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Produção industrial recua 0,6% em agosto, mostra IBGE

Fonte: brasilemfolhas.com.br | Data: 02/10/2026 11:35:24

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A produção industrial brasileira recuou 0,6% em agosto na comparação com julho, eliminando a variação positiva de 0,1% do mês anterior, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (2) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Na comparação com agosto de 2025, houve baixa de 1,2%.

O resultado de agosto interrompeu a sequência de dois meses de queda que havia sido quebrada em julho. Em relação a agosto de 2025, a produção teve baixa de 1,2%, intensificando a taxa negativa de -0,5% registrada em julho de 2026, quando foi interrompida uma série de quatro meses de resultados positivos.

No acumulado do ano, o setor registra expansão de 0,8%. Nos últimos 12 meses, o avanço é de 0,6%.

Na passagem de julho para agosto, as quatro grandes categorias econômicas e 16 dos 25 ramos industriais pesquisados tiveram queda na produção. As influências negativas mais importantes partiram de produtos do fumo (-23,4%), que interrompeu quatro meses seguidos de expansão, período em que acumulou crescimento de 32,5%; produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-5,5%), eliminando o avanço de 3,0% de julho; e indústrias extrativas (-0,7%), quarto resultado negativo consecutivo, com perda acumulada de 4,7%.

Outros impactos negativos relevantes vieram de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-4%), produtos de borracha e de material plástico (-1,8%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-3,3%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-0,4%), produtos de metal (-1,6%) e outros equipamentos de transporte (-2,9%).

Entre as nove atividades que avançaram, a de produtos alimentícios (1%) exerceu a principal influência positiva, com a segunda taxa positiva consecutiva e crescimento acumulado de 2,2% no período. Também contribuíram os setores de produtos diversos (8,4%), produtos químicos (0,9%) e metalurgia (0,8%).

Entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo semi e não duráveis (-1,7%) e bens de consumo duráveis (-1%) tiveram os recuos mais elevados em agosto.