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Morador troca vários eletrodomésticos após quedas frequentes de energia, mas defeito estava dentro da própria casa –

Fonte: correiobraziliense.com.br | Data: 16/09/2026 17:10:00

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Jorge gastou as economias trocando a geladeira após uma série de quedas frequentes de energia na rua. O choque veio ao cobrar a concessionária: o laudo provou que a rede pública estava perfeita e o curto-circuito nascia de uma fiação interna deteriorada. A história de Jorge e Cláudia é fictícia, mas ilustra o pesadelo de culpar o fornecimento externo por falhas domésticas.

Como começou o problema com os aparelhos da família?

A busca por conforto fez seu Jorge investir em televisores e equipamentos novos. No entanto, tempestades de verão faziam a luz piscar constantemente na residência, culminando na queima de um refrigerador caro em um domingo à noite, estragando os alimentos da semana.

Revoltado, ele descartou chamar um eletricista particular, acreditando que a culpa era exclusiva da distribuidora local. O casal ignorava as diretrizes da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), que separam rigorosamente a responsabilidade da rua e da residência.

Morador troca vários eletrodomésticos após quedas frequentes de energia, mas defeito estava dentro da própria casa
Quedas de energia danificam aparelhos, mas falha real estava na instalação elétrica da própria casa. – imagem ilustrativa

O que aconteceu quando buscaram ressarcimento da distribuidora?

Certo de seus direitos, o marido de Dona Cláudia abriu um chamado formal exigindo o reembolso integral do equipamento danificado. A empresa enviou um técnico em poucos dias para realizar a vistoria padrão no relógio medidor e nas tomadas do imóvel.

O laudo final foi um balde de água fria: a voltagem entregue no poste estava perfeita. O problema era a fiação de trinta anos sem aterramento adequado, que gerava sobrecarga interna e derretia os circuitos, isentando a empresa de qualquer dever de pagamento.

Morador troca vários eletrodomésticos após quedas frequentes de energia, mas defeito estava dentro da própria casa
Quedas de energia danificam aparelhos, mas falha real estava na instalação elétrica da própria casa. – imagem ilustrativa

Mas afinal, o que a legislação diz sobre a rede elétrica?

A relação entre cliente e distribuidora é pautada pela Lei 8.078/1990, que institui o Código de Defesa do Consumidor. A empresa responde por qualquer falha na prestação do serviço que cause danos diretos aos bens do cliente, sem necessidade de provar culpa.

No entanto, o limite físico dessa proteção é o padrão de entrada. Segundo as regras federais, do poste até o medidor, o dever é da concessionária. A partir do disjuntor para dentro, a manutenção da instalação interna é obrigação exclusiva e incontestável do dono do imóvel.

Quais são as exigências para que a empresa pague pelo estrago?

Para evitar fraudes, a Resolução 1000/2021 da ANEEL instituiu um rito técnico rigoroso. A falha na rede pública precisa ficar comprovada por vistoria, sem brechas para problemas internos.

Os requisitos para conseguir a troca ou o conserto bancado pela empresa são os seguintes:

CB RADAR

Pontos que podem ser considerados ao solicitar ressarcimento por danos elétricos atribuídos a oscilações ou falhas no fornecimento de energia.

01

Prazo de solicitação

O cliente tem até cinco anos para reclamar, mas deve guardar a nota fiscal e o bem.

02

Nexo de causalidade

O horário do defeito precisa bater com o registro de oscilação na rua.

03

Integridade do aparelho

O equipamento não pode ter sido consertado antes da avaliação técnica oficial.

04

Instalação adequada

A casa não pode apresentar gambiarras elétricas ou falta de aterramento normatizado.

O que muda quando comparamos o sufoco do morador com o roteiro seguro?

A diferença entre o prejuízo duplo de Jorge e Cláudia e um lar protegido não está no valor dos eletrodomésticos, mas no processo de revisão preventiva. O sonho da casa tecnológica só sobrevive quando a infraestrutura básica suporta a carga.

A comparação entre o caminho que o casal seguiu e o que a norma exige fica clara na tabela:

Etapa O que o morador fez O que a norma exige
Diagnóstico Culpou a rede externa Chamar eletricista particular
Estrutura Usou fiação antiga Atualizar cabos e disjuntores
Reclamação Exigiu dinheiro imediato Aguardar laudo técnico oficial
Responsabilidade Ficou com o prejuízo Manter o aterramento em dia

O que se aprende com a história de Jorge e Cláudia?

A história de Jorge e Cláudia é fictícia, mas a frustração de perder aparelhos por negligência com cabos velhos afeta milhares de lares. O desejo de plugar equipamentos mais potentes e confortáveis não era o problema. O erro foi pular a etapa invisível de modernizar o coração energético da casa antes de exigir garantias de terceiros.

Quem realmente quer proteger o patrimônio doméstico precisa seguir esse roteiro: contrate um profissional certificado para revisar as fiações a cada década. Instale dispositivos de proteção contra surtos no quadro de força e garanta que todas as tomadas possuam aterramento real e testado. É mais oneroso do que simplesmente trocar uma peça queimada. Mas é o que separa um eletrodoméstico duradouro de um incêndio financeiro invisível.