STF analisa investigação contra Alexandre de Moraes no caso Banco Master; sessão termina sem definição
Fonte: osaogoncalo.com.br | Data: 15/09/2026 18:54:14
Ministros discutem se elementos obtidos nas investigações justificam abertura de apuração contra Moraes; julgamento teve divergências entre integrantes da Corte
min de leitura | Redação
Ministro Fachin presidiu a sessão que foi palco de diversos embates entre os ministros –
O Supremo Tribunal Federal (STF) realizou nesta terça-feira (15) uma sessão extraordinária para analisar a possibilidade de abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes no âmbito das apurações relacionadas ao Banco Master.
O caso envolve mensagens trocadas entre Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco, que foram obtidas durante as investigações. Os ministros analisam se os elementos reunidos são suficientes para justificar a abertura de uma investigação contra o integrante da própria Corte.
A sessão também passou a envolver questões relacionadas à condução das investigações pelo ministro André Mendonça, responsável por decisões no caso. Durante os debates, os ministros discutiram a validade de medidas adotadas na apuração e a forma como os processos relacionados ao episódio devem tramitar.
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Pedido para reunir os processos
Na segunda parte da sessão, o ministro Gilmar Mendes apresentou uma questão de ordem propondo que os processos envolvendo Moraes e Mendonça fossem reunidos e que a análise fosse adiada para 23 de setembro.
O ministro Flávio Dino pediu vista, interrompendo a sessão, mas os ministros Luiz Fux e Cármen Lúcia anteciparam seus posicionamentos. A sessão foi encerrada quando estava 4 a 3 em favor da questão de ordem apresentada por Gilmar.
Sessão teve divergências entre ministros
A sessão foi marcada por divergências entre integrantes do STF. Moraes classificou a investigação como “fraudulenta” e fez críticas à condução do caso por Mendonça.
Gilmar Mendes também questionou a atuação de Mendonça e afirmou que haveria um viés político-eleitoral na condução do caso. Mendonça rebateu as declarações e classificou a acusação como “leviana”.
Durante os debates, Mendonça e Fux também mencionaram a existência de uma suposta estrutura de monitoramento de ministros da Corte, descrita por eles como uma Polícia Federal “paralela”.
Impedimentos e suspeição
O julgamento também teve mudanças na composição dos ministros aptos a votar. Kassio Nunes Marques declarou impedimento, enquanto Dias Toffoli informou suspeição por motivo de foro íntimo. Moraes, por ser diretamente envolvido no caso, não participa da votação sobre a abertura de investigação contra si.