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Kashkari, do Fed, aponta ‘grande diferença’ entre juros curtos e Treasuries de 2 anos

Fonte: bpmoney.com.br | Data: 01/10/2026 12:06:59

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Neel Kashkari, dirigente do Federal Reserve, afirmou nesta quinta-feira, 1, que não tem certeza sobre o patamar que os juros precisam alcançar para conduzir a inflação de volta ao objetivo de 2%.

‘Não sei quão altos os juros precisam ir’, disse em entrevista à Bloomberg TV. Ao tratar das ações necessárias para levar a inflação à meta, resumiu a postura da autoridade monetária com uma expressão direta: ‘o que for preciso’.

Um ponto ganhou destaque na fala do dirigente: o descompasso entre o que o mercado precifica no curto prazo e o que os títulos do Tesouro americano indicam. Kashkari apontou uma ‘grande diferença’ entre o rendimento dos Treasuries de dois anos e as taxas de curto prazo.

Pela leitura dele, o juro implícito para setembro, associado ao Treasury de dois anos, ficou pouco acima de 4%.

Para ele, o movimento dos mercados carrega convicção. ‘não são tímidos’ quando têm uma visão formada, observou, ao comentar a distância entre os preços dos títulos e as taxas correntes.

Pressões desiguais na economia

Kashkari ponderou que um aperto monetário adicional não atinge todos os setores da mesma forma. ‘Se continuarmos elevando os juros, isso colocará diferentes pressões sobre diferentes partes da economia’, afirmou. Os segmentos ligados à habitação, segundo o dirigente, já estão sob forte pressão.

Mesmo assim, o quadro geral mostra resiliência. O consumo segue forte de maneira disseminada, e o mercado de trabalho permanece saudável. A taxa de desemprego, em 4,1%, foi classificada por ele como ‘boa’.

Sobre a dinâmica entre remuneração e preços, Kashkari foi enfático ao descartar sinais de pressão descontrolada: ‘claramente não há uma espiral de salários e preços hoje’.

Visão sobre choques de oferta

Por fim, o dirigente também mencionou a evolução de sua leitura sobre os choques de oferta e seus efeitos na inflação.

Assim, quando esses choques persistem por cerca de cinco anos, segundo ele, passam a ser responsabilidade do Fed, deixando de ser interpretados como eventos passageiros.