Baixar Notícia
WhatsApp
Email

Rock in Rio faz parceria com Axia para compensar emissões de fãs e colaboradores desde saída de casa

Fonte: estadao.com.br | Data: 04/09/2026 19:34:27

🔗 Ler matéria original

Rock in Rio 2026: Conheça os palcos e os headliners do festival

O Rock in Rio 2026 começa nesta sexta-feira, 4, na Cidade do Rock, no Rio de Janeiro. Crédito: Apresentação e Roteiro: Stéphanie Araujo e Edição Felipe Pahor

Do ônibus urbano ao carro de aplicativo, grande parte dos transportes utilizados para a locomoção de ida e volta a um festival de música pode gerar emissões de gases poluentes. Por isso, neste ano, esse trajeto crítico passou a entrar pela primeira vez na mira da estratégia de descarbonização do Rock in Rio, que começou nesta sexta-feira, 4, no Rio de Janeiro (RJ).

Até a última edição, ocorrida em 2024, o evento fazia a contabilização e a compensação de emissões sem incluir o deslocamento externo de participantes. Neste ano, esses dados serão contabilizados com o apoio metodológico da companhia Axia Energia, apoiadora do festival.

Rock in Rio fez parceria com Axia Energia para descarbonização

 

Foto: Rock in Rio/Divulgação

Segundo a executiva Roberta Medina, vice-presidente da Rock World, empresa criadora e organizadora do Rock in Rio, a iniciativa representa um novo passo em uma trajetória iniciada em 2006, quando o evento assumiu o compromisso de reduzir as emissões do festival e compensar as inevitáveis.

A estimativa da organização é de que sejam compensadas aproximadamente 50 mil toneladas de dióxido de carbono (CO₂), que, segundo cálculos internos, equivale a retirar 18.826 carros movidos a combustível fóssil de circulação por ano no Brasil. As previsões foram feitas tendo como ano base a edição mais recente do evento.

Roberta Medina é vice-presidente da Rock World, empresa criadora e organizadora do Rock in Rio

 

Foto: Rock in Rio/Divulgação

“O Rock in Rio tem liderado e inspirado o mercado quanto à sustentabilidade nos últimos 20 anos. Isso só acontece porque o compromisso com a evolução é constante. Somos carbono neutro há duas décadas e queremos fazer sempre melhor, por isso, nesta edição, firmamos a parceria com a Axia Energia para ampliar o alcance desse trabalho e incluir as emissões relacionadas ao deslocamento do público, desde a saída de casa até o retorno.”

Combinação de ativos para descarbonizar o evento

Com uma combinação de estratégias e ativos diferentes para a descarbonização, a iniciativa vai considerar os sete dias de evento (4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13) e utilizará créditos de carbono, plantio de mudas e energia renovável certificada para neutralizar emissões.

Segundo o planejamento da ação, a maior parte da compensação, estimada em 43.672 toneladas de CO₂, será realizada por meio de créditos de carbono oriundos da geração de energia renovável da Usina Hidrelétrica Teles Pires, que fica localizada entre o Pará e Mato Grosso.

Para a neutralização do consumo de energia elétrica do evento, a Axia Energia pretende emitir cerca de 4 mil Certificados de Energia Renovável (RECFY), equivalentes a 4 mil MWh. De acordo com a empresa, cada certificado garante que a energia consumida tem origem em fontes renováveis, e os títulos utilizam tecnologia blockchain para registrar os atributos ambientais da energia.

Já um volume estimado em 6.328 toneladas de CO₂ será compensado com a doação de 15 mil mudas e 1 milhão de sementes de espécies nativas brasileiras. As unidades serão destinadas pelo Rock in Rio Brasil para programas de reflorestamento. As mudas e sementes são provenientes da Ilha de Germoplasma, região que faz parte de ações previstas no licenciamento ambiental da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, no Pará.

A diretora de comunicação da Axia Energia, Leandra Peres, explica que a empresa decidiu usar seus ativos renováveis para colaborar com a ação após testes prévios em outros eventos. Da parte da companhia, a estratégia entra como uma das maneiras de juntar impacto positivo com potencial de negócios, no sentido de possibilitar parcerias com empresas interessadas em descarbonizar seus eventos.

Leandra Peres é diretora de comunicação da Axia Energia

 

Foto: Axia Energia/Divulgação

“Não enxergamos esse serviço para ser vendido, mas como uma forma de demonstrar o impacto da empresa. Isso é importante porque precisamos demonstrar os benefícios de fontes renováveis para as pessoas, e são esses: preservar a floresta, preservar as nascentes e reduzir a pegada de carbono.”

Segundo Peres, a compensação das 50 mil toneladas já está garantida na parceria com o festival, ainda que, após as medições, sejam contabilizadas menos emissões de gases poluentes. Ajustes serão feitos, se houver necessidade. “O compromisso que temos com o Rock in Rio é de compensar esse volume. Caso a conta de emissões passe, vamos completar. Não vamos esperar a conta fechar para mitigar as emissões.”

Metodologia envolve engajamento dos participantes

“Em 2006, fizemos nosso primeiro inventário da pegada carbônica e, há duas décadas, temos o compromisso de reduzir nossas emissões e compensar ou mitigar as emissões inevitáveis. Avançamos muito nesses 20 anos e buscamos evolução constante em áreas como gestão de resíduos, redução do consumo de combustíveis fósseis em geradores, uso de tecnologias mais limpas, monitoramento e otimização do consumo de água, dentre outros.”

Vale ler também

Próxima gestão deveria não reajustar o Bolsa Família e continuar a reduzir o número de atendidos

Farm Rio receberá propostas de potenciais compradores neste mês

Pátria busca R$ 700 milhões para comprar participação em oito edifícios