Lindbergh Farias pede busca em jatinhos envolvidos com Flávio Bolsonaro
Fonte: diariodoestadogo.com.br | Data: 26/09/2026 06:08:18
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou um pedido junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando que aeronaves vinculadas a Daniel Vorcaro e ao advogado Willer Tomaz sejam alvos de uma operação de busca e apreensão. O parlamentar argumenta que essa medida se faz necessária para preservar provas que possam esclarecer o uso de jatos por Flávio Bolsonaro, amigo próximo de Tomaz.
No requerimento, Lindbergh cita especificamente um jato modelo Legacy 650, que foi utilizado por Flávio Bolsonaro em uma viagem de retorno da Flórida, EUA, para Brasília em janeiro de 2025. A mesma aeronave também foi utilizada meses depois pelo ministro do STF Alexandre de Moraes e sua esposa.
Entre os itens solicitados pelo deputado estão a apreensão de diários de bordo, listas de passageiros, registros de voos, além de dados dos sistemas embarcados recentes da referida aeronave. Lindbergh pediu também medidas cautelares para garantir a preservação das provas, como a apreensão e a indisponibilidade das aeronaves, além de consultas a órgãos como a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Polícia Federal e órgãos aeroportuários.
A petição apresentada pelo deputado destaca que a estrutura logística e patrimonial ligada a Willer Tomaz atuaria como um “hub financeiro”, servindo reiteradamente a parlamentares sob investigação. Lindbergh menciona registros de voos, uso de imóveis e movimentações financeiras suspeitas que reforçam a necessidade da investigação.
Segundo informações divulgadas por O GLOBO e pela revista “piauí”, Flávio Bolsonaro e sua família utilizaram o jato de Vorcaro para retornar à Brasília. Willer Tomaz confirmou que o custo do voo foi totalmente arcado por ele e que Flávio e sua família foram convidados, portanto, viajaram sem custos.
Adicionalmente, a investigação revelou que havia uma reserva anterior na mesma aeronave envolvendo Flávio e sua família. Em declarações, Flávio afirmou que acreditava que o jato pertencia a Willer, o que levanta novas questões sobre a utilização dos bens e os vínculos entre os envolvidos.
Esse pedido de Lindbergh ao STF marca mais um capítulo na complexa relação entre políticos, empresários e o uso de recursos públicos, evidenciando a urgência de apurar as ligações suspeitas que envolvem personalidades de destaque no cenário político brasileiro.
Com a pressão crescente por transparência e responsabilidade, o desenrolar dessa investigação promete atrair ainda mais atenção, colocando em evidência os métodos de operação e as conexões que existem entre as figuras públicas e seus financiadores.