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Gilmar critica uso político-eleitoral de investigações sem citar Master

Fonte: brasilemfolhas.com.br | Data: 30/09/2026 16:49:49

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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, voltou a criticar a condução das investigações do banco Master nesta quarta-feira (30), em discurso de homenagem ao primeiro ano da presidência de Luiz Edson Fachin. O decano afirmou que a atuação do colega na Lava Jato foi equilibrada, sem qualquer ato que pudesse indicar uso político-eleitoral das investigações.

Gilmar Mendes não fez menção direta ao caso Master ou ao ministro André Mendonça, mas voltou a criticar vazamentos seletivos. As declarações retomaram apontamentos feitos no julgamento de 15 de setembro, quando o STF analisou o caso Moraes-Vorcaro. Na ocasião, o decano disse que Mendonça estava motivado por interesses políticos.

A fala desta quarta-feira tinha, inicialmente, o objetivo de homenagear Fachin. Gilmar declarou que, em contexto de “temperatura elevada”, o presidente do Supremo mantém um “tom sóbrio” e com “comprometimento integral com a manutenção da constância, da tranquilidade e do ethos decisórios do Tribunal”.

O decano relembrou quando Fachin atuava como relator das investigações relacionadas à Operação Lava Jato e as discordâncias recorrentes entre os dois. “Nossos votos apontaram muitas vezes em sentidos opostos, a partir de compreensões distintas sobre o processo penal. Essa divergência, porém, jamais alcançou aquilo que nos unia: a convicção de que o juiz não é parte, nem instrumento de causa alguma”, afirmou.

Para o segundo ano da presidência de Fachin, iniciado às vésperas das eleições gerais de 2026, Gilmar disse que será necessário “equilíbrio e firmeza”. “Tenho a convicção de que Vossa Excelência seguirá fortalecendo esta Corte — com a serenidade, o rigor e a retidão que marcam sua vida pública — com vistas a aprimorar o serviço que ela presta ao povo brasileiro, e de que encontrará em seus pares o apoio necessário para essa tarefa”, declarou.

A fala também fez homenagens à atuação da presidência em julgamentos de 2026, como Ferrogrão, Penduricalhos e Marco Temporal.