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Gilmar Mendes defende identificação de ministros citados nas investigações do Banco Master

Fonte: itabiraonline.com.br | Data: 28/09/2026 21:56:27

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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu nesta segunda-feira (28) que sejam identificados todos os ministros da Corte e outros magistrados que aparecem nas investigações relacionadas ao Banco Master e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A manifestação foi apresentada em uma questão de ordem no processo que analisa a possibilidade de abertura de investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes.

Segundo Mendes, o julgamento sobre a abertura de investigação contra Moraes deve permanecer suspenso até que o Supremo seja informado sobre quais magistrados foram mencionados nas conversas extraídas do celular de Vorcaro.

O ministro afirmou que uma análise restrita a determinados nomes poderia deixar de considerar outros envolvidos ou mencionados nos materiais investigados. Para Mendes, a identificação é necessária também para verificar eventuais situações de impedimento ou suspeição de ministros nos processos relacionados ao Banco Master.

“Apuração parcial é apuração viciada, porque o recorte do objeto já constitui, ele próprio, um juízo prévio sobre o que merece e o que não merece ser esclarecido”, afirmou.

Mendes acrescentou que, sem a identificação dos integrantes da Corte mencionados e das circunstâncias em que aparecem nos materiais, não seria possível definir quem poderia participar das votações nos processos relacionados ao caso.

As relações entre Vorcaro e integrantes do Judiciário vêm sendo analisadas a partir de mensagens e outros documentos obtidos nas investigações. Reportagens já apontaram referências a diferentes ministros do STF, embora a menção em mensagens ou contatos não constitua, por si só, comprovação de irregularidade.

O julgamento que discute se o STF poderá abrir uma investigação sobre a conduta de Alexandre de Moraes está suspenso desde 15 de setembro, quando o ministro Flávio Dino pediu vista do processo. O prazo para devolução do caso para julgamento é de até 90 dias.