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TST julga greve dos Correios e impasse sobre plano de saúde nesta segunda-feira

Fonte: oimagem.com.br | Data: 21/09/2026 08:51:02

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O TST julga nesta segunda-feira a greve dos Correios e questões sobre o plano de saúde dos trabalhadores. A paralisação começou em 10 de setembro.

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) julga nesta segunda-feira (21) o dissídio coletivo relacionado à greve dos trabalhadores dos Correios, que começou em 10 de setembro. A sessão está prevista para iniciar às 10h. Entre os principais pontos a serem analisados estão a legalidade da paralisação, as reivindicações da categoria e as condições do plano de saúde dos empregados. Uma determinação judicial exige a manutenção de 80% do efetivo em cada unidade dos Correios durante a greve. A discussão sobre o plano de saúde é central nas negociações, com a proposta da estatal de mudar seu papel de mantenedor para patrocinador do benefício, o que, segundo representantes dos trabalhadores, poderia aumentar os descontos nos salários. Douglas Melo, diretor do Sintect-SP e da Findect, destaca que a principal reivindicação é a manutenção do modelo atual do plano de saúde. Os Correios recorreram à Justiça para que a greve fosse considerada abusiva e para garantir a continuidade dos serviços. Apesar da determinação de manter 80% do efetivo, consumidores relatam atrasos em encomendas e dificuldades com o rastreamento e reembolso de fretes. A estatal afirma que as agências estão abertas e que medidas foram adotadas para minimizar os impactos, como a mobilização de empregados administrativos para atividades operacionais. A greve ocorre em um contexto de crise financeira, com os Correios registrando um prejuízo de R$ 2,4 bilhões no segundo trimestre. A empresa também busca garantias do Tesouro Nacional para um novo financiamento junto a bancos privados e abriu um novo Plano de Demissão Voluntária (PDV) para trabalhadores de unidades incluídas no programa. Além do julgamento no TST, questões sobre o plano de saúde estão sendo analisadas em um processo relacionado a um acordo firmado após a greve de 2025.