Baixar Notícia
WhatsApp
Email

Review | Metal Gear Solid – Master Collection Vol. 2 (PS5 Pro)

Fonte: manualdosgames.com | Data: 16/09/2026 16:14:32

🔗 Ler matéria original

Apesar de ter sido concluída em 2015 com o lançamento de Metal Gear Solid V: The Phantom Pain, a franquia Metal Gear ainda escondia alguns segredos de parte dos jogadores que não tiveram a oportunidade de jogar Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots, que permaneceu exclusivo do PS3 por 18 longos anos. A “prisão” de MGS 4 no console de sétima geração da Sony foi por meses o principal motor que motivava os fãs da franquia a pedir por um segundo volume de Metal gear Solid – Master Collection.

Após passar alguns meses cutucando os fãs com a possibilidade, Metal Gear Solid – Master Collection Vol. 2 foi oficialmente anunciada em fevereiro desse ano, trazendo os últimos títulos da franquia principal que ainda não estavam disponíveis em todas as plataformas atuais: Metar Gear Solid Peace Walker e claro, Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots, que chegaram para todos os consoles e PC em 27 de agosto.

Tive o privilégio de revisitar os dois clássicos dirigidos por Hideo Kojima durantes os últimos dias, e finalmente trago as minhas impressões sobre a nova coletânea da franquia Metal Gear.

Metal Gear Solid – Master Collection Vol. 2 traz vida nova á um clássico absoluto

Review | Metal Gear Solid – Master Collection Vol. 2 (PS5 Pro) 12

Metal Gear Solid – Master Collection Vol. 2 traz em seu pacote dois dos títulos mais importantes de toda a franquia Metal Gear, mostrando dois períodos extremamente diferentes da história. Enquanto Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots traz a conclusão de toda a saga, Metal Gear Solid: Peace Walker mostra um momento de virada na vida de Big Boss, que inicia os seus planos para a formação de Outer Heaven após deixar os Estados Unidos para trás.

Além dos dois títulos principais, a coletânea também traz em seu pacote Metal gear Solid: Ghost Babel, game da franquia lançado para o PSP como um conteúdo bônus. Inspirado no gameplay clássico de Metal Gear 1 e 2 para MSX, Ghost Babel é considerado um título não canônico da série por se passar em uma linha do tempo alternativa, sendo um bônus extremamente bem-vindo que agrega a experiência para quem tem curiosidade com todos os títulos da série.

Apesar de pertencerem a mesma franquia e fazerem parte da série principal, Guns of the Patrios e Peace Walker possuem estruturas de gameplay e de narrativa completamente diferentes, tornando os títulos extremamente únicos e diferentes de tudo que já havia sido feito por Hideo Kojima até então.

Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots

Review | Metal Gear Solid – Master Collection Vol. 2 (PS5 Pro) 13

Provavelmente o título mais importante dessa coletânea dado todo o contexto de sua exclusividade por mais de 18 anos, Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots nos leva para o ano de 2014, um período no qual todo o mundo é engolido por guerras sem fim para manter a chamada Economia de Guerra girando, encabeçada por exércitos privados manipulados pelos Patriots.

Logo nos primeiros minutos de game somos reapresentados a Solid Snake, que está sofrendo de uma misteriosa doença que está acelerando o seu envelhecimento, fazendo com que o soldado de apenas 33 anos tenha a aparência de um idoso na faixa dos 60 anos, o que o faz adotar o codinome Old Snake. Como se o caos de Economia de Guerra não fosse o suficiente, Liquid Ocelot da sequência ao seu plano de reconstruir Outer Heaven, levando Snake a seguir seus rastros pelo Oriente Médio e outros lugares do mundo.

Trazendo uma estrutura que mistura cinema e gameplay como nunca antes na franquia, Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots conta com cutscenes extremamente longas que se intercalam com momentos de gameplay, fazendo com que até mesmo os momentos mais over the top (e bizarros) tenham uma estética cinematográfica, contando com uma atuação magistral de David Hayter e Patric Zimmerman, que levam seus personagens para um novo patamar.

Mas claro, nem só de narrativa vive a franquia Metal Gear, e Guns of the Patriots entrega mecânicas de gameplay extremamente interativas e que instigam o jogador a repetir a campanha para testar novas abordagens. Trazendo cenários e um level design bem diferentes do restante da franquia, Metal Gear Solid 4: guns of the Patriots entrega ao jogador uma série de recursos que o permitem dar asas a sua criatividade com um novo sistema de camuflagem, novos equipamentos para distrair os inimigos como uma revista Playboy que pode ser deixada no chão para chamar a atenção dos guardas.

