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Anvisa alerta para o preparo caseiro de caneta emagrecedora ilegal

Fonte: gauchazh.clicrbs.com.br | Data: 23/09/2026 19:10:20

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Marcelo Camargo / Agência Brasil/Divulgação
Como a tirzepatida caseira não passou por nenhuma avaliação, é impossível comprovar se o princípio ativo da substância está presente.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta quarta-feira (23) um alerta para o risco de contaminação no uso caseiro de medicamentos injetáveis. 

No alerta, a agência diz que detectou publicações nas redes sociais de ofertas de tirzepatida em pó — princípio ativo utilizado em canetas emagrecedoras —, junto com tutoriais em que os próprios pacientes diluem e aplicam a substância em casa.

A Anvisa reforça que não é seguro manipular e utilizar medicamentos que não foram produzidos em um ambiente estéril e que o uso pode resultar em infecções. 

Tirzepatida

A tirzepatida é um medicamento injetável agonista do receptor de GLP-1. Utilizado no tratamento do diabetes tipo 2 e, em casos específicos, no controle do peso corporal.

O medicamento regulamentado é vendido em farmácias, desde que o paciente tenha a devida prescrição médica emitida por um profissional competente.

O comércio ilegal desses medicamentos é alvo de ações policiais. A Anvisa tem avaliado medidas para ampliar a proteção e segurança de medicamentos injetáveis de GLP-1, motivadas pelo crescimento irregular da sua manipulação, que pode afetar a saúde dos pacientes.

Riscos

Como a tirzepatida caseira não passou por nenhuma avaliação, é impossível comprovar se o princípio ativo da substância está presente. Não é possível comprovar sua concentração, nem a presença de impurezas e agentes contaminantes.

“Ao injetar um produto contaminado, microrganismos podem ser introduzidos diretamente no organismo, sem as barreiras naturais de proteção da pele. Isso pode resultar em infecções no local da aplicação, com dor, vermelhidão, inchaço e formação de abscessos” diz a Anvisa.

Em casos mais graves, pode causar Sepse, uma infecção geral que pode levar à internação, falência de órgãos e até à morte.

Medicamento sem estudo

Segundo a Anvisa, foi localizado conteúdos sobre a manipulação caseira do CBL-514, um peptídeo sintético que ainda está em fase 2 de estudo, ou seja ainda não tem registro nem autorização para venda. 

O produto e sua eficácia ainda estão sendo avaliados em ensaios clínicos. Enquanto isso, não é considerado um produto autorizado para uso comercial.

Produtos regulares

As canetas que têm registro da Anvisa são compostas por semaglutida (Ozempic e Wegovy, da Novo Nordisk, além de marcas nacionais, como Ozivy, da EMS) e tirzepatida (Mounjaro, da Eli Lilly). Ou seja, tiveram eficácia, segurança e processo produtivo avaliados.