Marcos souza defende novo modelo de moradia popular e quer transformar resíduos em riqueza no pará
Fonte: ultimahoraonline.com.br | Data: 19/09/2026 13:36:49
Candidato a deputado federal pelo Democracia Cristã, nº 2727, propõe unir habitação, sustentabilidade, geração de energia, industrialização e oportunidades de trabalho

Belém (PA) Transformar resíduos em matéria-prima, diminuir a dependência dos aterros sanitários e criar um novo conceito de habitação popular no Pará.
Essa é uma das principais propostas defendidas por Marcos Vinícius Amorim de Souza, o Marcos Souza, candidato a deputado federal pelo Democracia Cristã (DC), número 2727.
A proposta parte da ideia de que três grandes desafios — resíduos sólidos, moradia popular e geração de emprego e renda — podem ser enfrentados de maneira integrada. Em vez de simplesmente encaminhar toneladas de materiais para disposição final, Marcos Souza defende a criação de uma cadeia de reaproveitamento, reciclagem e industrialização.
Do lixo à construção de moradias
Segundo a proposta, materiais recuperáveis, como plásticos, papelão, fibras e outros componentes tecnicamente aproveitáveis, poderiam passar por processos de separação e transformação industrial, retornando à economia como novos produtos e insumos, inclusive para aplicações adequadas na construção civil.
O conceito está alinhado aos princípios gerais da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que estabelece uma hierarquia para a gestão de resíduos e contempla reutilização, reciclagem, tratamento e recuperação.
A proposta política de Marcos Souza pretende avançar justamente na etapa de transformação econômica desses materiais.
A intenção é estruturar uma cadeia que envolva coleta, triagem, reciclagem, industrialização e geração de empregos, fazendo com que materiais hoje descartados possam adquirir valor econômico.
Biodigestores e produção de biogás
A matéria orgânica também ocupa espaço importante no projeto. Marcos Souza defende o emprego de biodigestores, nos quais resíduos orgânicos adequados podem passar por digestão anaeróbia para produção de biogás.
A ideia é integrar, quando tecnicamente viável, biodigestão, saneamento e geração energética aos novos empreendimentos habitacionais. Dessa maneira, parte daquilo que atualmente representa custo de destinação poderia contribuir para uma estrutura de economia circular.
Minha Casa, Minha Vida “Faixa Zero”
Na área habitacional, Marcos Souza apresenta o conceito político que denomina “Minha Casa, Minha Vida Faixa Zero”.
A chamada “Faixa Zero” não corresponde a uma faixa oficial atualmente existente no programa federal. Trata-se do nome dado pelo candidato à sua proposta de desenvolver condomínios populares bio-sustentáveis e autossustentáveis, especialmente direcionados às famílias de menor renda.
O projeto prevê estudar a implantação conjunta de energia renovável, reaproveitamento de água, biodigestores, hortas comunitárias, tratamento e aproveitamento de resíduos e espaços destinados a atividades produtivas.
O objetivo é reduzir significativamente o custo mensal das famílias. A meta defendida é que a própria estrutura coletiva do condomínio possa produzir ou compensar parte de despesas como água, energia e manutenção condominial, observadas a viabilidade econômica, a legislação e as normas dos serviços públicos envolvidos.
Moradia precisa caber no orçamento da família
Para Marcos Souza, construir a casa é apenas uma parte da solução habitacional. O desafio também está em assegurar condições para que as famílias consigam permanecer nos imóveis.
A proposta busca, portanto, desenvolver empreendimentos que apresentem menor custo operacional e ofereçam oportunidades econômicas aos próprios moradores.
Nesse modelo, o condomínio deixaria de funcionar apenas como local de residência e passaria a ser concebido como uma “cadeia viva de produção econômica”.
Espaços para capacitação profissional, cooperativas, pequenos empreendimentos, agricultura urbana, hortas e outras atividades poderiam gerar trabalho e renda dentro ou nas proximidades das comunidades.
Sustentabilidade que gera emprego e desenvolvimento
Outro objetivo é estimular uma cadeia industrial relacionada à economia circular no Pará. Para Marcos Souza, o aproveitamento dos resíduos pode representar não somente uma política ambiental, mas também uma oportunidade de industrialização, inovação tecnológica e criação de novos postos de trabalho.
A proposta procura estabelecer um ciclo: o resíduo é separado e processado; a matéria-prima recuperada retorna à economia; novos produtos são fabricados; parte desses materiais pode ser utilizada em projetos habitacionais tecnicamente adequados; e os empreendimentos são planejados para reduzir despesas e estimular atividades produtivas.
Um novo conceito de política habitacional
A visão apresentada por Marcos Souza é de que habitação, meio ambiente e desenvolvimento econômico não devem ser tratados isoladamente.
Em sua proposta, enfrentar o problema dos resíduos pode ajudar a gerar matéria-prima; a matéria-prima pode estimular a indústria; a indústria gera empregos; e uma política habitacional sustentável pode oferecer às famílias não somente um endereço, mas melhores condições para permanecerem em suas casas e construírem renda.
“O Pará pode transformar um problema ambiental em matéria-prima, indústria, moradia e oportunidade. A casa popular precisa ser mais do que quatro paredes: precisa representar dignidade, sustentabilidade e condições para que a família construa seu futuro.”
Com essa bandeira, Marcos Souza afirma que pretende levar à Câmara dos Deputados a discussão sobre um novo modelo de desenvolvimento para o Pará, baseado no aproveitamento econômico dos resíduos, na habitação sustentável e na geração de oportunidades.

MARCOS SOUZA — 2727
Candidato a Deputado Federal pelo Pará — Democracia Cristã (DC)
Moradia digna • Sustentabilidade • Emprego • Renda • Desenvolvimento
Por Ultima Hora em 19/09/2026