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PT afirma que irá “recorrer a cortes superiores” contra decisão que deferiu candidatura de Dallagnol

Fonte: dpontanews.com.br | Data: 08/09/2026 22:15:20

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O Partido dos Trabalhadores do Paraná (PR-PR) afirmou que irá “recorrer a cortes superiores” contra decisão que deferiu a candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado Federal. O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) confirmou, nesta terça-feira (08), a candidatura do ex-procurador.

Em comunicado à imprensa, o partido afirmou que a “avaliação da Federação Brasil da Esperança e da ‘Coligação Paraná Para Todos’ é de que o candidato fugiu de punição ao pedir exoneração”. Eles se referem ao caso que levou a cassação de Dallagnol pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que foi ratificada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“Recebemos a decisão com tranquilidade, já que em 2022 o mesmo TRE deferiu o mesmo registro por unanimidade e foi reformado pelo TSE. Seguimos agora com 3 votos pela cassação e confiantes que o TSE respeitará o próprio julgamento, a despeito da decisão da maioria do TRE/PR”,

destaca o PT-PR na nota.

Ainda no comunicado, o presidente da Federação Brasil da Esperança, o deputado estadual Arilson Chiorato, afirmou que, ao longo do julgamento, os desembargadores analisaram uma decisão definitiva tomada pelo TSE.

“O TRE-PR optou por 4 votos a 3, revisar uma decisão de um tribunal superior e deferiu a candidatura de um candidato que chegou, inclusive, vazar dados sigilosos de um ministro do STF. É uma decisão muito temerária. Lembrando que em 2022, venceu aqui no TRE por 5×2 e perdeu no TSE por 7×0, a tendência é de acontecer o mesmo”,

enfatizou Arilson.

Deltan teve candidatura confirmada pela maioria dos votos

Deltan Dallagnol (NOVO) teve sua candidatura ao Senado Federal pelo Paraná deferida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), nesta terça-feira (8), por quatro votos a três. A relatora, juíza Vanessa Jamus Marchi, votou pelo deferimento, seguida pela desembargadora federal Gisele Lemke e pelo juiz Osvaldo Canela Junior. O presidente da corte, desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza, deu o voto de desempate favorável ao candidato.

Votaram pelo indeferimento os juízes Everton Jonir Fagundes Menengola e Nicole Trauczynski, além do corregedor do TRE-PR, Fernando Antonio Prazeres. A decisão, no entanto, ainda pode ser alterada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Segundo o advogado João Constanski Neto, se Dallagnol for eleito e posteriormente tiver a candidatura barrada pelo TSE, o próximo candidato da lista poderá assumir, dependendo do momento da decisão. Caso a decisão seja reformada após a eleição, poderá ser necessária uma nova eleição para o Senado pelo Paraná.