Aviação doméstica brasileira atinge recorde de 68 milhões de passageiros transportados
Fonte: diarioinduscom.com.br | Data: 24/09/2026 05:06:53
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O Brasil voltou a bater mais um recorde na aviação doméstica. De janeiro a agosto deste ano, o país superou pela primeira vez na história a marca de 68,3 milhões de passageiros – um aumento de 4% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando voaram pelo país 65,8 milhões de pessoas. O país registrou ainda o melhor agosto da história, com 8,93 milhões de passageiros domésticos – um acréscimo de 2,3% na comparação com o mesmo mês de 2025, que registrou a marca de 8,73 milhões de passageiros. O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, comemorou os bons números: “O novo recorde de passageiros na aviação doméstica mostra a força do turismo brasileiro e a crescente procura pelos nossos destinos. Mais brasileiros viajando pelo país representam uma maior movimentação em toda a cadeia turística, gerando emprego, renda e desenvolvimento para diferentes regiões do país. Esse resultado reforça a importância de seguirmos ampliando, apoiando e qualificando a oferta turística nacional”, afirmou o ministro.
GARANTIA LOCATÍCIA GANHA ESPAÇO NO MERCADO IMOBILIÁRIO
A transformação digital do mercado imobiliário também está mudando a forma como proprietários e inquilinos formalizam contratos de locação. Nesse cenário, a garantia locatícia digital vem ganhando espaço como alternativa aos modelos tradicionais, ao combinar análise de dados, e agilidade na aprovação de documentos. A Avalyst, empresa do Grupo Solys e pioneira no setor de garantias digitais, já soma mais de 36,5 mil contratos ativos e movimenta aproximadamente R$ 2,5 bilhões por ano. A empresa atende atualmente cerca de 5 mil imobiliárias, principalmente de pequeno e médio porte, em todos os estados brasileiros. A abrangência nacional acompanha uma mudança no comportamento do mercado: a busca por soluções capazes de reduzir a burocracia e dar mais velocidade à locação tem diminuído a dependência do fiador tradicional. Segundo Rogério Tavares, CEO da Avalyst, o modelo convencional perdeu espaço principalmente porque pode tornar o processo de locação mais demorado e gerar desconforto para o inquilino. “O mercado de locação precisa cada vez mais de velocidade. A burocracia do modelo tradicional de garantia pode fazer com que um negócio que já está maduro não avance. Quando a garantia é digital, o processo fica mais simples, rápido e adequado ao comportamento atual do consumidor”, afirma. Entre as alternativas disponíveis estão a garantia locatícia digital, que pode ser liberada em poucos minutos e ter o pagamento realizado por cartão de crédito ou até mesmo por boleto mensal, e a caução digital, modalidade que pode atender clientes com maior restrição de crédito ou que simplesmente preferem esse formato de garantia.
REDUÇÃO DO TEMPO PARA LOCALÇÃO
Um dos principais efeitos da digitalização é a redução do intervalo entre a escolha do imóvel e a assinatura do contrato. Com uma solução de garantia digital disponível, o interessado pode iniciar a contratação ainda durante a visita ao imóvel. O processo pode envolver análise de documentos, aprovação, escolha da modalidade de garantia e assinatura digital, realizadas pelo celular. Dessa forma, caso o imóvel esteja com a documentação e a vistoria prontas, o interessado pode concluir a contratação e sair com as chaves no mesmo dia. “Quando a tecnologia consegue colocar todas essas etapas na mão do cliente, pelo celular, a locação deixa de depender de uma sequência de processos burocráticos. Gostou do imóvel, está aprovado, a vistoria está pronta e a garantia foi contratada: o negócio pode ser concluído naquele momento. Para a imobiliária, isso representa mais velocidade e menor risco de perder uma oportunidade por demora no processo”, explica o CEO da Avalyst.
INADIMPLÊNCIA VOLTA A CRESCER NO PARANÁ
O Serviço de Inteligência de Mercado da Associação Comercial do Paraná (ACP), com dados da Equifax, divulgou os indicadores atualizados de inadimplência de pessoa física no Paraná, em Curitiba e em outros municípios paranaenses. Os números mostram retomada do crescimento da inadimplência ao longo do mês de agosto, após uma leve redução observada na segunda quinzena de julho. No Paraná, o número de consumidores inadimplentes teve um aumento de 0,2%, passando de 3.198.962 em 15 de julho para 3.207.736 em 1º de agosto, chegando a 3.230.603 de inadimplentes em 15 de agosto. Em Curitiba, o movimento também foi de crescimento. Ainda que o número de pessoas físicas com restrições tenha se mantido estável de 15 de julho até 1º de agosto (com 578.419 pessoas), ele teve um aumento de 0,5% em 15 de agosto, totalizando 581.110 inadimplentes. “Os números mostram que, depois de um período de relativa estabilidade, a inadimplência voltou a apresentar uma trajetória de alta. É importante acompanhar esse movimento com atenção, porque o aumento das restrições de crédito impacta não apenas o consumidor, mas também o comércio e toda a cadeia econômica. O monitoramento frequente permite compreender melhor esse cenário e buscar alternativas para estimular o consumo responsável e a recuperação financeira das famílias”, afirma o presidente da ACP, Paulo Mourão.
