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Polícia identifica terceiro ocupante de avião que caiu em Água Boa

Fonte: paginapress.com.br | Data: 01/10/2026 01:34:02

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A Polícia Civil identificou como Frederico Antônio Gill Lopez, de 41 anos, o terceiro ocupante do avião Cessna N401NA, que caiu em uma propriedade rural de Água Boa, a 730 quilômetros de Cuiabá, no dia 10 de setembro.

A aeronave havia decolado de Goiânia sem autorização e, além de Frederico, tinha como ocupantes o paraguaio Luiz Alberto Martinez e o empresário Vanderlei Sattler, de 65 anos, proprietário do avião.

Segundo a investigação, a Polícia Civil suspeita que a aeronave poderia estar sendo utilizada para tráfico internacional de drogas.

A identificação de Frederico ocorreu após procedimentos realizados no cadáver, que ficou carbonizado após a queda da aeronave.

Investigação aponta possível rota internacional

Conforme informações levantadas pela investigação, a análise do itinerário indica como provável rota o deslocamento da aeronave para países vizinhos, com possível destino à Venezuela.

A hipótese também foi considerada a partir de relatos de familiares dos ocupantes. Segundo os investigadores, um dos passageiros teria informado que seguiria para o país.

Vanderlei Sattler havia adquirido a aeronave aproximadamente quatro meses antes do acidente. Natural de Montenegro, no Rio Grande do Sul, ele era sócio-administrador de uma empresa especializada em assessoria aeronáutica.

Negociação da aeronave entrou na investigação

Outro elemento analisado pela Polícia Civil é a forma como o avião foi adquirido.

Segundo o levantamento citado na investigação, a aeronave teria sido comprada por um valor elevado por uma pessoa cuja situação financeira não seria compatível com a negociação. O pagamento teria envolvido dinheiro e um veículo de alto valor.

O veículo utilizado na negociação já teria sido registrado anteriormente em nome de uma pessoa investigada por tráfico internacional de drogas.

Além disso, um dos ocupantes possuía pendências judiciais no país de origem e restrição para deixar o território nacional.

Decolagem sem autorização

A aeronave também teria deixado Goiânia sem documentação válida, autorização de voo ou plano de voo aprovado.

Para a investigação, essas circunstâncias são consideradas elementos que reforçam a hipótese de uma operação clandestina.

As investigações estão em fase final e dependem da conclusão dos laudos periciais, principalmente dos exames relacionados à identificação técnica das vítimas.

A Polícia Civil continua reunindo e analisando documentos, informações e demais elementos para esclarecer as circunstâncias da queda e verificar a eventual relação da aeronave com o tráfico internacional de drogas.

Importante: até o momento, a suspeita de utilização do avião para tráfico internacional de drogas é uma linha de investigação da Polícia Civil e não representa conclusão definitiva sobre a responsabilidade dos ocupantes.