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Guerra dos chips: China lança plano para indústria eletrônica e prevê mais de R$ 23 trilhões em receita até 2030 –

Fonte: revistaforum.com.br | Data: 16/09/2026 17:02:02

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A China lançou um novo plano de desenvolvimento para a indústria de manufatura de informação eletrônica, com metas para o período de 2026 a 2030. O objetivo é ampliar a capacidade tecnológica do setor e consolidar sua posição entre os principais segmentos da indústria chinesa e no mercado global.

O plano foi elaborado conjuntamente pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China e pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma. Entre as principais metas está a expansão da receita das empresas do setor e o aumento dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

Segundo o documento, até 2030 as empresas de manufatura de informação eletrônica com receita anual de pelo menos 20 milhões de yuans deverão alcançar, somadas, mais de 30 trilhões de yuans em receita, o equivalente a cerca de R$ 23 trilhões pela cotação atual. O plano também estabelece que a intensidade dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) do setor deverá chegar a 3,5%.

A manufatura de informação eletrônica é definida pelo governo chinês como um dos pilares da economia nacional. De acordo com o plano, em 2025 o setor ocupava a primeira posição entre os 41 grandes setores industriais da China em termos de receita pelo 13º ano consecutivo.

Durante o período do 14º Plano Quinquenal, correspondente a 2021-2025, a produção chinesa de diversos produtos eletrônicos de consumo também permaneceu entre as maiores do mundo. O documento cita especificamente telefones celulares e computadores.

Semicondutores e inteligência artificial

A nova estratégia pretende aproveitar o avanço da inteligência artificial para acelerar a inovação em toda a cadeia produtiva, desde componentes e equipamentos até produtos finais e aplicações.

Até 2030, Pequim pretende fortalecer suas vantagens tecnológicas e de produtos em setores como circuitos integrados, computação avançada, eletrônicos de consumo, eletrônica básica e eletrônica de energia.

Os circuitos integrados, ou semicondutores, recebem atenção especial. O documento estabelece a necessidade de promover avanços em toda a cadeia produtiva, abrangendo diferentes etapas relacionadas ao desenvolvimento, fabricação e aplicação dos chips.

A estratégia também prevê o fortalecimento da integração entre novas tecnologias e produtos, com o objetivo de aumentar a participação de dispositivos inteligentes de nova geração no mercado.

Eletrônicos de consumo e dispositivos inteligentes

Outro eixo do plano é a inovação na indústria de eletrônicos de consumo. A intenção é acelerar o desenvolvimento e a aplicação de novos produtos, incorporando tecnologias como inteligência artificial e outras ferramentas digitais aos equipamentos utilizados no cotidiano.

O governo chinês também prevê um aumento significativo da penetração de terminais inteligentes de nova geração até 2030. A medida inclui a integração de novas tecnologias aos dispositivos eletrônicos e a ampliação de suas aplicações.

BeiDou e novas aplicações

O plano também estabelece metas para ampliar o uso do sistema de navegação por satélite BeiDou, desenvolvido pela China.

A estratégia prevê a transição do BeiDou de aplicações predominantemente voltadas a setores específicos para um uso mais amplo pela população, expandindo a utilização da tecnologia de posicionamento e navegação em diferentes áreas da economia e da vida cotidiana.

Computação espacial e direção autônoma

Entre as áreas tecnológicas contempladas pelo documento está ainda a computação espacial. O plano prevê acelerar a implementação de sistemas e infraestrutura relacionados à tecnologia em toda a cadeia produtiva.

Outra frente destacada é o desenvolvimento de sistemas de controle para veículos autônomos. A estratégia chinesa prevê a criação de sistemas com elevado nível de segurança e maior autonomia tecnológica.

O documento também cita a construção de plataformas integradas de optoeletrônica, área que combina tecnologias ópticas e eletrônicas e possui aplicações em comunicações, computação, sensores e outros equipamentos.

Indústria eletrônica como parte da estratégia industrial chinesa

As metas estabelecidas para 2026-2030 fazem parte de uma estratégia mais ampla de fortalecimento da indústria chinesa. O plano afirma que o desenvolvimento da manufatura de informação eletrônica deverá contribuir para a construção de uma potência manufatureira e uma potência cibernética.

Ao combinar investimentos em pesquisa, semicondutores, inteligência artificial, computação, eletrônicos de consumo, sistemas de navegação e tecnologias de automação, o governo chinês busca ampliar a capacidade de inovação do setor ao longo de toda a cadeia produtiva.

O horizonte estabelecido é 2030, quando a China pretende ter consolidado novas capacidades tecnológicas e industriais em áreas consideradas estratégicas para a economia digital e para a transformação da manufatura.

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