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Dono da Havan não deu dinheiro a Flávio; veja maiores doações

Fonte: ultimosegundo.ig.com.br | Data: 27/09/2026 11:42:21

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Luciano hang, dono da Havan

Edilson Rodrigues / Agencia Senado

Luciano hang, dono da Havan

O empresário Luciano Hang, dono da Havan, não fez doação para a campanha de Flávio Bolsonaro (PL)  nas eleições 2026, apesar de ter destinado R$ 1 milhão à campanha de Jair Bolsonaro em 2022. A uma semana do primeiro turno, Hang registrou R$ 300 mil em doações eleitorais neste ano, mas os recursos foram direcionados a candidatos a deputado estadual e federal.

Em 2022, o empresário desembolsou cerca de R$ 1,6 milhão para campanhas eleitorais. Do total, R$ 1 milhão foi destinado diretamente à candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República.

Neste ano, até o momento, não há registro de contribuição de Hang para Flávio Bolsonaro na prestação de contas eleitoral.

A diferença aparece em um momento em que a campanha do senador concentra a maior parte de seus recursos em repasses partidários, enquanto as doações individuais representam uma parcela menor do total arrecadado.

Quanto Flávio Bolsonaro arrecadou

Até 24 de setembro, a campanha de Flávio Bolsonaro havia declarado R$ 56,9 milhões em receitas.

A maior parte do dinheiro veio do Partido Liberal (PL). A legenda havia repassado aproximadamente R$ 53,5 milhões para a campanha, segundo os dados de prestação de contas disponíveis.

As doações feitas diretamente por pessoas físicas somavam cerca de R$ 3,27 milhões no período.

Os valores podem sofrer alterações durante a campanha, já que as candidaturas continuam obrigadas a registrar novas receitas e despesas na Justiça Eleitoral.

O acompanhamento dos recursos pode ser feito por meio do sistema DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que reúne informações sobre candidatos, partidos, receitas e gastos eleitorais.

Dono da Havan doou quanto em 2026?

Luciano Hang registrou R$ 300 mil em doações neste ano, segundo o levantamento publicado pelo O Globo.

O valor representa uma redução em relação à participação financeira do empresário nas eleições de 2022, quando ele destinou aproximadamente R$ 1,6 milhão para campanhas.

Naquele pleito, o maior aporte individual foi para Jair Bolsonaro: R$ 1 milhão.

No entanto, esse ano o empresário não aparece entre os doadores da candidatura de Flávio Bolsonaro.

Os R$ 300 mil registrados neste ano foram destinados a candidaturas para a Câmara dos Deputados e para assembleias legislativas.

A ausência de uma doação para Flávio não permite, por si só, concluir sobre a relação política entre o empresário e o candidato. O dado registrado na prestação de contas é que, até o momento do levantamento, não há contribuição de Hang para a campanha presidencial.

Quem são os maiores financiadores da campanha de Flávio

Partido Liberal
O maior responsável pelo financiamento da campanha de Flávio Bolsonaro é o próprio Partido Liberal.

A legenda havia repassado aproximadamente R$ 53,5 milhões à candidatura até 24 de setembro. O montante representa a maior parte dos R$ 56,9 milhões declarados pela campanha.

Erasmo Carlos Battistella
Entre os maiores doadores individuais aparece Erasmo Carlos Battistella, CEO da Be8.

O empresário destinou R$ 500 mil à campanha de Flávio Bolsonaro.

Battistella também fez uma doação de R$ 500 mil para a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo levantamento publicado pela Folha de S.Paulo.

Walter Schlatter
Outro nome entre os maiores doadores é Walter Schlatter, prefeito de Chapadão do Sul (MS).

Ele destinou R$ 300 mil para a campanha de Flávio.

Em 2022, Schlatter havia doado R$ 700 mil para Jair Bolsonaro, sendo R$ 500 mil no primeiro turno e R$ 200 mil no segundo.

Waldemar Verdi Junior
Waldemar Verdi Junior, presidente do conselho do Grupo Rodobens, um conglomerado empresarial brasileiro com atuação destacada nos setores financeiro, automotivo e imobiliário, aparece com uma contribuição de R$ 180 mil para a campanha de Flávio Bolsonaro.

Marco Antonio Branquinho Junior
Outro doador individual de destaque é Marco Antonio Branquinho Junior, que destinou R$ 125 mil. Ele é CEO da Vicunha, uma das maiores empresas de têxteis da América Latina.

Também aparecem nos registros nomes como Taicia Fofanoff Junqueira, com R$ 122 mil, e Alexandre Ribeiro Chequer, com R$ 120 mil.

Os valores correspondem aos registros disponíveis na prestação de contas até o período analisado e podem ser atualizados ao longo da campanha.

Veja os maiores valores

Até o momento, os principais recursos declarados para a campanha de Flávio Bolsonaro estão distribuídos da seguinte forma:

  • Partido Liberal (PL): R$ 53,5 milhões
  • Erasmo Carlos Battistella: R$ 500 mil
  • Walter Schlatter: R$ 300 mil
  • Waldemar Verdi Junior: R$ 180 mil
  • Marco Antonio Branquinho Junior: R$ 125 mil
  • Taicia Fofanoff Junqueira: R$ 122 mil
  • Alexandre Ribeiro Chequer: R$ 120 mil

O total declarado pela campanha chegava a R$ 56,9 milhões até 24 de setembro.

É importante diferenciar as doações feitas diretamente à candidatura dos recursos transferidos pelo partido. A legislação permite que as legendas destinem recursos de suas contas às campanhas, e esses repasses aparecem na prestação de contas dos candidatos.

Como funciona o financiamento eleitoral

As campanhas brasileiras podem receber recursos de diferentes fontes autorizadas pela legislação eleitoral. Entre elas estão os recursos públicos destinados aos partidos e às campanhas, além das doações de pessoas físicas.

As empresas não podem fazer doações eleitorais desde 2015, após decisão do Supremo Tribunal Federal. Pessoas físicas, por outro lado, podem contribuir dentro dos limites estabelecidos pela legislação.

Por isso, os valores registrados nas prestações de contas permitem identificar quanto cada candidato recebeu e qual foi a origem declarada dos recursos.

No caso de Flávio Bolsonaro, os dados disponíveis mostram uma concentração significativa dos recursos em repasses do Partido Liberal, enquanto as contribuições individuais representam uma parcela menor da arrecadação.

As prestações de contas ainda podem receber atualizações antes da consolidação definitiva dos dados eleitorais.