Bandeira verde deixa conta sem taxa extra, mas 7 aparelhos podem continuar pesando no orçamento
Fonte: correio24horas.com.br | Data: 30/09/2026 17:42:11
Mesmo sem custo adicional da bandeira tarifária, equipamentos usados diariamente consomem energia e podem aumentar a fatura
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Amanda Cristina de Souza
Publicado em 30 de setembro de 2026 às 17:20

A conta de luz dá uma trégua em outubro, mas o alívio no bolso pode durar pouco se você não souber onde a energia realmente escorre. Com o retorno da bandeira verde, confirmado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a cobrança extra sai de cena graças às chuvas do Sul e do Sudeste, que rechearam os reservatórios e desativaram as termelétricas mais caras.
Mesmo sem a taxa adicional, sete equipamentos do seu dia a dia continuam pesando no orçamento doméstico. O segredo não está apenas no aparelho em si, mas no cálculo diário que combina tempo contínuo de tomada e potência instantânea.
Reduzir horas de uso do ar-condicionado. por Freepik
A bandeira verde limpa a cobrança e cobra apenas o consumo real do mês. O grande erro do consumidor, no entanto, é monitorar apenas os vilões clássicos e ignorar como certos hábitos transformam equipamentos comuns em consumidores vorazes.
Sete aparelhos exigem atenção redobrada no uso diário:
Ar-condicionado (Inverter vs. Tradicional): funciona como um maratonista do consumo. Se o aparelho passa oito horas ligado à noite com a temperatura ajustada em 18 °C em vez de 23 °C, o compressor trabalha sem parar na potência máxima, anulando o benefício da taxa zero da tarifa.
Chuveiro elétrico no modo inverno: representa o maior pico elétrico pontual da residência. Uma família de quatro pessoas que reduz o tempo de banho de 15 para 8 minutos elimina quase metade da demanda de pico do mês sem mudar nada em casa.
Airfryer e forno elétrico: concentram potências altíssimas (entre 1.400 W e 2.000 W) para gerar calor rápido. Usar o equipamento diariamente por uma hora equivale ao consumo diário de uma geladeira moderna inteira operando durante 24 horas.
Geladeira com borracha gasta ou sobrecarregada: opera em fluxo contínuo. Quando a vedação perde a pressão ou o fundo fica bloqueado por recipientes, o motor precisa ligar o dobro de vezes por hora para manter a temperatura interna.
Ferro de passar roupas: transforma eletricidade em calor de forma abrupta. Ligar o ferro todos os dias para passar duas peças consome significativamente mais energia do que acumular as roupas para uma única sessão semanal, devido ao custo energético de aquecer a base metálica repetidas vezes.
Computadores e consoles de alto desempenho: exigem fontes que operam entre 500 W e 850 W contínuos durante sessões longas de uso. Em rotinas de trabalho remoto integradas ao lazer noturno, o tempo prolongado de uso transforma o equipamento em um puxador silencioso de carga.
Micro-ondas em modo standby e uso prolongado: consome energia de forma constante no mostrador digital e atinge picos expressivos na função descongelar, quando passa longos minutos acionado na potência total.
Chuvas no Sul e Sudeste reativam bandeira verde
A virada na tarifa ocorre porque o volume constante de água nos reservatórios das regiões Sul e Sudeste permitiu substituir a geração térmica, mais cara e poluidora, pela geração hidrelétrica, que tem custo de produção consideravelmente menor.
O sistema de bandeiras tarifárias funciona como um indicador direto para o consumidor.
Bandeira Verde: condições favoráveis de geração; sem acréscimo na conta.
Bandeira Amarela e Vermelha: acionamento de termelétricas devido à seca; cobrança proporcional de taxa extra por quilowatt-hora consumido.
Com o nível das represas reestabelecido para o início do último trimestre, a bandeira verde traz previsibilidade para os orçamentos familiares. Garantir uma conta realmente baixa a partir de outubro, no entanto, depende diretamente da gestão estratégica do tempo de uso dos aparelhos dentro de casa.
