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Mais de 100 pessoas processam montanha-russa por lesões cerebrais

Fonte: brasilemfolhas.com.br | Data: 24/09/2026 05:01:00

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Mais de 100 pessoas afirmam ter sofrido lesões cerebrais traumáticas após utilizarem a montanha-russa X2, no parque Six Flags Magic Mountain, na Califórnia, nos últimos dois anos. Três ações judiciais foram protocoladas contra a empresa nesta semana, enquanto o escritório de advocacia Dordick Law Corporation indica a possibilidade de novas petições nas próximas semanas.

Os relatos ganharam força após dois casos graves ocorridos em julho. Uma mulher de 40 anos e outra de 25 perderam a consciência durante o passeio e passaram por cirurgias cerebrais de emergência. Médicos atribuíram as lesões a um evento traumático causado por aceleração e desaceleração rápidas. A paciente de 40 anos precisou reaprender a falar e andar, enquanto a jovem de 25 permanece em coma.

Um dos novos processos foi movido por um advogado que afirma ter sofrido hemorragia cerebral em fevereiro. Ele relata ter passado por diversas cirurgias e apresenta perda de memória e dificuldades cognitivas que o impedem de trabalhar. Centenas de pessoas procuraram a banca de advocacia, mas parte dos casos foi descartada por falta de documentação médica ou prazos legais expirados.

A X2 está fechada desde 12 de julho, após um incidente no dia 5 do mesmo mês. A Cal/OSHA, órgão de fiscalização de parques na Califórnia, abriu investigação sobre o caso, mas informou que não divulgará detalhes enquanto a apuração estiver em andamento. A atração atinge 122 km/h, possui queda de 61 metros e assentos que giram 360 graus.

Registros de quase duas décadas indicam mais de dez casos de lesões graves e hospitalizações na atração. Processos anteriores associaram a X2 às mortes de duas pessoas, em 2010 e 2022. No caso ocorrido em 2022, a família e os responsáveis pela atração firmaram acordos confidenciais este ano.

O Six Flags não comentou as novas ações e afirmou que não se manifesta sobre processos em andamento. Em defesas anteriores, o parque negou que a força da atração fosse suficiente para causar lesões cerebrais em passageiros que seguissem as instruções de segurança, alegando que o equipamento passa por testes regulares e possui avisos de risco.