Review | Metal Gear Solid – Master Collection Vol. 2 (PS5 Pro) 14
Review | Metal Gear Solid – Master Collection Vol. 2 (PS5 Pro) 15

O gunplay também teve um carinho especial, tornando armas letais, bem… Mais letais ainda, permitindo a Snake ser um verdadeiro exercito de um homem só ao melhor estilo de filhos hollywoodianos ou outros games militares. Claro, Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots é em seu core um jogo de stealth que a todo tempo incentiva o jogador a seguir uma rota sorrateira.

O refino do gunplay é melhor utilizado durante as batalhas contra chefes, que estão muito melhor trabalhadas do que os games anteriores da série, exigindo que o jogador tenha o pensamento rápido e utiliza todas as ferramentas ao seu dispor para se aproveitar dos pontos fracos das agentes da Beausty and the Beast Corps, um time de elite formado por mulheres que estão caçando Snake a mando de Ocelot.

Já no que diz respeito a sua performance e outros aspectos técnicos, Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots apresenta um resultado satisfatório, mantendo a taxa de quadros em 60 FPS cravados durante todo o gameplay nos consoles PS5 e PS5 Pro. A direção de arte impecável do game também foi realçado devido a melhoria nas texturas e resolução, apesar de algumas texturas permanecerem de baixa qualidade e serrilhado em certos momentos.

Algo que definitivamente demonstrou o carinho dos desenvolvedores com Metal Gear Solid 4 foi o cuidado em manter intacto o máximo possível do jogo original, incluindo alguns produtos reais como o iPod e outros produtos, que se tornaram elementos icônicos do game. Até mesmo as referências ao PS3 foram mantidas, apesar de conterem algumas leves alterações para se adaptarem as novas plataformas.

Metal Gear Solid: Peace Walker

Review | Metal Gear Solid – Master Collection Vol. 2 (PS5 Pro) 16

Já Metal Gear Solid: Peace Walker nos leva para o ano de 1974, se passando 10 anos após os eventos de Snake Eater, trazendo Big Boss novamente como o protagonista de um título da série. Lançado originalmente para o PSP, Peace Walker aborda um período de transição para o personagem e um elemento extremamente importante para toda a franquia, já que retrata o início da construção do primeiro exercito privado liderado por Big Boss, dando início não apenas ao que se tornaria Outer Heaven, mas também a criação de várias organizações similares no futuro, que culminariam anos mais tarde como a ponta do fuzil da economia de guerra em MGS 4.

Aqui teremos contato com os primeiros anos de Big Boss a frente da Militaire Sans Frontiers, ou “Militares Sem Fronteiras” em português, um exército privado mercenário formado por Big Boss e Kazuhira Miller. Umas das primeiras missões encarregadas a MSF chega através de Ramon Galvez e Paz Ortega, que contrataram os serviços da organização para investigar toda a verdade por trás de um novo grupo armado que recentemente chegou a Costa Rica, que se tornou um novo ponto de interesse geopolítico global após a crise dos mísseis de Cuba.

Review | Metal Gear Solid – Master Collection Vol. 2 (PS5 Pro) 17

Peace Walker utilizou as limitações do PSP de uma forma extremamente criativa, alterando drasticamente a progressão do game em comparação ao restante da série, utilizando cenas em quadrinhos para contar a sua história com raríssimos usos de cutscenes animadas, dando um charme único para o título. Os quadrinhos esbanjam o estilo artístico característico de Yojo Shinkawa, contando com participações de outros grandes artistas.

Juntamente ao novo estilo para a progressão da história, o sistema de missões também foi totalmente reformulado, utilizando um novo sistema de missões inspirados nos jogos da série Monster Hunter, que também serviram de base para o que seria feito em Metal Gear Solid V: The Phantom Pain.

Apesar da maneira que a história é contada esteja completamente diferente, a narrativa continua impecável, com diversas referências a acontecimentos reais que se misturam ao universo criador por Hideo Kojima, reviravoltas e atuações fantásticas de David Hayter e Tara Strong, que roubam a cena em todos os momentos em que seus respectivos personagens estão em tela.

As mecânicas de gameplay também procuram se adaptar as limitações do PSP, utilizando a base já bem estabelecida da franquia, mas com algumas leves alterações, como a melhoria do gunplay devido as várias batalhas contra chefes que exigem a utilização de poder de fogo aprimorado e a impossibilidade de se arrastar pelo chão.

