JUSTIÇA – Defesa de Daniel Vorcaro pede revogação de prisão preventiva ao STF em meio a impasse sobre relatoria de caso Master.
Fonte: reportermaceio.com.br | Data: 18/09/2026 12:34:59
A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro solicitou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a revogação da prisão preventiva do proprietário do antigo banco Master, que está sendo investigado por corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias. No pedido, os advogados argumentam que as investigações relacionadas ao caso Master foram interrompidas devido ao pedido de vista do ministro Flávio Dino durante a sessão plenária na última terça-feira. Isso ocorreu no momento em que os ministros deveriam analisar a possibilidade de abrir uma investigação contra o também ministro Alexandre de Moraes.
Com o pedido de vista, os processos vinculados à Operação Compliance Zero, que tem como alvo Vorcaro, foram paralisados no gabinete de Fachin, para onde foram encaminhados pelo relator André Mendonça durante uma crise institucional em torno do caso. Os advogados de Vorcaro argumentam que seu cliente não deve permanecer detido indefinidamente enquanto o STF enfrenta um impasse sobre a relatoria do caso Master. Eles ressaltam ainda que o ex-banqueiro está preso há mais de 90 dias sem que o Supremo tenha analisado um recurso pela sua libertação.
Vorcaro está detido desde novembro do ano passado e atualmente encontra-se no 19º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal, onde há um pavilhão destinado a presos especiais chamado Papudinha, devido à sua proximidade com o Complexo Penitenciário da Papuda.
A crise institucional no STF teve início quando o ministro André Mendonça, relator do caso Master, decidiu tornar público um relatório da Compliance Zero contendo mensagens que os investigadores afirmam terem sido enviadas por Vorcaro a Moraes. Com base nesse documento, Mendonça solicitou ao plenário que autorizasse a continuidade das investigações contra Moraes.
Em resposta, Moraes divulgou um relatório de inteligência da Polícia Federal que sugere que as investigações de Mendonça estavam sendo direcionadas para atingir seus desafetos políticos. Moraes solicitou que Mendonça seja investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O pedido entrou na pauta do plenário para o dia 23 de setembro, mas foi posteriormente retirado por Fachin. Não há uma data definida para o julgamento.