Deltan Dallagnol tem candidatura ao Senado analisada pelo TSE
Fonte: imprensapublica.com.br | Data: 01/10/2026 13:08:46
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu um recurso enviado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) que questiona a candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado. A corte eleitoral agora terá a decisão final sobre a participação do ex-procurador da Lava Jato na eleição.
A poucos dias do primeiro turno marcado para domingo (4/10), a coligação liderada por Requião Filho (PDT), candidato ao governo do Paraná, solicitou que o caso seja julgado antes da votação. Partidos aliados, como o PT, defendem que Deltan seja declarado inelegível e tenha seu registro de candidatura negado.
Enquanto o processo está sob análise do TSE, Deltan permanece impedido de realizar campanha eleitoral. Isso significa que ele não pode pedir votos, participar de debates, usar propaganda eleitoral gratuita nem acessar recursos públicos para campanha, conforme decisão do ministro Floriano de Azevedo Marques, mantida pelo plenário da corte.
O TRE-PR inicialmente autorizou a candidatura em 8 de setembro por 4 votos a 3. Após isso, a defesa apresentou contestação, que foi rejeitada e o processo enviado para Brasília após o esgotamento dos prazos legais. A coligação de Requião Filho abriu mão dos prazos restantes para acelerar o envio do recurso ao TSE.
A estratégia, segundo os advogados da coligação, é evitar que a eleição ocorra sem uma definição oficial sobre a candidatura, criticando a tentativa de usar essa indefinição para conquistar eleitores.
Este julgamento refere-se a um caso anterior que resultou na perda do mandato de deputado federal por Deltan em 2023. Na ocasião, o TSE entendeu que ele pediu exoneração do Ministério Público Federal em 2021 para evitar possíveis punições que poderiam torná-lo inelegível, aplicando a Lei da Ficha Limpa, que prevê oito anos de inelegibilidade para quem deixa cargo público sob investigação disciplinar.
A defesa afirma que decisões anteriores não impedem a candidatura em 2026, apresentando novos documentos que mudariam o contexto do julgamento. No entanto, essa linha de argumento foi rejeitada pelo ministro Floriano, que afirmou que o encerramento posterior dos processos não altera a conclusão de que a exoneração foi feita para evitar punição.