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Mensagens da PF Mostram Entregas de Sacolas e “Vinho” a Ex-Presidente do BRB Durante Negociação com Banco Master

Fonte: cn1.com.br | Data: 30/09/2026 16:19:05

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Mensagens da PF Mostram Entregas de Sacolas e “Vinho” a Ex-Presidente do BRB Durante Negociação com Banco Master

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Conversas extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro revelam repasses investigados em meio a tratativas para a compra da instituição financeira e aprovação no Banco Central

Por: Camaçari Notícias

Foto: Divulgação – Arquivo/Agência Brasil – Divulgação/BRB

O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, recebeu ao menos cinco sacolas e encomendas entregues pelo motorista do banqueiro Daniel Vorcaro em Brasília, em 2025, segundo mensagens extraídas pela Polícia Federal (PF) do celular de Vorcaro. As entregas ocorreram enquanto o BRB negociava a compra do Banco Master e buscava autorização do Banco Central (BC) para concluir a operação.

Nas conversas com Vorcaro, Costa chamava as retiradas de “reunião com o Sidney”, nome do motorista que administrava a casa do banqueiro no Lago Sul. Os detalhes desta apuração foram divulgados originalmente pelo BNews.

Sacola foi entregue antes do anúncio do negócio

Primeira movimentação suspeita ocorreu em fevereiro de 2025

A primeira entrega registrada ocorreu em 7 de fevereiro de 2025, antes de o negócio entre o BRB e o Master ser anunciado oficialmente.

Vorcaro perguntou a Costa onde “minha pessoa” poderia encontrá-lo no fim do dia. “Será que não podia pegar na casa?”, respondeu o então presidente do BRB. No dia seguinte, Costa perguntou se poderia passar na casa. “Sim. Sidney esperando”, respondeu Vorcaro. Ao motorista, Costa escreveu: “Paulo está indo pegar sacola”.

Mais tarde, o motorista avisou: “Dr Paulo já veio buscar”. Horas depois, Costa escreveu a Vorcaro: “Estive com o Sidnei”.

‘Vinho’ foi levado ao prédio de Costa

Termo era usado como código para propina em proposta de delação premiada

Em 14 de março, o motorista pediu a Vorcaro o endereço de Costa para fazer uma nova entrega. “Depois mandar end. PH deixar encomenda”, escreveu. Uma semana depois, o motorista buscou um contato que havia desembarcado em Brasília e pegou um documento. Vorcaro então orientou o envio de “vinho” à casa de Paulo. Na manhã seguinte, o motorista confirmou a entrega e o ex-presidente do BRB agradeceu.

Em uma proposta de delação premiada apresentada à PF, Vorcaro afirmou que “vinho” era um código para propina.

Encomenda chegou de São Paulo

Envio de jatos particulares e cobrança de reuniões com o motorista marcaram período de negociações

Em 23 de maio, enquanto BRB e Master negociavam com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), Vorcaro e Costa alinharam uma nova retirada com Sidney. Meses depois, em julho, Vorcaro pediu ao motorista para buscar uma encomenda com o piloto dos jatos do banqueiro que veio de São Paulo.

Nos dias seguintes, Vorcaro cobrou repetidamente se Costa havia ido “no Sidney”. O ex-presidente do BRB alegou dificuldades de agenda, até que o motorista confirmou a conclusão da entrega.

Delação cita R$ 50 milhões em criptomoedas e imóveis

Procuradoria-Geral da República rejeitou propostas de colaboração e defesas contestam vazamentos

Na proposta de delação premiada apresentada à PF, Vorcaro afirmou que parte da suposta propina destinada a Costa foi paga em criptomoedas, em valor estimado de R$ 50 milhões armazenados em pen drives. O banqueiro também citou entregas de dinheiro em espécie e o envolvimento de imóveis avaliados em R$ 146,5 milhões.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitou as propostas de delação de Vorcaro e de Costa. A defesa de Vorcaro repudiou a divulgação de sigilos e negou reconhecer a integridade do material, enquanto a defesa de Costa não respondeu aos contatos da reportagem.

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