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Coordenador é investigado por suspeita de castigar alunos em Colégio Militar

Fonte: portalonorte.com.br | Data: 21/09/2026 11:53:23

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O Ministério Público do Tocantins (MPTO) instaurou um Inquérito Civil Públicopara investigar o coordenador do Colégio Militar do Estado do Tocantins – Unidade XX Duque de Caxias, no distrito de Taquaruçu, em Palmas. Segundo a apuração, o servidor é suspeito de impor castigos físicos, ofensas e tratamento considerado cruel a estudantes que não usavam o uniforme oficial durante um evento escolar.

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A investigação é conduzida pela 10ª Promotoria de Justiça da Capital e teve início após uma denúncia anônima registrada na Ouvidoria do MPTO em maio deste ano.

ALUNOS RELATARAM PUNIÇÕES

De acordo com o Ministério Público, relatos de estudantes e documentos encaminhados pela direção da escola e pela Superintendência Regional de Educação registraram episódios de punição coletiva.

Segundo os depoimentos, as sanções teriam incluído gritos, tratamento ríspido e esforço físico considerado degradante, como carregar pedaços de madeira e tijolos pelo pátio da unidade.

O MPTO informou que as condutas, caso confirmadas, podem representar violação aos direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

CORREGEDORIA DA PM FOI ACIONADA

Como o coordenador investigado é militar, a Secretaria de Estado da Educação informou que não possui competência funcional para instaurar procedimento disciplinar contra ele.

Diante disso, o MPTO acionou a Corregedoria da Polícia Militar do Tocantins para a adoção das providências cabíveis na esfera disciplinar.

A Polícia Militar informou que também encaminhou os dados relacionados ao caso ao MPTO e à Ouvidoria da Seduc.

SEDUC DIZ QUE NÃO COMPACTUA COM CONDUTAS IRREGULARES

Em nota conjunta, a Secretaria de Estado da Educação informou que realizou análises preliminares na unidade após tomar conhecimento das denúncias e encaminhou os relatórios ao Ministério Público.

A pasta afirmou que não compactua com condutas que violem os direitos dos estudantes e destacou que as práticas disciplinares devem respeitar a legislação educacional e o Estatuto da Criança e do Adolescente.

A Polícia Militar também informou que adotou orientações para o corpo administrativo, professores e alunos da unidade, reforçando que a disciplina deve ser exercida com respeito à dignidade humana e à integridade física e emocional.

ESCOLA TERÁ DE INFORMAR MEDIDAS

O MPTO estabeleceu prazo de dez dias úteis para que a Seduc e a direção da escola informem quais medidas foram adotadas para adequar o regimento interno e garantir acompanhamento psicológico aos estudantes envolvidos.

A defesa do coordenador não havia sido localizada até a última atualização. A investigação ainda está em andamento e deverá apurar as circunstâncias dos fatos e eventual responsabilidade dos envolvidos.