Review | Metal Gear Solid – Master Collection Vol. 2 (PS5 Pro) 18
Review | Metal Gear Solid – Master Collection Vol. 2 (PS5 Pro) 19

O grande diferencial de Peace Walker e que também foi expandido anos depois em Phantom Pain é o sistema de gerenciamento de base, colocando o jogador realmente como líder da MSF.

Durante as missões, podemos utilizar o sistema de futhon para enviar soldados inimigos diretamente a base da MSF, onde serão convencidos a se juntar ao exército liderado por Big Boss, Cada soldado possui status únicos em diferentes funções, dando ao jogador a função de designar cada soldado para cada uma das instalações da base, como a equipe de P&D, cozinha, departamento médico e times de ataque, que podem ser enviados em missões para coleta de recursos.

Ao melhorar cada uma das diferentes áreas da MSF, desbloquearemos novos equipamentos respectivos a esses setores, como por exemplo, o setor de P&D é responsável por desenvolver novas armas, enquanto a cozinha é a responsável por manter a moral do exército em alta, garantindo bônus de desenvolvimento caso a moral esteja alta, ou podendo provocar um motim caso os recursos estejam escassos.

Review | Metal Gear Solid – Master Collection Vol. 2 (PS5 Pro) 20

O sistema de gerenciamento de bases também foi a brecha perfeita para que a introdução do modo multiplayer cooperativo, que permite que até 4 jogadores concluam todas as missões principais e secundárias do game, permitindo a utilização não apenas de Big Boss como personagem jogável, mas também de soldados designados ao time de ataque. Infelizmente, Peace Walker não conta com crossplay, o que torna a formação de partidas multiplayer extremamente difíceis em algumas plataformas, como no PS5, na qual consegui formar apenas 2 partidas através do sistema de matchmaking (e uma delas sequer chegou a ser finalizada).

Por se tratar de um título de PSP, os gráficos de Metal Gear Solid: Peace Walker se tornaram um tanto quanto datados, não havendo uma melhoria real da versão em HD lançado para a sétima geração de consoles e a nova versão da coletânea. A grande diferença está na resolução, com o game suportando saída de vídeo em 4K, entregando 60 FPS durante todo o gameplay.

Outra adição extremamente bem-vinda, e isso valendo tanto para Peace Walker quanto para Guns of the Patriots é a localização para português, que está excelente. A equipe de localização do game fez um excelente trabalho em adaptar o nome de facções e até mesmo alguns termos bem específicos da série, fazendo com que os fãs mais antigos não estranhem a localização de alguns nomes e os jogadores que estão chegando agora na série e não dominem muito bem o inglês consigam compreender perfeitamente todos os diálogos e documentos.

Dois clássicos com vida nova

Review | Metal Gear Solid – Master Collection Vol. 2 (PS5 Pro) 21

Metal Gear Solid – Master Collection Vol. 2 vai muito além de apenas concluir a saga na atual geração de consoles, permitindo a milhões de fãs que não tiveram a oportunidade de jogar Metal Gear Solid 4 a finalmente experienciar a obra prima de Hideo Kojima, encerrando com chave de ouro umas das franquias mais importantes de todos os tempos.

Mantendo a maior parte do conteúdo original possível e fazendo apenas mínimas alterações que realmente fazem sentido, o pacote entrega as versões definitivas dos dois clássicos absolutos da Konami, tratando a franquia e os fãs da franquia Metal Gear com um extremo respeito, demonstrando o carinho da equipe de produção nos mínimos detalhes.

Após alguns tropeços pelo caminho, Metal Gear Solid – Master Collection Vol. 2 é a prova definitiva de que a Konami aprendeu com os erros do passado, celebrando a franquia Metal Gear e seu legado da forma que os fãs sempre pediram e merecem.

Essa review de Metal Gear Solid – Master Collection Vol. 2 foi produzida através de uma chave de review do game para PS5, gentilmente cedida pela Konami

O Review

PRÓS

  • Produtos reais e outros elementos importantes de Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots foram mantidos intactos
  • Melhorias de qualidade de vida muito bem-vindas em ambos os títulos
  • Resolução 4K e taxas de frame em 60 FPS estáveis
  • Localização em português de excelente qualidade

CONTRAS

  • Melhorias gráficas inconsistentes
  • Ausência de crossplay em Peace Walker pode dificultar a formação de partidas cooperativas

Review detalhado

  • História
    0

  • Jogabilidade
    0

  • Gráficos
    0

  • Áudio
    0