluções sobre a falta de ultrassonografistas 24 horas e também nos finais de semana, sobre a falta de atendimento integral por médicos obstetras e sobre os problemas na regulação estadual e municipal quanto a serviços da obstetrícia. A reunião foi conduzida pelo presidente do CRM-PI, João Moura Fé.
“Tivemos a garantia da presidente da FMS de realocar cerca de 19 ultrassonografistas para atendimento 24 horas nas maternidades de Teresina. Com isso, vai acabar o indicativo de interdição ética no Ciamca, desde que a Fundação comprove que resolveu o problema enviando as escalas de trabalho”, disse o presidente.
A realocação dos radiologistas, que fazem os exames de ultrassonografias, só foi possível após a FMS derrubar liminar na justiça e conseguir transferir os profissionais para trabalho presencial. Os radiologistas estão trabalhando home office na Central de Laudos do Lineu Araújo, que foi extinto pela fundação.

Participaram da reunião, a presidente da Fundação, Leopoldina Cipriano, médicos e gestores das maternidades Dona Evangelina Rosa, e as maternidades do município: a do Satélite, do Buenos Aires, do Promorar e do CIAMCA. No plenário, foram convidados o juiz federal Adonias Carvalho, representando o Comitê de Saúde do TJ Piauí e do Tribunal Regional Federal (TRF); Marcelo Monteiro, promotor de Justiça da 29ª Promotoria de Saúde de Teresina; Patrício Noé da Fonseca, procurador da República, representando o MPF, e a promotora de Justiça, Karla Carvalho.

Atendimentos a todas as gestantes
Também teve como encaminhamento – para cumprimento dos gestores do município e da Sesapi – que haja um atendimento das gestantes em todos os níveis por obstetras e não apenas quando houver intercorrências, ou seja, desde a porta de entrada das pacientes nas maternidades. A promotora Karla Carvalho, que acompanha a situação da saúde no Piauí e coordena o Centro de Apoio Operacional de Defesa da Saúde (Caods) do MPPI, informou que mesmo nos chamados riscos habituais é necessário que haja acompanhamento médico, e não somente por enfermeiros obstétricos, seja nas maternidades do município, quanto do Estado, incluindo a Maternidade Dona Evangelina Rosa.
Também foi solicitado um empenho maior dos gestores na Atenção Básica de Saúde, no sentido de um melhor acompanhamento do pré-natal das gestantes, o que diminuiria as gestações de risco, e como consequência reduziria as internações, incluindo em unidades de terapia intensiva, bem como reduções de óbitos de gestantes e recém nascidos.