Morre escritora torturada na ditadura militar, Amelinha Teles, aos 81 anos
Fonte: correio24horas.com.br | Data: 15/09/2026 16:59:11
Morte foi anunciada nesta terça-feira (15) por amigos nas redes sociais
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Felipe Sena
Publicado em 15 de setembro de 2026 às 14:46

A escritora e militante Amelinha Torres, torturada durante a ditadura militar, morreu aos 81 anos.
A morte da ativista foi divulgada por amigos nas redes sociais nesta terça-feira (15). O velório de Amelinha Torres será realizado nesta quarta-feira (16), das 11h às 16h, na Reitoria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), na Rua Sena Madureira, em São Paulo.
Escritora e ativista por Reprodução
De acordo com a União de Mulheres de São Paulo, da qual a escritora era diretora, o sepultamento será realizado no mesmo dia, com saída da Unifesp para o Cemitério da Vila Formosa.
Nascida em Contagem, em Minas Gerais, a ativista militou no Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Durante a ditadura, se tornou uma das vozes de denúncia contra a repressão do regime militar.
Em 1972, Amelinha foi presa e torturada no DOI-Codi de São Paulo. No período, seu marido, César Augusto Teles, e seu companheiro de militância Carlos Nicolau Danielli também foram levados ao órgão de repressão.
Amelinha testemunhou o assassinato de Danielli. Seus dois filhos, que tinham apenas 4 e 5 anos na época, foram sequestrados e obrigados a ver as torturas sofridas pelos pais.
A ativista ainda integrou a Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos e registrou suas experiências e reflexões em livros.
Entre as obras publicadas por Amelinha estão “Contos da Cela Três”, que reúne memórias escritas em 1973 durante o período em que esteve presa; “Breve História do Feminismo no Brasil”; e “O Que São os Direitos Humanos das Mulheres?”.