NOVOS NEGÓCIOS CRESCEM 14% NO PAÍS, MAS PRESENÇA DIGITAL É UM DESAFIO
Apesar de empreenderem mais, garantir a longevidade dos negócios ainda é um desafio para os brasileiros. Se por um lado o ambiente digital trouxe facilidades para a criação de empreendimentos, por outro, exige estratégias específicas para disputar a atenção do consumidor em meio à maior concorrência, o que pode ser uma dificuldade para parte dos empreendedores, como revelam dados do Sebrae e da HostGator. O Brasil registrou a abertura de 3,6 milhões de empreendimentos entre janeiro e julho deste ano, alta de 14% em relação ao mesmo período de 2025, conforme estudo do Sebrae com base em informações da Receita Federal. Desse total, quase 97% são pequenos negócios, e a instituição reconhece que garantir um cenário propício ao desenvolvimento desses novos empreendimentos é desafiador. “Nosso desafio é trabalhar para que o ambiente de negócios se torne cada vez mais favorável e assegurar a esses empreendedores as condições necessárias para que eles continuem crescendo e investindo em inovação, capacitação e aumento da produtividade”, afirma o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares.
DESBUROCRATIZAÇÃO DE PROCESSOS
Um dos fatores que tem contribuído para o maior interesse dos brasileiros em empreender é a desburocratização de processos a partir da digitalização de serviços. A internet facilitou a abertura de negócios, mas também aumentou a competitividade e passou a exigir a estruturação e o gerenciamento da presença digital. Parte dos empreendedores já entendeu essa necessidade. De acordo com levantamento da HostGator, mais de 600 mil sites foram configurados pela plataforma entre janeiro e agosto deste ano. Entre os sites ativos, 62% têm domínio próprio e 60,7% utilizam ferramentas de Inteligência Artificial (IA). “Os dados mostram que criar essa base própria está cada vez mais rápido e acessível, mesmo para quem não tem conhecimento técnico”, analisa o especialista de SEO da HostGator, Fernando Carvalho. Ele destaca que a busca por presença digital própria entre os pequenos negócios vem aumentando nos últimos anos.
IMPORTAÇÕES CRESCEM NO BRASIL, MAS NEM SEMPRE PREÇO BAIXO É VANTAGEM
As importações brasileiras cresceram 7,6% em julho de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo dados consolidados da Secretaria de Comércio Exterior, ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O avanço reforça a relevância das compras internacionais para as empresas brasileiras, mas, para Gustavo Braz, CEO do Grupo PMD, uma operação de importação não deveria começar pela busca do produto mais barato. Na avaliação do executivo, a importação passa a ter valor estratégico quando está conectada a uma demanda já identificada e aos planos de crescimento da empresa. Isso significa analisar não apenas quanto custa comprar no exterior, mas também giro, margem real, capacidade de distribuição e aderência do produto ao público atendido. “O empresário não deveria começar perguntando quanto determinado produto custa fora do Brasil. Antes disso, precisa entender se existe demanda, quem vai comprar, qual será a margem depois de todos os custos e como aquele item fortalece a operação. O menor preço, sozinho, não sustenta uma estratégia de crescimento”, afirma Gustavo Braz. Uma diferença elevada entre o preço de fábrica e o valor de venda também não garante um bom negócio. Se o produto demora para girar, exige capital parado em estoque ou não encontra espaço nos canais que a empresa já atende, a margem projetada pode desaparecer antes mesmo da venda. Para o empresário, é justamente o conhecimento acumulado sobre clientes e distribuição que ajuda a diminuir esse risco. Empresas que acompanham quais categorias possuem maior saída, quais demandas permanecem sem atendimento e onde estão as melhores margens conseguem buscar fornecedores internacionais de forma mais direcionada.
VAREJO NACIONAL CRESCEU 0,5% EM AGOSTO
As importações brasileiras cresceram 7,6% em julho de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo dados consolidados da Secretaria de Comércio Exterior, ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O avanço reforça a relevância das compras internacionais para as empresas brasileiras, mas, para Gustavo Braz, CEO do Grupo PMD, uma operação de importação não deveria começar pela busca do produto mais barato. Na avaliação do executivo, a importação passa a ter valor estratégico quando está conectada a uma demanda já identificada e aos planos de crescimento da empresa. Isso significa analisar não apenas quanto custa comprar no exterior, mas também giro, margem real, capacidade de distribuição e aderência do produto ao público atendido. “O empresário não deveria começar perguntando quanto determinado produto custa fora do Brasil. Antes disso, precisa entender se existe demanda, quem vai comprar, qual será a margem depois de todos os custos e como aquele item fortalece a operação. O menor preço, sozinho, não sustenta uma estratégia de crescimento”, afirma Gustavo Braz. Uma diferença elevada entre o preço de fábrica e o valor de venda também não garante um bom negócio. Se o produto demora para girar, exige capital parado em estoque ou não encontra espaço nos canais que a empresa já atende, a margem projetada pode desaparecer antes mesmo da venda. Para o empresário, é justamente o conhecimento acumulado sobre clientes e distribuição que ajuda a diminuir esse risco. Empresas que acompanham quais categorias possuem maior saída, quais demandas permanecem sem atendimento e onde estão as melhores margens conseguem buscar fornecedores internacionais de forma mais direcionada.