Ações contra comunicação ilícita são realizadas em presídios no MS
Fonte: diariodigital.com.br | Data: 23/09/2026 19:00:00
Até o momento, em 2026, houveram 69 fiscalizações nos estabelecimentos penais no estado
Ações de combate à atuação de organizações criminosas em unidades prisionais foram intensificadas, nesta semana, pela Polícia Penal de Mato Grosso do Sul.
A operação pente-fino é realizada, nesta quarta-feira (23), com equipes operacionais, inteligência e tecnologia afim de identificar vulnerabilidades e recolher materiais proibidos, na Penitenciária Estadual de Dourados (PED), a maior penitenciária do estado.
Integrando mais uma fase da Operação MUTE, promovida pela Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais) em todo o país, os trabalhos tem o objetivo de enfrentar as comunicações ilícitas nos presídios, em mobilização integrada em diferentes estados.
Participaram da ação na PED policiais penais da unidade, equipes do Comando de Operações Penitenciárias (COPE) e da Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário (GISP), sob coordenação da Diretoria-Geral da Polícia Penal e da Diretoria de Operações da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), além da atuação da Força Penal Nacional (FPN).
Também houve pente-fino no Estabelecimento Penal Masculino de Coxim nesta fase.
Com a ampliação do uso de recursos tecnológicos, por meio da MUTE, na rotina de segurança penitenciária, são utilizados equipamentos como georradares e kits de varredura, aumentando a capacidade de identificação de materiais e pontos de vulnerabilidade nas estruturas prisionais.
69 operações pente-fino em 2026
Nas ações realizadas nesta semana, em Dourados e Coxim, fazem parte de uma rotina permanente de fiscalização da Polícia Penal de MS.
Com a operação em andamento, somente neste ano, foram realizadas 69 grandes operações de revista e fiscalização em estabelecimentos penais do estado, além de inspeções realizadas de forma regular pelos agentes. A partir de informações operacionais e de inteligência, os procedimentos planejados abrangem celas, galerias e áreas de segurança.
Fiscalizações possibilitam detectar vulnerabilidades, retirar materiais proibidos e aperfeiçoar continuamente os mecanismos de controle das unidades.
A partir das informações produzidas pelas equipes de inteligência, auxiliam na definição de locais, momentos e métodos empregados nas operações, possibilitando direcionar os recursos disponíveis conforme as necessidades identificadas.
Tecnologia contra a comunicação ilícita
A tecnologia de detecção de sinais de telefonia móvel, uma das ferramentas incorporadas à estratégia de segurança, é utilizada na Operação Modo Avião, realizada em MS entre 8 e 18 de setembro, em 16 estabelecimentos penais, sendo possível detectar sinais de telefonia móvel em um raio de até 100 metros.
Inteligência orienta atuação da Polícia Penal
Com o uso de tecnologia, conforme o diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, não substitui a atuação dos policiais penais. Ao contrário, pois dados obtidos pelos equipamentos contribuem para tornar as ações de segurança mais precisas e direcionadas.
“Esse modelo combina monitoramento, análise de informações, planejamento operacional e presença dos policiais penais nas unidades, permitindo identificar possíveis vulnerabilidades e atuar de forma preventiva”, comenta.
A Operação MUTE integra uma estrutura de segurança, conforme o dirigente, com ações de revista, inteligência e fiscalização de forma contínua nas unidades prisionais.
“Com a combinação de experiência operacional, inteligência e tecnologia, a Polícia Penal amplia sua capacidade de prevenção, identificação de vulnerabilidades e resposta às tentativas de utilização do sistema prisional para atividades criminosas”, finaliza.