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Medição inteligente amplia desafios no setor elétrico

Fonte: revistapegn.globo.com | Data: 30/09/2026 12:25:55

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Avanço regulatório aumenta demanda por escala, gestão de dados, interoperabilidade e segurança cibernética nas redes de distribuição

Divulgação
Divulgação — Foto: CAS Tecnologia

A digitalização das redes de distribuição de energia ganhou novo impulso em 2026. A Portaria Normativa MME nº 126/2026 determinou que as concessionárias assegurem a implantação adicional de sistemas de medição inteligente correspondente a 2% ao ano das unidades consumidoras de suas áreas de concessão, durante 24 meses, contados desde 1º de março.

Entre as funcionalidades mínimas estão leitura remota, alarmes antifraude, segurança cibernética, interoperabilidade, comunicação com infraestruturas AMI — Advanced Metering Infrastructure (Infraestrutura Avançada de Medição) — e gestão do consumo por meio de interface em aplicativo disponibilizado pela distribuidora. A norma também prevê tarifação por horário de uso e integração com o faturamento.

Com mais unidades gerando informações remotamente, cresce a infraestrutura necessária para transmitir, armazenar, processar, validar e utilizar esses dados. A transformação, portanto, vai além da substituição dos medidores.

Medidor inteligente representa uma das camadas do sistema

A segunda fase da Consulta Pública nº 1/2026 da ANEEL apresentou uma proposta que define quatro componentes integrados: medidor, comunicação, gestão de dados e interface com o consumidor. As informações coletadas precisam abastecer plataformas analíticas da medição, faturamento, aplicações operacionais e canais de relacionamento.

Em paralelo, o mercado livre será aberto à baixa tensão em duas etapas. Segundo o Ministério de Minas e Energia, consumidores industriais e comerciais poderão migrar em novembro de 2027. Em novembro de 2028, a possibilidade chegará aos demais, incluindo os residenciais. A distribuidora continuará responsável pela rede, mas a escolha do fornecedor reforça a importância de dados confiáveis e processos integrados.

O ecossistema reúne medidores de diferentes fabricantes, equipamentos de comunicação, sistemas existentes e novas plataformas. O desafio está em integrar esses elementos e manter a disponibilidade das informações com o aumento dos dispositivos conectados.

Digitalização amplia o volume de informações

Cada medidor pode gerar leituras, eventos e alarmes. Por isso, a infraestrutura precisa processar volumes crescentes de mensagens, integrar-se a outros sistemas e recuperar-se de indisponibilidades.

É nessa interseção que atua a CAS Tecnologia, na gestão e diagnóstico da infraestrutura AMI — Advanced Metering Infrastructure (Infraestrutura Avançada de Medição) — com telemetrias inteligentes no campo, plataformas e integrações entre sistemas e dispositivos, e digitalização em Redes Inteligentes — “Smart Grids”. A empresa está presente em 88% das maiores concessionárias de energia do Brasil, o equivalente a 29 das 33 distribuidoras com mais de 400 mil unidades consumidoras.

O Hemera gerencia dados de medição e os integra aos processos operacionais e comerciais. Integrado à plataforma, o Neuron usa Inteligência Artificial para analisar grandes volumes de informações, apoiar o diagnóstico da telemedição e antecipar indícios de falhas ou anomalias. A solução ajuda a direcionar inspeções e ações de manutenção e proteção da receita.

Conectividade amplia atenção à segurança cibernética

A Portaria nº 126/2026 exige mecanismos de segurança cibernética e interoperabilidade. A proteção acompanha o dado desde a unidade consumidora até os sistemas de gestão e faturamento, com controle de acesso, rastreabilidade e integridade das informações.

Os ambientes da CAS Tecnologia passam por avaliações periódicas. Na mais recente, a companhia registrou score 92 e classificação A em segurança cibernética.

“O aumento dos medidores é a parte mais visível da digitalização, mas existe uma infraestrutura maior por trás de cada equipamento. Os dados precisam chegar com integridade aos sistemas operacionais e comerciais. Quando a operação alcança milhões de dispositivos e mensagens, integração, escalabilidade e segurança cibernética precisam ser tratadas em conjunto”, afirma Octavio Brasil, gerente de marketing da CAS Tecnologia.

Testes avaliam processamento em grande escala

Testes publicados pela Oracle simularam o processamento de 33,8 milhões de medidores: 576 milhões de mensagens por dia, ou 24 milhões por hora. Após uma indisponibilidade, o volume acumulado voltou ao normal em até 12 horas, enquanto novas mensagens eram tratadas.

Além da meta de curto prazo, a Portaria determinou que as distribuidoras apresentem à ANEEL, até 29 de fevereiro de 2028, análises de custo-benefício que considerem infraestrutura de comunicação e software, erros de leitura, perdas não técnicas, custos operacionais e ganhos de escala.

Experiência alcança outros ambientes conectados

Na Medição Individualizada, hardware, software e serviços permitem leituras remotas e o acompanhamento do consumo. As aplicações de IoT da CAS monitoram sensores e equipamentos em geradores, hospitais, redes de água e operações industriais.

O Hemera e outras soluções gerenciam mais de 4 milhões de pontos telemedidos. A CAS Tecnologia informa ter presença em 36 países e territórios. Por meio de parcerias globais, há mais de 7 mil gateways CAS em mais de 50 distribuidoras de água, com capacidade de gestão de mais de 35 milhões de medidores.

Formação profissional acompanha evolução tecnológica

A expansão digital também demanda profissionais preparados. A CAS Academy oferece treinamentos relacionados ao Hemera, integração de sistemas, hardwares inteligentes, dados de medição e plataformas analíticas.

Sobre a CAS Tecnologia

A CAS Tecnologia desenvolve equipamentos, softwares e serviços para coleta, comunicação e análise de dados de energia, água e gás. Atua em telemedição, redes inteligentes, IoT, ciência de dados e integração com sistemas corporativos e de faturamento.

A empresa adota o modelo de Employee Ownership, que permite aos colaboradores elegíveis adquirir participação acionária e busca estimular o envolvimento de longo prazo e a retenção de conhecimento especializado. Mais informações: castecnologia.com.br.

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